Há 39 anos
É no mínimo com algum desconforto que se assiste ao clipe Hasta siempre, da cantora francesa Nathalie Cardone.
A música é antiga, do compositor cubano Carlos Puebla, composta no dia em que Ernesto Guevara deixou o governo para emaranhar-se em mais uma guerrilha libertária. É uma declaração de amor política, também peça de propaganda um quê romântica, que termina com os versos Como junto a tú seguimos y con Fidel te decimos: hasta siempre, comandante!
Fez algum sucesso nos anos 60, foi gravada pelo próprio Puebla, aqui no Brasil por Chico Buarque, recentemente pela trupe do Buena Vista Social Clube. A roupagem pop no clipe de Cardone, tendo por cenário a Bolívia com Che morto, é estranhamente mórbida. É sensacionalizar o terrível. E como fica datado, horrivelmente datado, o verso que sugere que estamos com Fidel. Alguém, fora os dinossauros, ainda realmente está com o mais antigo ditador em curso?
Quem pinçou Juan Pablo Meneses, repórter do diário argentino El Clarín, que está blogando uma série sobre a transformação da imagem do Che de guerrilheiro a ícone pop. Jon Lee Anderson, autor de sua melhor biografia, arrisca uma explicação:
O fenômeno do Che-Chic existe nos países do primeiro mundo, os industrializados, aqueles onde o Che representa algo alheio a sua realidade e onde o fetichismo e a parafernália do Che (relógios, pôsteres etc.) é principalmente uma expressão cultural do retrô-chic romântico, exótico. São figuras assim, em menor grau, Mao e mesmo gente do pop como Lennon. Coincide com a idéia da moda de que Você é o que você veste. Mas creio que no resto do mundo, onde há pobreza aguda, carência de liberdade política, social e econômica e do Estado de direito, o Che continua sendo um símbolo potente de revelião e desafio ao status quo, um herói que clama por emulação.
Neste outubro, faz 39 anos que Guevara foi assassinado.
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Elias,
Então você acabou de me confirmar o que eu suspeitava: o marxismo nunca foi verdadeiramente posto em execução em lugar nenhum da Terra.
Paula - E nunca será, porque não funciona. O que fica é a imagem. Tal qual Che. Discurso bonito, resultados desastrosos.
E para falar a verdade, nem o liberalismo nunca será adotado em sua totalidade porque também não funciona.
Pronto, uma boba diz que o comunismo nunca foi posto em prática, e outro, o chefe dos tolos, diz que ele acabou…
Aqui está o comunismo em vias de instalação do Brasil e America Latrina
http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc
PS, o Pedro Doria tem um poster do Kim Jong II na parede.
Achei um foto da mais recente viagem do PD nas férias
http://www.liebreich.com/LDC/Images/Opinion/KimJongII.jpg
procurem uma mão no saco do baixinho da frente, é ele.
Elias
Agora deu nó na minha cabeça!
De um lado a esquerda prega o fortalecimento do estado e se diz Maxista, de outro, a direita prega a redução do estado e se diz liberal.
Afinal de contas liberalismo e comunismo são duas cobras comendo (no sentido deglutir) os respectivos rabos?
…onde se lê Maxista, leia-se “Marxista”
Oba!
Fui chamada de boba…
Pablo,
Concordo contigo que do jeito que a natureza humana é nunca será possível por em prática o que o barbudo passou a vida tentando traçar. Marx era economista e acho admirável que tenha dedicado seu trabalho a um projeto como este. Inviável, ele esqueceu com qual matéria estava trabalhando, mas tentador para os de boa vontade.
Que nada Paulinha, sua bobinha, :-)
Marx sabia muito bem o que dizia e o que queria. Tanto que ele ao começar a escrever suas obras tinha que buscar informações. O único país que as possuiam de forma organizada era a Inglaterra, muito por causa da Revolução Industrial. Pois bem, ao analisar os quadros estatísticos ele se viu em um dilema. O nível de vida das pessoas estava melhorando. O que ele fez? Fácil, pegou dados de 30 anos antes.
Mas como dizia Roberto Campos: duas virtudes não estão presentes ao mesmo tempo no ser comuna. A honestidade e a inteligência. Ou é burro e honesto ou é inteligente e desonesto.
por isso chamei a Paula de boba…acho que ela não é desonesta. Ou estaria enganado?
Intonces :
Do Che ao Ira, passando pelo ETA e acabando em comunismo e liberalismo. É nóis na fita !! O dia em que todos concordarem com todos a humanidade tá extintinha. Maravilhas de diferenças!!!
Voltando ao Che e outros :
Eles eram realmente idealistas ou era puro interesse. o poder pelo poder. Alguem é tão ingênuo a ponto de acreditar que pode mudar o mundo ??
O Fidel não queria mandar uns misseis nucleares de Cuba para a Florida no inicio dos anos 60? Ia mudar o mundo para caramba….
chesterton,
boba para mim é um elogio. Eu não tenho vergonha de perguntar o que não sei. Mas se você me chamar de desonesta aí a coisa fica feia. Prezo muito o meu caráter e para mim é conditio sine qua non para me relacionar com alguém: caráter.
Eu já vinha perguntando sobre o motivo de eu achar que quando os marxistas falam eu sempre tenho a impressão de que falam a respeito de tudo menos das idéias de Marx. Perguntei 2 vez.
josué - eu acredito que o mundo possa mudar. Mas não através do Comunismo. Para mim seu maior perigo é a homegenização (parece nome de sabão em pó), o igualitarismo.
Os comunistas acham que a “igualdade” virá colocando-se todos num grande moedor de carne, cujo resultado seria uma massa de pessoas sem vontade própria, sem desejos próprios, sem necessidades próprias. É a impáfia de acreditar que o Estado, que nada mais é que um conjunto de pessoas, seria capaz de ditar a vida de seus cidadãos.
A queda do comunismo foi muito mais econômica do que de ideologia. Caiu por que seu sistema ideológico contamina seu sistema economico. E o reflexo disso são as baixa de produtividade industrial e agrícula, a incapacidade de lidar com os rápidos movimentos tecnológicos, com os ganhos de produtividade e etc…
Eu li o discurso do nosso presidente Sublinhei algumas coisas mas se eu colar aqui vai atrapalhar o debate.
Tem coisa muito engraçadas.
Entre elas:
(…)Por isso, eu tenho viajado muito. Eu viajei, possivelmente, em dois anos, mais do que muitos presidentes viajaram e vou continuar viajando, (…)
Pablo,
Você já leu “A República” de Platão?
Chesterton - Nesse caso Fidel não podia falar muito não. A idéia dos mísseis em Cuba foi da URSS. Fidel não significava nada para a URSS. Cuba era um mero satélite, com a importância de estar no quintal americano. A URSS mandava mais em Cuba que o próprio Fidel.
Mas ele adorou a publicidade. Os ditadores comunistas SEMPRE foram grandes populistas. Adoram uma câmera, um flash, uma estátua, um poster gigantes, palmas, claques e etc…
Paula, vamos do inicio. Os comunistas para justificar o fracasso das experi?ncias já realizadas, vem com 2 desculpas básicas.
1. ah, aquilo que nós fizemos não é comunismo (marx era outra coisa, foi difícil, a reação não deixou, etc..)
2. o comunismo acabou ( e eles começam tudo de novo.
