Entre mortos e feridos
As preocupações do Hezbolá não podem ser reduzidas em termos convencionais como um balanço dos mortos de um lado e do outro. O Hezbolá se integrou profundamente na sociedade libanesa, criou um Estado dentro do Estado, com uma rede de atendimento social extensa. Mesmo que Israel consiga driblar os soldados do Hezbolá, Nasrallah permanecerá sendo o político mais poderoso do país, em parte porque o caos das últimas semanas deixou clara a fraqueza do governo. A maioria dos analistas libaneses com quem conversei acreditam que o Hezbolá, do seu jeito, sai particularmente mais forte deste conflito.
De Cuba para o Líbano, Jon Lee Anderson está in loco onde há crise – e escreve para a New Yorker.
Políticos sunitas e cristãos, publicamente, se dizem solidários ao Hezbolá xiita, que rotineiramente se declara o ‘movimento de resistência’ libanês. Mas as linhas sectárias foram afetadas pela crise. Estima-se que a população esteja dividida entre 35% de cristãos, 35% de xiitas, 25% de sunitas e 5% de druzos. Os postos do governo estão alocados a grupos distintos – o primeiro-ministro é sempre sunita, por exemplo. ‘Uma guerra civil está na cabeça de todo mundo, mas esta é justamente a coisa sobre a qual ninguém quer falar’, me contou durante o jantar um influente executivo de origem cristã-maronita.
O cessar-fogo começa segunda-feira de manhã. Aí virá a disputa de argumentos e tanto Israel quanto Hezbolá tentarão se declarar vencedores da guerra. Será uma disputa fajuta – Israel perdeu. Pela estratégia da ofensiva militar violenta e intensa que decidiu seguir, não conseguiu o objetivo de neutralizar o Hezbolá.
Um dos que concordam com isto é Jamil Mroue, um jornalista secular de origem xiita, editor do principal jornal libanês de língua inglesa, o Daily Star.
Desde o Onze de Setembro, há uma esperança nos EUA e em Israel de que uma classe média silenciosa está apenas esperando para herdar as ruínas de um país qualquer que eles estão pondo abaixo. Eles não percebem que se aniquilam o Líbano e Nasrallah sai do esconderijo e recebe um microfone para fazer um discurso, ele derruba governos. Ele saiu extremamente fortalecido disto. Israel e EUA ainda estão obcecados com a destruição de infra-estrutura. Mas se você faz isso com o Hezbolá, você apenas aumenta o que pretende destruir. Se eu quero viver sob o Hezbolá? Não, não quero. Mas os mesmos erros cometidos pelos norte-americanos no Iraque são os erros que estão cometendo aqui. Você não se livra de Nasrallah destruindo suas armas. Você se livra dele se criar uma sociedade sustentável.
Um Plano Marshall, enfim. Aquilo que deveria ter sido feito no Afeganistão quatro anos atrás, bem antes de se optar por uma invasão do Iraque.
Ainda sobre o assunto:
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Sem o ser humano o planeta Terra seria muito melhor.
E ai,
não tem nenhum corretor pra fazer seguro de vida pro Nasrallah aqui não?
Israel vai passar uns dias no Libano catando piolho no vizinho.
Se alguém quiser adotar piolho, ligar pro consulado do Libano.
Nasrallah vai regimentar homens bomba. O pré requisito é que tem que ter culhão. Se tem alguém de culhão aqui, ligar pro consulado do Libano.
A questão é que enquanto o mundo discute o problema Israel, ou o problema judeu, aquela tripinha de terra menor que o Sergipe segue em frente, mesmo tem ter sossego.
A paz virá no dia em que o amor dos árabes pelos seus filhos for maior que o ódio aos israelenses.
O problema é que eles são muito burros e aceitavam ser fantoche da Rússia e agora do Irã.
Ve se o Egito e a Jordania vão ficar perdendo tempo e dinheiro tentando derrotar Israel. Eles já perceberam que Israel é muito mais útil do que qualquer outro país árabe.
BRASIL, terra de Zé Manés.
Walid, a Bia tá querendo dar pra voce.
Faraó,
Você está parecendo fanático islâmico que despreza mulher.
Olha aí, Faraó, cuidado que vão te confundir com Hezboleta.