Da[i a necessidade de ter em mente que a esquerda, os socialistas, marxistas e comunistas de todos matizes são COLETIVISTAS ( o bem comum é mais importante que o indivíduo, a natureza é melhor que a humanidade, etc, etc..)
Paulinha - Não, mas está na minha lista de livros…
mas o russo deu entrevista falando da pressão que os cubanos faziam para, na crise, iniciar a guerra. O risco foi grande, se pudesse, Fidel mandava bala, digo, misseis.
Ninguem quer falar da aposentada que ganhou uma medalha por ter dado um tiro na mão do assaltante?
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2006/10/17/286133041.asp
não consigo parar de rir
http://c-avolio.com/2006/10/essa-foi-melhor-ainda.html
Foi a Pedro Ernesto… Indicação do filhote de Bolsonaro. Parece que foi unânime…
chesterton,
pode mandar. Não entendo nada de Marx, comunismo…. para mim é aula. Vou ficar só ouvindo. (Não deu tempo e os marxistas em questão de estética, artes e afins, que é minha área são um horror. Tive de me afastar do marxismo)
Ta aí !!
Tiro na mão de assaltante dá medalha. Dai o sujeito mata 111 e pega 600 anos de cadeia - só não pegou perpétua porque o advogado dele era bom …
O pessoal do Viva (com medo) Rio tem muito que aprender …
Ué! A Dona Dora esqueceu de entregar a arma em troca de um Todinho? E ainda ganha uma medalha por balear o homem para dar o exemplo?
Mas isto vai de encontro a tudo o que se estava pregando. Diacho! Não temos mas regras mesmo…. O Rio vai virar Faroueste.
Paula - A senhora foi presa, será processada por porte ilegal como manda a lei.
Sim. Mas está em liberdade e vai ganhar a Medalha Pedro Ernesto (medalha de quem presta bons serviçoes ao Estado do RIo de janeiro) na Câmara dos Vereadores.
Sendo assim eu vou seguir o exemplo da Dona Dora e vou colar os trechos que escolhi (com grifos) do Discurso que o Chesterton indicou:
Presidência da República
Secretaria de Imprensa e Divulgação
Discurso do Presidente da República
(…)”Eu que, junto com alguns companheiros e companheiras aqui, fundei esta instância de participação democrática da esquerda da América Latina, precisei chegar à Presidência da República para descobrir o quanto foi importante termos criado o Foro de São Paulo. (…)
(…)nesse trabalho de consolidação daquilo que começamos em 1990, quando éramos poucos, desacreditados e falávamos muito.(…)
(…) E hoje nós somos um continente em que a esquerda deu, definitivamente, um passo extraordinário para apostar que é plenamente possível, pela via democrática, chegar ao poder e exercer esse poder.
(…) No começo, eu me lembro que alguns partidos nem queriam participar, porque acharam que nós éramos um bando de malucos. O que não faltava eram adjetivos. (…)
(…)Eu quero que vocês saibam e voltem para os seus países com a certeza de que eu entendo que a corrupção é uma das desgraças do nosso continente,(…)
(…)É por isso que tenho afirmado, num pronunciamento, que seremos implacáveis com adversários e com aliados que acharem que podem continuar utilizando o dinheiro público para ficarem ricos, mas da mesma forma seremos também implacáveis no trabalho de consolidar o processo democrático brasileiro. (…)
Há controversias. Paula de Marx eu entendo pouco, mas de marxistas brasileiros? Isto eu entendo tudo.
Já que …
Sou capitalista até a última gota de sangue dos comunistas.
Como bom ateu capitalista, o mundo muda graças a investimentos, lucros, investimentos, lucros e assim por diante.
Não pensem que capitalistas querem a miséria do povo que isso é coisa de comunista. Capitalista quer é povo ganhando bem para poder comprar mais coisas.
Eu defino assim :
Comunista : Sujeito que por azar, preguiça ou incompetência não conseguiu nada na vida e quer que quem conseguiu divida com ele.
Socialista : Um ex comunista que descobriu que é impossível achar tantos otários dispostos a dividir as coisas com ele e resolveu trabalhar um pouquinho, só um pouquinho e espera que o governo faça os 95% restantes para sustentá-lo.
Capitalista : Um seujeito que por sorte, competência ou trabalho duro conseguiu algo na vida e como maldição tem que defender-se eternamente dos comunistas e socialistas.
Hoje eu tô cum o satanaiz incarnado!!
São as malditas pesquisas dando vitória ao Lula. Eu num güênto isso !! Tô na minha Sierra Maestra prontinho para ir à luta !!!
Eu estava começando a entender e me interessar com a explicação do Elias.
Vem o Pablo e me diz que o homem cometeu uma impostura destas de atrasar 30 anos a consulta… desisto.
chesterton,
já eu fugi de todos os marxistas brasileiros que apareceram no meu caminho.
Paula e Vixe,
Os comunistas (assim como os anarquistas), pregam o fim do Estado. Os liberais pregam um Estado mínimo. Levando o liberalismo às últimas conseqüências, de tão minimzado o Estado só tende a desaparecer.
Na tal “sociedade comunista” não haveria Estado. Este ainda existiria no “socialismo”, que seria um estágio intermediário entre o capitalismo e o comunismo.
O que se implantou — ou tentou implantar — na Europa Oriental, em Cuba e em outras partes do mundo, foi, exatamente, o tal do “socialismo”, a partir da perspectiva comunista. A União Soviética, p.ex., nunca se proclamou “comunista” e sim “socialista”.
Evidentemente que esse projeto faliu, pelas razões que todos conhecemos.
O “coletivismo” de que fala o Chesterton, é proposto pelos marxistas para os “meios de produção”, e não para os “produtos”.
Há uma distância muito grande entre socializar a fábrica de sapatos e socializar os sapatos. No caso, a fábrica de sapatos seria socializada, mas os SEUS sapatos continuariam sendo seus.
Vejamos, agora, o que ocorre do outro lado.
Qual é a pedra de toque do desenvolvimento capitalista? É a sociedade anônima, né?
E o que é a sociedade anônima, senão um poderoso mecanismo de diluição da propriedade?
Lá por meados dos anos 1990, no livro “A sociedade pós-capitalista”, o Peter Drucker lembrou que, já naquela época, cerca de 40% do movimento da Bolsa de Nova York era bancado por fundos de pensão, mútuas, etc. Hoje, 10 anos depois, essa proporção deve ter aumentado. E muito. E Drucker não tem nada de comunista…
No capitalismo mais avançado, a pessoa do empresário, proprietário da empresa, é uma figura em extinção. A tendência é a diluição e a impessoalização da propriedade dos meios de produção.
Evidentemente que isto não se aplica ao estágio botocudo, grau perneta, em que o Brasil vive. Mas, no capitalismo que conta, é isso aí.
Também o desenvolvimento capitalista tende à diluição da noção de nacionalidade, pela formação de blocos econômicos cada vez mais amplos. Ou não?
Os blocos econômicos tendem a reduzir, cada vez mais, o poder de intervenção dos Estados nacionais — inclusive o poder de regulação — nas respectivas economias. Ou não?
O capitalismo nacionalista — com suas “guerras inter-imperialistas” — acabou no Século XX. Hoje, a palavra de ordem do capitalismo é “globalização”. Ou não?
E por aí afora…
Insisto em dizer: o comunista nada mais é do que um liberal exacerbado. No mais extremo de ambas as trajetórias, comunistas e liberais convergem para o mesmo ponto: diluição e impessoalização da propriedade dos meios de produção e Estado em processo de extinção.
Um “P.S.”, pra ir embora, porque acabou minha folga.
Sei que a questão da identidade ideológica entre liberais e comunistas complica as coisas para quem gosta de raciocinar em termos de “preto ou branco”, “claro ou escuro”, “certo ou errado”, etc. Assim dá menos trabalho. Nem precisa pensar.
Só que o mundo das coisas reais é muito mais complicado.
Felizmente.
Um abraço a todos, e até a próxima.
Mais um capitulo do Livro aser lançado por Onofre Jardim Chesterton, Tratado Sobre |Todas as Coisas e Algo Mais.
Como se forma um socialista. Um socialista se forma cedo na escola, em geral é o garoto tímido e retraído, que não gosta de jogar futebol por achar que é um esporte muito agressivo. Sendo assim, tem muito tempo livre para pensar e ler, e como l? muito, acaba sempre tirando boas notas.
Desta maneira, compensando sua timidez com bom aproveitamento escolar, compensando sua inabilidade esportivo com sucesso entre os professores, ele se sente diferente.
Esta diferença logo é substituída por uma sensação de superioridade, confirmada pelas professoras que o tratam com mimos e frases do tipo: “que gracinha, escreve tão bem”, e outras que servem de estímulo para que ele estude cada vez mais.
Chegando na adolescencia ele percebe que as meninas mais bonitas só querem ficar de sacanagem com os garotos esportivos e fisicamente mais fortes, e ele percebe que terá que bolar uma estratégia para comer alguem.
Descobre então que o mundo feminino é dado a complexidades infinitas, e que (que descoberta!), as meninas adoram a companhia de meninos sensiveis que são aparentemente inteligentes e dão cola nas provas mais difíceis (estas são as meninas menos bonitas, porque as gostosas estão com os boleiros…não estou chamando ninguem de Maria-Chuteira).
Bem, onde é mesmo que eu estava? Ah, sim.
Então, o menino se volta a fazer poesias, declamações, curso de “ballet” e pensam em se tornar cineastas, e quando o interesse por meninas não desaparece por boiolice, eles gozam de relativo sucesso entre as meninas de relativos atributos físicos. ( as gostosas, nesta época, já estão dando para os que tem carro…não estou chamando ninguem de Maria-Gasolina).
Chegando na hora do vestibular, eles escolhem cursos das “humanas”, nada de engenharia, medicina, direito ou economia, profissões tidas por eles como “caretas”. Alguns fazem arquitetura, outros Letras e outros, por terem obtido boas notas, são estimulados a dar aulas. Aí a coisa pega.
Eles começam a ver que os colegas que não tinham tirado as notas que eles tiravam, e que jogavam futebol o dia inteiro, andando de carros do ano, roupas novas que ele, professor do secundário, ou jornalista, ou arquiteto-com-raiva-do-dono-do-escritorio não pode comprar. Mas como?, ele se pergunta.
Como é que aquele jumento troglodita que só tirava 4 e que passava o dia na praia tem mais grana que eu, que só tirava 10 e vivia estudando? Não é justo, pensa ele, eu era o que tinha sucesso, aquele cara acabou nem se formando no curso superior e foi trabalhar no comércio com o tio, e tem muito mais grana que eu. como pode? ( Claro que o trabalho na feira é árduo, mas compensa financeiramente- detalhes para quem quiser under requst)
É uma injustiça!!! Declara ele. Mas como ele é mimado e mal acostumado, nunca vai ver que o problema é que ele não conseguiu dar um sentido prático para sua vida profissional, sempre achando que estava “mal placé”, isto é, em empregos que não fazia jus a sua “inteligencia”, ele chega a conclusão que o mundo não lhe dá o suficiente, o que ele merece, e declara mais uma vez: INJUSTIÇA!! O mundo é injusto porque premia os inferiores e não premia a mim, o superior. Aí o início da revolta interna que o leva ao socialismo.
Bom, ao mesmo tempo, ele v? que não é proletário, seu pai ralou a beça para lhe dar estudo, mas em vez de ficar grato com o papi, ele se sente culpado em ter tido educação melhor que os filhos de proletas, e mergulha na sirdidez. Passa um tempo consumindo drogas, mas nunca álcool, e acaba chegando a conclusão que o melhor que pode fazer é usar seus dons literarios para liderar o proletariado na sua luta em se manter proletário por gerações e gerações (nem todos proletarios fazem isto, na verdade a maioria quer que os filhos tenham ascensÃo soacila e deixem de ser proletários, mas este é outro assunto).
O pior acontece, ele tem sucesso. No meio de um bando de ignorantes, estivadores hipocefálicos, ele vira lider sindical, começa a ter poder, vislumbra a possibilidade de, mais adiante, ter acesso aos bens que seus colegas menos brilhantes tiveram na juventude e que lhe deram tanta revolta. Ta fudido, pois se torna um politico profissional, um lider sindical profissiona ou ainda, um intelectual. Intelectual…intelectual..aquele que usa o intelecto para passar a perna na esculamlha.
NUNCA MAIS vai fazer outra coisa na vida, disputa cargo nmo sindicato até com balas de revolver se necessário. Mata os concorrentes e ex-aliados sem pensar. É prisioneiro do castelo de ilusões socialista.
Aí está, descrito de forma original e absolutamente genial, a gênese do socialista, um poderoso que tem seu poder na capacidade de destruir o que outros contruiram, ou por guerras ou por impostos extorsivos.
Tenho dito 2.
Onofre Jardim Chesterton
Chesterton :
Tô cumtigo !! Isso dá roteiro de filme!!
Concordo “prenamenti” !!!
Este livro, de enorme sucesso, ainda vai ser lançado.
Elias,
Adorei a aula. A relação entre os extremos que se tocam. Para mim foi a lição do dia. Quem ainda vê oposições demora mais a entender muitas coisas. Felizmente já passei desta fase.
Por favor não desapareça e tire folga com mais frequência.
chesterton,
Gostei do título “Tratado Sobre Todas as Coisas e Algo Mais.”
Se tiver pelo mesmo caminho do: “Como se Forma um Socialista” acho que temos um ótimo lançamento para ano que vem. E está faltando…
Sugiro ao caro andarilho que faça uma peregrinação por Cuba. Asculte o povo e verá, para sua surpresa, o quanto ele ama Fidel.
Eu, enquanto escritor, sou o Dom Quixote, não o Cervantes.
Chesterton,
Não sei se rio ou se choro da asneira que você escreveu no brilhante ensaio “Tratado Sobre |Todas as Coisas e Algo Mais”.
Resolvi.
Como diz o Jô, estou rindo como nunca aqui na alma. Pena que ninguém consiga ver o extravase de tanta alegria.
as caricaturas associam a verdade ao humor, simples.
chesterton, faz anos eu li do Sartre, que se dedicou aos estudos para compensar sua feiúira e agradar às mulheres, um conto chamado “A Infância de um Chefe”. Lembra um pouquinho o teu. Prefiro o teu por que é conciso, tem humor e faz um sarcasmo não só com os socialistas como também com um certo tipo de “intelecta”. E não gosto da escritura ficcional do Sartre. Muito “gorda”.
Pior é quem não vê o humor no Kafka… aí é de amargar.
Bom Dia a todos.