Attento al Luppo.
E tem mais, Faraó, se ela me quer eu não sei não, mas que ela é uma graça, ah isso ela é!
Bia, que bom se todas fossem como você!
Mulherada do blo, vocês estão arrebentando!
Meus cumprimentos respeitosos e carinhosos para vocês:
Bia, Alba e Paula Lima.
Estou aprendendo muito com vocês.
Viva a mulherada!
Vocês estão dando um banho de cultura, educação, feminilidade, maturidade, beleza e humor neste blog.
O resto fica de blog blog blog.
Faraó,
pára se comportar asim se não vão achar que você não é chegado não, véio.
Bia,
eu sei que você se defende bem, melhor que eu.
ficou demosntrado em suas respostas ao inominável.
Mas esta pode declinar de responder ao Faraó, que foi de uma baixeza de fazer os judeus se envergonharem.
Há um tempão venho dizendo que, com essa guerra, Israel nada ganharia do ponto de vista militar e, sob a ótica política, o Hezbollah é que sairia vencedor.
Parece que esse entendimento começa a se generalizar.
O setor norte israelense continua inseguro como antes (fracasso militar israelense), e o Hezbollah aumentou sua influência dentro do Líbano (vitória política).
Mas há um porém: e se as correntes libanesas se engalfinharem agora na luta pelo controle do país? E se a coisa der numa guerra civil?
Não quero nem pensar nisso! Mas é só no que estou pensando… É muita m…
Ô meu, pega leve.
Se tem alguma coisa nesse mundo que eu ainda sei, é que sou chegado. Se voce me colocar em dúvida tô lascado, sem rumo.
Agora sem sacanagem, pra me confundir com Hezboleta (Hezbolunda) me diz: voce anota tudinho disso aqui é? Guarda tudo de cabeça? Tua mulher não te chama pa ir pra cama não?
De vez rola um cafuné, mas vamos voltar ao post.
Só um pouco mais de cavalherismo coas muié, Faraó, que ainda valem as regras ocidentais por aqui falô?
Oi Elias
Quanta saudade!
Que bom que você apareceu.
Walid,
Seja compreensivo com o pobre Faraó… Como você mesmo recomendou: tenha piedade.
E obrigada pela parte que nos toca: a Albinha, Paula e moizinha. Blog blog blog.
Pedaço de Poema de Drummond
Inimigo
Vou brigar contigo
Vou apanhar e vou sangrar
mas vou brigar.
Tenho de lutar contigo, tenho
de gritar bem alto nomes feios
que sobem à garganta.
Eles crescerão no ar da rua,
subirão às escadas dos sobrados
e todos ouvirão.
Fui eu quem disse. O magricela. O triste.
(…)
Sobre a paz duradoura
Trato e distrato
Em Paris, um tratado
gravemente firmado
renova outro tratado longamente ajustado,
pesado, blablabado,
que tinha estruturado
o muito fofocado
acordo estipulado,
agora validado
e bem atualizado
para ser destratado
por um outro lado
conforme for do agrado
ou não, e emaranhado
o risco do bordado
de guerra do passado
amanhã retramado.
Tudo bem combinado,
medido e conformado,
eis fica evidenciado:
Todo e qualquer tratado
deve ser observado
como papo furado.
Drummond também.
eu não sei o que o Libano e o resbloletra podem ganhar com uma guerra civil.
Israel não está mais nem menos segura do que antes desta guerra, apenas os foguetes pararão de cair, não é uma vantagem?
Se Nesrala morrer…ele vai ficar morto, fodam-se seus seguidores.
A Italia e a França NÃO vão deixar soldados por lá muito tempo, na primeira bomba dos resbrunhetas, eles fazem as malas e tiau…..
Israel perdeu…
pAx, insisto
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult2707u43.shtml
Em 1982 Nasrallah tinha o quê, 14 anos?
Não era um inimigo de Israel, não ameaçava nada nem ninguém.
O que será que em 1982 esse garoto e 14 anos viu, sentiu e gravou, para se tornar agora esse “inimigo” tão poderoso quanto Osama?
Quantos meninos de 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14 anos estão vendo destreuição, desgraça, carnificina…
Será que isto é uma vantagem para Israel?