E acabei voltando.
Há um grande engano em dizer que a URSS caiu pela inevitabilidade da falência do modelo econômico que ela adotou.
Nem tanto. É preciso lembrar, p.ex., que, ao final da segunda década do Século XX, a Rússia era um país feudal, atrasado até às entranhas, com a maior parte da população analfabeta, e que ainda praticava o regime de servidão.
De 1917 a 1945 — 38 anos, portanto — o país experimentou os efeitos devastadores de 2 guerras mundiais e uma guerra civil.
Mesmo assim, cresceu economicamente a ponto de peitar, por várias décadas, o poderio econômico e militar norte-americano.
Perdeu a competição, claro. Mas, comparem com o que ocorreu no Brasil. E imaginem o que teria acontecido no Brasil se este houvesse sido submetido a pelo menos a terça parte do que a Rússia enfrentou, na primeira metade do Século XX. Como estaríamos agora?
Na comparação com os EUA, a URSS perdeu feio. Na comparação com o estado feudal em que se encontrava em 1917, claro que ganhou.
Esse negócio de dizer que tal ou qual modelo de organização econômica “não dá certo”, tem menos de ciência do que de fé religiosa: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, etc., etc.”. Em religião, admite-se e respeita-se. Já em teoria econômica…
Nem pensaria em apoiar a implantação, no Brasil, de um esquema como o soviético: capitalismo de estado, regime totalitário, partido único, etc.
Agora, daí a ficar repetindo bordões fatalistas vai uma distância e tanto…
Não vejo sentido nas palavras desse pessoal que raciocina em termos de determinismo histórico.
Qualquer sistema econômico pode dar certo. Ou pode dar errado.
O capitalismo, por exemplo, não tem dado muito certo no Brasil, em Honduras, no Haiti… O que não significa que não possa dar certo, no futuro.
Nada está escrito…
Elias,
se a Russia não caiu pela inevitabilidade da falência do modelo econômico que ela adotou.
Porquê ent?o ela caiu? A falência do modelo econômico, pelo menos, influiu? Que fator(es) fundamentalizou(zaram) à queda?
Desculpe, é que fiquei cheio de dúvidas. Não leve a mal.
Líliane.
Para aqueles revolucionários, lutar contra a exploração do homem pelo homem, no caso o capitalismo, segundo eles entendiam, era lutar contra a tirania e a opressão. É claro que sob outro olhar como no caso o seu, não. Os ingleses possivelmente não se considerassem tiranos em relação às colônias do norte, creio que julgassem ser um direito deles a ‘administração’ daquelas colônias.
Mas é como eu disse, o cara deixar uma vida confortável em algum consultório médico, ou mesmo nos gabinetes do poder em Cuba e partir para uma campanha “libertária” no interior da Bolívia, arriscando mais uma vez a própria vida, eu respeito sim. Nunca foi o meu ídolo, mas sem preconceitos ideológicos, eu respeito a coragem, o desprendimento, mesmo discordando da idelogia.
Eu particularmente nunca fui marxista, e nunca usei camisetas e bottons do Che, mesmo quando ser esquerda era moda, nos tempos finais da ditadura militar, apesar de ter sido filiado ao PT, participado ativamento do movimento estudantil, na minha época como presidente de D.A, e de movimento de associação de bairros, sempre fui avesso a luta armada por questão de princípios e de natureza, não tenho coragem de matar um frango e até rato tenho pena de esmagar, aliás nunca o fiz, e me definia como social-democrata, mas reconheço a coragem daqueles guerrilheiros e admito que eles estivessem imbuídos de altos ideais, como a utópica igualdade entre os homens.
Beijos.
Elias
Brilhantes as suas explanações. A convergência entre o estágio avançado do capitalismo e o estágio avançado do socialismo é interessantíssima.
É mais confortável para as nossas mentes emoções ou crenças, assurmirmos alguma posição fechada, dogmática, “religiosa”. Pensar dá trabalho, exige desprendimento emocional e de atavismos ideológicos.
Assim faz a ciência, procura ver as questões com honestidade, objetividade e com o máximo possível de isenção.
Você salva o bloque do PD do pensamento unilateral, identificado com com o que se poderia chamar de “conservadorismo ideológico de direita”.
Mas a todos os meus respeitos, só que ficaria muito chato termos por aqui a expressão de um único tipo de pensamento.
Beijos.
JSA
Existe um monte de explicações sérias para a falência da URSS, feitas por estudiosos não marxistas, e que não passam pelo “determinismo histórico”.
Aliás, não sei de nenhum pensador sério que assine embaixo de qualquer tese de “determinismo histórico”. Determinismo é algo combina mais com religião do que com a ciência.
Há alguns meses, vi na tevê um documentário sobre o abastecimento de energia elétrica na República da Geórgia, pátria do Stalin.
A distribuição de energia elétrica foi privatizada, e o abastecimento entrou em colapso. A situação estava caótica, com uma verdadeira explosão de ligações clandestinas, feitas na marra, freq?ntemente resultando na morte de pessoas, eletrocutadas ao tentar fazer a ligação clandestina.
É que, durante décadas, a população da Geórgia foi habituada a ter energia elétrica de graça. As pessoas mais idosas, principalmente, não entendiam por que agora devem pagar conta de energia elétrica.
Mas quem disse que foi uma imposição determinada pela história, fornecer energia elétrica de graça à população, nos países onde vigorava o “socialismo” (que eu prefiro chamar de “capitalismo de Estado”)? Outras repúblicas — soviéticas, inclusive — jamais fizeram isso.
Há a questão da “corrida espacial”, que torrou montanhas de dinheiro, apenas para fins de propaganda, etc., etc.
Nada disso obedece a nenhuma lei férrea, historicamente determinada. Foram escolhas, simplesmente. Escolhas que não deram certo.
Se o Japão, ou a Inglaterra, ou a França, ou a Alemanha, houvessem embarcado na corrida espacial, competindo com os EUA, também teriam se ferrado.
Nada está historicamente determinado.
Do ponto de vista do desenvolvimento econômico, ao longo de 7 décadas, a Rússia saiu da condição feudal em que vivia, para uma situação que lhe permitiu fazer frente, durante um bom tempo, à maior potência econômica e militar da história da humanidade. Mesmo tendo sido devastada por 2 guerras mundiais e uma guerra civil, no curto período de 38 anos dentro dos 70 anos em que durou. Não venceu a competição, mas deu um trabalho danado!
Compare com a trajetória do Brasil, nos mesmos 70 anos. Por que o Brasil, sem guerras mundiais nem civis, avançou tão menos que a Rússia, praticando uma doutrina econômica que, segundo o tal determinismo histórico, só produz histórias de sucesso? Se o sucesso é inevitável, por que tanto fracasso nesta Terra de Santa Cruz?
Elias,
Quando é que você vai parar de me encantar?
Lá no “urnas” você fez comentários relevantes. Aqui continua a aula.
Não tenho a menor necessidade de puxar o teu saco… rsrs
Mas você é bastante especial. Além de tudo tem uma postura impecável.
Agora vou parar por que estou ficando com vergonha.
Aliás não é de hoje que eu admiro te admiro.
Você sabe muito bem…
Chega. Tô vermelinha de vergonha.
Como já disse “Sou uma tímida muito ousada” igual à Lispector. Pena que sem o talento dela… Mulher admirável esta ucraniana.
Só para você não ficar com esta bola toda: o Bruno Mota também começo a admirar.
Mulheres, por favor apresentem-se.
Deise, Andrea, Alba, bia, srta. julia…
estou sozinha aqui com algumas novas que ainda não conheço.
Voltem já!!
Que descortesia virtual!
chesterton e Mr. X já são unanimidades.
Nem vale mais dizer que são especiais tb.
PD, elogiar você vai pegar mal prá chuchu.
Vão pensar que quero subir degrau no blog…
Farei o seguinte: vou postar aqui um texto da Paula Lima sobre os homens especiais. Eles se reconhecerão e espero que se sintam homenageados:
HOMEM EM 300 PALAVRAS
Que sou mulher e os adoro, sobretudo o meu. Adoro sua anatomia, sua geografia, sua iconografia ou iconologia. Que homem pra mim é pontual, tira resultante de minhas incongruências e eu devolvo medindo distância de sua imagem virtual no espelho.
Somos tão diferentes todos dizem. Mas aqueles que são a expressão da raça têm igualdade de alguma sorte com as mulheres salvaguardando tudo o que não é mulher.
Homem que é homem de bom não é refratário, é monomaníaco por reflexão da luz e pela multiplicação das cores. Não gosta de furta-cor que é coisa feminina para agradar a eles sem que eles se dêem conta. A gente não usa artifícios para o homem que conhece arrebatamento. Ele não precisa pois sabe ver e enxergar que tudo o que é sobressalente tem um quê de estéril. Não se constrói teias para este homem. Ele não se deixa enredar pois sabe que mulher que faz teia usa arte decassílaba coisa que este homem dispensa. Ele é caça e caçador e não faz jogo. Joga limpo, não suporta “mind games” que é estratégia e ele se impõe pela habilidade instintiva. Calculado ele deixa para o trabalho. Que é coisa mais linda ver homem trabalhando com paixão seja em que ofício for.
Não dá ciúme, que mulher que tem ciúme de trabalho de seu homem é tal e qual mãe desnaturada. Admira. Fica olhando a obstinação e se não tiver ofício próprio fica roxa de inveja da boa. Se tiver trabalho ele a inspira a ir mais longe.
Em mútua admiração conquistam o mundo e depois se abraçam.
Abraço daqueles que faz que tudo forme forma, que é paz na terra, 14 de julho, gol do Brasil, lar, pátria, língua, nirvana, paraíso por quinze segundos.
Depois… Ah! Depois… Depois é eu te amo.
Agora volto daqui há uns 4 meses.
Por que eu fiz isto… já estou de ressaca moral… Socorro… Delsio… é para você tb.
Elias agora é viúva do Stalin..bem que eu sabia.
A urss nunca levou 60 anos para igualar a quantidade de calorias por habitante ingerida, que no tempo do Czar era maior.
A guerra civil iniciada pelos comunistas provocou a miseria. Depois da segunda guerra a economia russa chupou, parasitou a economia dos paises do leste europeu para não dar com os burros nagua. E Elias vem querer comparar este troço com os americanos? Burro ou mal intencionado.
Paula, Sartre é lixo, inutil.
E Elias, capitalismo abaixo do Equador quando?
chesterton,
Não penso diferente a respeito do Sartre.
chesterton,
Você não se sentiu homenageado? Este livro não editado está na lista dos mais vendidos. Este texto fiz para “ele” ano passado. Acho que não devia ter postado aqui. Mas a intenção foi esta mesmo: homenagear. Verbo pouco declinado e cafona.
buááááá…
Talvez nos falte a determinação dos sul coreanos que conseguiram através de uma ‘educação sistematizada’ (ou algo assim) aproveitar os ‘cérebros’ e deram um salto à frente em tecnologia. (Apenas uma observação.)
Comparativamente e inegável o desenvolvimento econômico . A corrida espacial enfrentando não apenas os EUA (e sim todo o mundo capitalista)
foi, sem dúvidas , um fator de sangria.
Obrigado por sua atenção, Grande Elias.
Eu também vi esse documentário. Era comovente ver a indignação das pessoas reclamando da conta de luz que subitamente, havia se tornado impagável.
O que me lembra, anos atrás, quando interditaram aquele edifício na Paulista e os moradores foram obrigados a sair.(Desculpem, não lembro do nome agora) onde Cacilda Becker e Walmor Chagas tiveram um apartamento de cobertura - um velhinho, a cabeça toda branca, bradava: onde estão os caras-pintadas que não vêm nos defender desse abuso! Fiquei ao mesmo tempo surpresa e comovida ao perceber ao vivo e em cores, que as pessoas registram os fatos com seus próprios filtros e que eles nada têm do distanciamento que talvez devessem ter.
No fim, as pessoas esquecem que o motor das revoluções são as pessoas - aquelas que se sentem injustiçadas, espezinhadas e que reagem de alguma forma.
Se há manipulação? Claro que há. Mas pelo menos as pessoas estão dizendo que não são gado, que não podem ser simplesmente tangidas. Isso, ao menos a meu ver, tem valor, e muito.
Outra coisa é que esses são exemplos microscópicos, bem longe do que imagino que seja um processo revolucionário de fato. Mas podem exemplificar, talvez, o que tenha sido a faísca de alguns.
Alba,
Até que enfim!
Ouviste meu apelo?
Paula,
Só cheguei agora, tava na lida, qui nem peão de novela do benedito ruy barbosa :-(
Mas não desaparece não. Tem pouca mulher aqui. Visitei o blog da Cris Fernandes e é muito bom.
Sem dúvida nenhuma o Elias sabe coisa pra caramba e, eu próprio tiro tanto o chapéu pra ele que me dá raiva, mas sem comparação do porquê o governo soviético se “levantou” economicamente sobre dezena de milhões de cadáveres que o socialismo dizimou e outras milhões de pessoas que sofreram perseguições políticas e muitas dessas o degredo nos Gulags.
Eu fico imaginando o o Governo da Rússia, que é herdeiro da URSS, portanto a mesma Instituição, tivesse que pagar indenizações dos perseguidos e mortos pelo regime! Resposta:
Nunca se recuperariam e se viabilizariam, nem no Terceiro Milênio! Mas seria justo, não seria ?!!
Paula, obrigado pela liberação de um texto tão significativo para sua vida. Vai ver foi minha culpa, mesmo! :o)
Mas, está supimpa. Claro que ele tenta traduzir um sentimento que , à despeito de nós mesmo, é meio aleatório e alienante. Difícil por rédeas no bicho, né não?!
Valew!
:o)
Elias é viúva do Stalin…
Éd Lascar,
Em parte você me inspirou a postar o texto. Mas já me arrependi. Mas é otimista. Uma ode aos Homens. Mas não é aqui o lugar. Mas a intenção foi…
Paula, a admiração é recíproca e, creio, voce já deve ter percebido.
E, Chester, não sou stalinista. Aliás, abomino o stalinismo!
Também abomino o capitalismo de Estado (embora não a participação do Estado na economia), porque ele conduz ao Estado totalitário.
Minhas restrições, portanto, têm caráter humanístico, político, moral, etc.
Agora, do ponto de vista estritamente econômico, não há argumentos pelo menos razoáveis para sustentar que o capitalismo de Estado é predestinado ao fracasso.
Não é.
E o capitalismo de Estado não tem, necessariamente, um viés marxista.
Não tem.
Quer um exemplo? O III Reich implantou, na essência, um capitalismo de Estado. E os nazistas não eram apenas “não comunistas”: eram “anti-comunistas”. E, aliás, obtiveram excelentes resultados do ponto de vista econômico.
Quanto à exploração soviética dos demais países do bloco, é bom lembrar que, antes da revolução bolchevique, a Rússia já era um império feudal (se me permite a “licença poética”). Ela dominava boa parte dos países da Europa Oriental.
Os soviéticos mantiveram e ampliaram o esquema, garantindo fontes de abastecimento de matéria-prima para sua economia e mercado para seus produtos.
Nada muito diferente do que faz os EUA hoje, ou do que fizeram a Inglaterra, Roma, Pérsia, Babilônia, etc., no passado. Os métodos é que, por vezes, foram diferentes e, por vezes, iguais.
Império é isso. Se não for, não será.
Mas imperialismo não é monopólio desta ou daquela doutrina econômica. Os habitantes deste nosso planeta são suficientemente criativos para estabelecer impérios com os mais dferentes matizes ideológicos.
Elias,
considerando que tudo começou quando as mães russas esfomeadas invadiram
os depósitos de alimentos e tudo foi se desenrolando, gerando-se o meio ambiente suficiente e necessário à ação de Vladimir Ilitch Ulianov e companhia, e, que tudo terminou (após idas, vindas, ficadas) com as mães russas vendendo latas usadas de leite, de azeitonas, de goiabadas cascão, etc, em feiras livres, não foi difícil concordar com você que comparativamente tenha havido melhoras: pelo menos os alimentos contidos nas latas foram consumidos.
Agora falando sério!
E o capitalismo de Estado atualmente praticado na China tem, necessariamente, um viés marxista. Que achas?
Damn it!!
O Elias matou de novo!!
:o)
“E o capitalismo de Estado não tem, necessariamente, um viés marxista.”
O que foi a ditadura brasileira! Exatamente isto! Tanto é que se poderia falar (e se falou) , de uma USSB!
JSA,
O próprio Mao já dizia: “Estamos criando a burguesia”.
De sua parte bradava Lenin, à época da NEP: “O capitalismo não é um mal si. O capitalismo é um mal em relação ao socialismo. Em relação à Idade Média em que nos encontramos, o capitalismo é um bem.”
A rigor, o “socialimo” surgiria em conseqüência do esgotamento do capitalismo, assim como este se originou do esgotamento do feudalismo.
Só que, na Europa Oriental e na China, o processo “pulou etapas”. Partiram pro “socialismo” sem nenhuma base de desenvolvimento capitalista. Não falta quem diga que isso complicou tudo.
Entendo que o capitalismo de Estado da China, hoje, é como uma NEP à quinquagésima potência. Mas creio que ainda permanece o viés marxista. É de se ver se ele vai se sustentar.
É preciso lembrar que o “socialismo” não implica a extinção da empresa privada. Ou seja, não implica o fim da “economia capitalista”.
Em tese, o socialismo deve conviver com o capitalismo numa mesma sociedade. Apenas o “modo capitalista” deixa de ser o modo dominante, assim como o “modo capitalista”, quando dominante, convive com “modos não capitalistas” (V. Beasil, Israel, Índia, Suécia, etc.).
Mas não era essa a direção da minha abordagem.
Eu disse apenas que, numa prospecção ao infinito, comunistas e capitalistas liberais convergem para um ponto em comum, que envolve a diluição e a impessoalização da propriedade dos meios de produção e o gradual desaparecimento do Estado.
Elias,
na rapidez do teclado você é igual à Paulinha sangue bom!
Chesterton errou feio, ele nem sabe que você é ‘viúva’ de Trotsky!
Agora falando sério!
E em fim chegaríamos ao anarquismo?
Éd Lascar,
E tome aula de história! Eu só vou ficar aqui aprendendo.
Elias,
Estou copiando tudo e imprimindo.
Capitalismo de estado é a antítese do capitalismo, e foi aplicado pelos militares brasileiros, é o tal do capitalismo sem riscos, de cartórios e sindicatos. Dá certo? Deu at\e certo ponto, pois a perda de competitividade relativa aos demais países acaba forçando a uma aterrissagem forçada.
Os nazistas tinham isto em comum com todos coletivistas, e eram por isso socialistas. O capitalismo de estado é o socialismo das sociais democracias européias até hoje.
Por isso enquanto os americanos crescem sem parar (e os europeus sempre anunciam sua decadência…que não chega…), os europeus estão estacionados. Por isso o anti-americanismo, Porque os americanos não tem que sustentar um welfare state gigantesco como os europeus, conseguem crescer mais rapidamente.
O mesmo desempenho tem a China, que além de não ter welfare state escraviza seus operários, cresce a beça e é tremendamente competitiva.
No Brasil temos grupos que competem por saber quem vai gerir o estado brasileiro, a mã mamada por esquerdistas de todos matizes, (inclusive os esquerdistas conservadores- afinal, todo mundo é de esquerda no Brasil, o que significa que todo mundo está interessado em obter alguma vantagem do estado, e não inventam porra nenhuma de novo).
Por isso, para entender esta joça, todos deveriam ler o Artigo After Socialism, de V Postrel, que mostra muito bem a diferença entre os porgressistas e os estáticos, os banho-mariistas.
E saiu ontem ou hoje no globo um artigo do Demetrio Magnoli mostrando como Lula e Delfim Netto está próximos, coisa que venho dizendo aqui há meses.
Olho o Chesterton fazendo bonito, também!
Valeu, Chesterton!
Chesterton,
O capitalismo de Estado Brasileiro remonta a Vargas. Foi MANTIDO e INCREMENTADO pelo regime militar, mas já vinha de antes. E de longe.
Sem o Estado, o país não teria Itaipu nem Tucuruí. Logo, não teria energia elétrica nem indústrias.
Só no Pará, a CVRD fatura R$.15,0 bilhões/ano. Mas, pra chegar a esse ponto, foram décadas de investimentos.
A logística, por exemplo (hidrelétrica, 3 portos para navios de grande calado, estrada de ferro, pontes, cidades inteiras no meio da selva, etc, etc), levou mais de 10 anos pra ser implantada.
É delírio imaginar que a iniciativa privada brasileira faria isso. Ela só tem gás para um horizonte de tempo bem menor. O lucro tem que chegar mais cedo, senão a casa cai.
A única maneira de se chegar a esse ponto seria — como de fato foi — associar o Estado brasileiro a grandes investidores externos. Um investidor privado brasileiro nem mesmo conseguiria financiamento lá fora, por falta de garantias. O Estado brasileiro conseguiu esses financiamentos, porque penhorou a receita tributária (razão pela qual a tributação teve que ser mantida lá nos píncaros).
Estamos falando, Chester, de dezenas de bilhões de dólares, em décadas.
Sem as divisas externas que esses projetos proporcionam, voltaríamos a viver de café e banana.
O capitalismo de Estado pode funcionar em várias direções. Pode, inclusive, constituir um poderoso mecanismo de favorecimento da acumulação capitalista.
Causa espanto que um brasileiro letrado não consiga entender isso.
O problema, Chester, é que algumas pessoas vivem tão empanturradas de ideologia (na realidade, simplificações ideológicas), que se recusam a raciocinar em termos de fatos, cifras, etc., que estão ao seu redor.
== Adoro ter operário de esquerda no poder ==
Adoro pelo simbólico que é, pela afronta que representou e representa, pelo que esfrega na cara da classe dominante, pelo desespero em que ela tem entrado diante da possibilidade de que o operário seja reeleito – desespero expresso de maneira reiterada, em letras de manchete, pela imprensa irresponsável, covarde e, ela sim, corrupta, mentirosa.
Adoro operário de esquerda no poder
Adoro! Pelo simples fato de que a presença de um operário de esquerda no poder humilha as oligarquias e os oligopólios. Pela primeira vez, tudo o que é poder e prestígio – a presidência da República – escapou das mãos dos ricos da classe política dominante: a direita neoliberal e seu séqüito. Está nas mãos de um operário nascido nas brenhas de Caetés, distrito de Garanhuns, Pernambuco, que se bateu para os confins da metrópole de São Paulo ainda menino, na carroceria de um ‘pau-de-arara’. Está nas mãos de um trabalhador de nível médio, sem diploma universitário, e que teve seu primeiro registro assinalado na carteira de trabalho aos 14 anos de idade. E daí? E então? Isso não é importantíssimo?
.
Adoro operário de esquerda no poder -
A-do-ro. Porque não tem CPI, não tem manipulação de imprensa marrom nem tem ardil de bandoleiros da chamada ‘oposição’ que consigam alterar esta realidade: um operário de esquerda no poder já é uma tremenda duma revolução num dos países de maior desigualdade social do mundo. Isso está acima de partidos, de personalidades políticas, de ideologias econômicas e políticas. Ainda que o operário não fosse reeleito, este momento de agora já seria de comemoração.
Adoro operário de esquerda no poder porque é um raro momento para experimentar um alívio na opressão social antes exercida aqui pelo grupo do PSDB de Fernando Henrique Cardoso (o mesmo que quer voltar ao poder a qualquer custo), uma momentânea interrupção no abuso, na exploração e na injustiça sistemáticas que esse grupo político pratica contra as camadas pobres da população.
Comentário de Dicava ? 20/10/2006 @ 6:43 pm
Cara , a petralhada é tão dada a crimes , no planalto central ou paulista que até põe um texto sem-vergonha de eulogia à camarilha do Alvorada da Marilene Felinto, um canhão brabo -e não só esteticamente , mas éticamente também- e não dá nem o crédito!
cambada de criminosos, sô!
Ô, Pedro Dória, deixa de ser sacana e dá uma chegada de vez em quando no meu blog……errrrr….tipo assim de 6 em 6 meses, pelo menos!
Afinal eu sou um(a) feature manjada por aqui!
:o)
antigamente a esquerda criticava os gastos faraonicos dos militares, como Itaipu, etc..hoje mama nos fundos de pensão.
Apostila com a transcrição das palestras ministradas pelo economista Elias nos dias 17, 18, 19 e 20 do mês corrente no Blog do PD. Uma abordagem crítica de tudo o que você queria saber e nunca teve coragem de perguntar sobre temas como Marxismo, Capitalismo, Anarquia, Revolução Cubana, uma detalhada versão da morte de Ernesto Che Guevara e outros temas envolvendo questões que você nunca imaginou que existissem. Não percam esta oportunidade, Só até sábado: desconto no cartão American Express, não American, não. Vai de Visa mesmo. É possível que ainda saia outra versão ampliada. Aguardem mas não percam esta oportunidade. O estoque está esgotando.
Chesterton o bom e velho chesterton flagrado trabalhando em:
http://www.olhares.com/homens_do_mar/foto819848.html
É o de calça amarela e boné azul.
é engraçado, mas não entendi a piada.
Esta palestra do Elias eu quero assistir.
Só que eu não sou economista. Sou contador.
Mas, antes e acima disso, minha formação é outra. Dentro do peito, bate forte e firme um coração verde-oliva…
chestertom,
não tem piada. Apenas é uma bela foto e o homem de calça amarela e boné azul não mostra o rosto. Tá escondidinho.
JSA,
Nos propósitos finais, os radicais liberais, os anarquistas e os comunistas confluem, todos, para um mesmo ponto: a utopia onde todos viveriam bem, sem classes sociais, sem Estado, etc.
Na Espanha, durante a guerra civil, era bem difícil traçar uma linha separando radicais liberais de anarquistas…
Mas os três grupos divergem furiosamente entre si com relação ao caminho (ou “processo”) para se atingir esse ideal utópico.
As divergências entre comunistas e anarquistas, por exemplo, são evidentes.
Para os comunistas, os anarquistas principalizam o objetivo final, sem dar a devida importância ao “processo”. Já os anarquistas dizem que os comunistas se concentram no “processo” e acabam perdendo de vista o objetivo final.
Durma-se com esse som…
Elias,
Se você é contador entende muito de economia e outras disciplinas. Atualmente é por aí mesmo, né? Esta história de “ser” …………… . completando com a profissão não define nem o conhecimento nem o que uma pessoa é.
Por aí a gente mais uma vez conclui que jamais será possível a utopia de se acabar com o Governo, e, a divisão de classes sociais.
corrigindo: “chesterton” e não chestertom… (teclado novo)
Elias, (confesso que não sei o que representa para você o verde-oliva.)
Verde-oliva? Você me surpreende, Elias!
ÔÔUUU M?I GÓDI!
O ELIAS ESTEVE EM SIERRA MADRE!!!
:o)
Gente, Eu não conheço esta referência hieráldica.
É ser revolucionário. Por favor…
Vou ter de googlar Guevara+verde oliva?
Será que o Elias esteve em Sierra Maestra?? Essa foi boa, Éd.. :)
Só que verde-oliva pode significar do lado do Batista, né? (brincadeirinha…)
Então vou pegar minha metralhadora e fazer uma boa limpeza nela.
Alba, tenho uma sobresalente de um camarada que foi morto em combate. Mando para você se quiser.
Verde-oliva, caras e caros, é a cor do glorioso e querido Exército Brasileiro, o povão fardado (não estou nem aí pro Bitt vestido de branco).
Ditadura Elias?
Pois é isso exatamente que me surpreendeu, Elias. Você já deve, claro, ter olhado a página do glorioso exército na Internet. Tem coisa mais direitosa?????
Veio-me à cabeça logo o exército. Mas pensei que não poderia combinar com o Elias.
Mestre, no podré seguir-lo. Me matarías en la Sierra Maestra. Soy más guerillera que ejercitera
Beleza, Elias Nacionalista!
Valeu.
Fiz, há pouco, uma visita ao site do “verde-oliva”. Não encontrei nada de direitoso.
Por ora, o destaque conjuntural vai para o artigo “Primeiro Comando da Corrupção”, escrito por um promotor e por um delegado da PF, e que está sendo divulgado no site.
Dentre outras colocações pertinentes, o artigo critica o instituto do “foro privilegiado”, classificado como “modelo processual penal arcaico”.
Não sei de ninguém que tenha estudado a fundo o problema da (in)segurança pública brasileira, e que não faça pesadas críticas ao “foro privilegiado”, à concessão da condicional por decisão exclusiva dos prsídios e às atuais normas de imputabilidade penal com base na idade do transgressor, dentre outras coisas.
Eis as razões:
1 - O “foro privilegiado” constitui, somente, uma garantia de impunidade para político corrupto.
2 - A concessão da condicional por decisão exclusiva dos presídios, na prática, implica transferir o poder concessório às quadrilhas que operam dentro das penitenciárias. Um sujeito preso pelo cometimento de crime sem vinculação a quadrilhas organizadas, tendo cumprido 1/6 da pena, sabe o que fazer para obter a condicional: ele deve entrar para a quadrilha que manda no presídio. Do contrário, não sai. O instituto da condicional, da forma como praticado no Brasil, é um poderoso facilitador do aliciamento pelo crime organizado.
3 - A imputabilidade penal do menor consiste, na prática, em conceder impunidade aos delinqüentes menores de idade, inclusive pela prática de assassinatos, estimulando seu aliciamento pelo crime organizado.
Impossível encarar seriamente a problemática da segurança pública brasileira, sem encarar seriamente essas e outras questões.
Se o “verde-oliva” é de “direita” porque fomenta o debate sobre esses assuntos, então eu também sou de direita. E, neste caso, estarei em excelente companhia.
Elias,
De fato, você tem absoluta razão. Eu deveria ter esclarecido que a página à qual me referi e que confundi com a página oficial do Exército, é na verdade, de um grupo chamado Terrorismo Nunca Mais - Ternuma - que, nas vezes que visitei dedica-se à missão de reescrever a história nacional, negando ou distorcendo fatos registrados. E sem a menor dúvida é de extrema direita.
Sobre a questão do foro privilegiado, eu concordo. É uma aberração legal que só serve para alimentar corrupções várias, além de proteger aqueles que deveriam responder com ainda mais rigor pelo desrespeito às leis.
De resto, a intenção não foi ofendê-lo, mesmo porque o Exército, como qualquer instituição, abriga variedade de opiniões. De toda forma, ficam as minhas desculpas.
Imunidade parlamentar, para mim, é também algo muito esquisito.
Socorro!
Elias,
Explica-me. Fui lá no site do Ternuma. Fiquei aterrorizada. Ainda bem que o Chávez já começou a fazer umas alianças com o exército venezuelano.
Eu fiquei com a impressão de que o site se aproveita de alguns artigos de jornalistas…
Enfim… ditadura nunca mais.
???
sniff.
Gentem, era evidente que eu estava brincando! Elias falava claramente do Exército Brasileiro e acabam misturando lideranças da ditadura com a própria instituição que zela pelo nosso torrão!
?i,….agora eu apelei para meus anos de primário!
:o)
?i, again!……”de primário” NÂO! E sim “do primário”! Nunca fui preso , ou do Exército!
Bad, really bad teeth!
:o)
Novo preconceito que terei de aprender a dominar. Achar que “verde-oliva”…
…
Alba, não me senti ofendido.
Acho que a tendência das Forças Armadas Brasileiras — não só do EB — se dá no sentido da profissionalização. Mas isto não vem de hoje.
No EB, por exemplo, a profissionalização como tendência está relacionada à própria estruturação da AMAM, em contraste com Realengo (onde se formou boa parte da oficialidade que participou ativamente da vida política brasileira, com especial destaque para o movimento de 1964).
Na atualidade, as Forças Armadas Brasileiras tendem a ser cada vez mais técnicas.
Isso não elide, evidentemente, o estudo e o atento acompanhamento da problemática brasileira e da formulação de soluções para ela. Mas o enfoque é característicamente apartidário.
Quem teve oportunidade de participar dos cursos da Escola Superior de Guerra, em épocas mais recentes, há de ter percebido a crescente preocupação de torná-los cada vez mais abertos a diferentes correntes de opinião.
Bem. A ditadura se instalou no Brasil. Eu e meus companheiros, camaradas ou terroristas, sei lá como seremos chamados, estamos em nosso aparelho(?) traçando planos, não para sequestrar cônsul que isto é coisa de adolescente esquerdil, mas sim um plano genial que ainda vou pensar depois. Eis que de repente aparece o serviço secreto da inteligência. Um soldado entra armado de escopeta, metralhadora, sei lá qual a arma. Grita ” -General Elias! São os cabeças.” Entra general Elias impecável em sua farda verde-oliva, óculos ray-ban. Olha para todos com semblante inalterável. Nós tudinho de olho arregalado. Entramos todos no camburão. Ai! que escuridão! buá! (que buá kamarada, buá é coisa de mulé boba, lembra meu super-ego). Saímos do camburão e entramos na sala de um coronel. General Elias intervém: “-Alto lá Coronel Fragoso! Antes eu quero passar a revista nesta cambada.” “Vamos, andem. Entrem já em minha sala.” Entramos todos juntinhos e Gen. Elias fecha a porta. “-Poxa gente! Que saudade! Como era bom nossos papos virtuais no Blog do PD. Como a gente discutia. A gente até discutia sobre como deveria discutir. Bons tempos aqueles. Olha tem uma saída aqui por esta estante vocês vão que eu arrumo tudo por aqui. Ei peraí! Mr. X você se juntou a eles? srta julia? Que coisa!” Entramos por um túnel e reconquistamos a liberdade.
Elias,
É brincadeirinha. Se tivesse visto o teu comentário antes não teria enviado. Mas foi simultâneo. rsrs
Uma amiga minha do ginásio namorava um cara da AMAM.
Elias,
Fico feliz em saber sobre a ênfase técnica na formação de oficiais. Nada melhor para a democracia que se quer construir e que foi tão interrompida no Brasil.
A descrição que o Élio Gaspari faz da estrutura do exército naquela coleção sobre as ditaduras é preocupante. Sem falar do viés intervencionista que salvo engano, vem desde a Guerra do Paraguai.
Bom mesmo saber que a orientação mudou. Já estava na hora!
Elias, se você não responder eu terei de repensar o que significa para você os extremos se tocarem.
Plis, não deixe que eu perca a admiração por você nem me faça pensar que foi uma cilada.
Paula, não conheço o site Ternuma. Nem tenho lá muita vontade de conhecê-lo.
A resistência armada ao regime militar não usou táticas “terroristas”.
Terrorismo foi o que o “Mello Maluco” tentou fazer com o Para-sar (e o Sérgio “Macaco” travou). Terrorismo foi a ação planejada para o Rio Centro.
Em suma, o governo esteve mais perto do terrorismo que seus opositores. Estes usavam táticas de guerrilha. E há uma brutal diferença entre guerrilha e terrorismo. Se bem que, não raro, grupos guerrilheiros usam táticas terroristas. Mas não foi o caso do Brasil.
Essa história de “Ternuma” me parece ecos de um passado que todos desejamos superado.
São as vozes das trevas tentando assombrar a luz que, apesar desse pessoal, se estabeleceu, brilha e, creio, continuará a brilhar sobre o nosso país. A luz da democracia.
Teste
Elias,
Você não faz idéia do quanto é importante pra mim ler a defesa da democracia por parte de um oficial graduado que, imagino, você seja.
Exatamente porque você mostra conhecimento superior sobre a história brasileira ( e não só brasileira) é uma afirmação mais do que importante.
Não sei quem ganhará as eleições desse ano. Mas seja quem for, que a vontade das urnas seja respeitada, por mais que isso me desagrade pessoalmente.
Enquanto as pessoas não apreenderem o básico do básico do processo democrático, estaremos sempre em risco. E digo isso de ouvir o tempo todo, as “viúvas” da ditadura, que nem vale a pena contestar nesse espaço e para você.
Abraço!