E dar golpe baixo de terrorismo virtual contra mulher é uma vantagem para Israel?
Acordem, Alices.
Sequestro de jornalista da Globo…chama o exercito de Israel para bombardear as favelas do Rio. O povao de lá é conivente com a marginalia…
Andrea, AA, Walid e turma
Fiquei surpreso ao ler um artifo em um jornal libanes. Pelo visto lá no libano acreditam na triplice fronteira tbm. O autor é um americano mas pelo visto o editor libanes achou digno de ser publicado. :-)
http://www.dailystar.com.lb/article.asp?edition_id=10&categ_id=5&article_id=74712
E por falar em Alices
Alice Miller, um suíça muito intrigada com o homem e líder Hitler, e também intrigada com o fato de uma nação inteira o seguir, escreveu um livro sobre o assunto.
É uma perspectiva psicológica da “criação” de monstros.
Vale a pena conferir.
O livro é “For your own good”. Belo título, né, diz, muito.
No livro não há palavrório sobre id, projeção e outros termos do jargão da psicologia, dá para ler sem ter que ter medo disso.
“For your own good’, retirado do contexto nazi, pode ser facilmente colocado no atual conflito do Oriente Médio.
No resto, vale ler qualquer outro livro da Miller.
Elias,
Também tenho receio de que isto aconteça. Mas será que nestas circunstâncias, com o sul do país precisando ser reconstruído e, talvez um pouco do ódio aos judeus, a tudo que está acontecendo não seria um motivo para que os grupos deixem de lado suas diferenças?
Eu espero que sim.
E mais uma vez meu protesto.
É de chorar a quantas ainda andam os famosos valores ocidentais.
Mesmo em tempos de guerra e de seriado Sex and The City (ou seria in the City), ainda tem gente que se sente bem ofendendo mulheres.
É o fim da picada.
São esses que querem levar os valores ocidentais para o Oriente.
É o fim da picada!
Você também espanca homosexual?
Putz, que dó da filha, da esposa, da mãe e da vizinha do sujeito.
Chesterton,
Eu não sei o motivo de você achar que o Hezbollah ieria atacar a tropa enviada pela ONU. Mas caso os franceses e os italianos resolvam ir embora a Turquia, Nova Zelândia e Malásia já se dispusseram a enviar soldados também. Talvez estes soldados sejam menos frouxos que os europeus e cumpram o seu trabalho.
Paula,
Também acho.
Acho que não haverá guerra civil.
Também acho que não haverá paz duradoura até ouçam as reivindicações dos grupos Hez, Hamas e AL Quaed.
Acho que a “comunidade internacional deveria dar mais ouvidos ao Pape e ao Chomsky.
Enquanto isso…
Elias,
Não tinha pensado na possibilidade de guerra civil. Mas faz perfeitamente sentido. E você tem razão. É muita m…
Walid, obrigada pela parte que me cabe no latifúndio dos elogios, mas não esqueceu a Cristina? De vez em quando ela faz um comentários ótimos. Desconcertantes, mas ótimos. Aquele da Marinha atirando nos alcatrazes eu adorei. Não entendi, mas adorei!
Bush ‘helped Israelis attack on Lebanon’
Dan Glaister in Los Angeles
Monday August 14, 2006
The Guardian
The US government was closely involved in planning the Israeli campaign in Lebanon, even before Hizbullah seized two Israeli soldiers in a cross border raids in July. American and Israeli officials met in the spring, discussing plans on how to tackle Hizbullah, according to a report published yesterday.
The veteran investigative journalist Seymour Hersh writes in the current issue of the New Yorker magazine that Israeli government officials travelled to the US in May to share plans for attacking Hizbullah.
Cara,
Meus instintos mais primitivos me enchem de vontade de encher tua cara de porrada.
Mas meus valores ocidentais menos primitivos me dizem que não vale me irritar com um merda.
Você é um covarde, filho.
Você ensina seus filhos a escreverem mensagens em munição?
Você passa esses valores para a tua filha?
A tua mulher te ama?
Putz, cara, tô achando que você é um caso a ser estudado pela ALice Miller.
Ela estuda como se criam monstros.
http://www.guardian.co.uk/israel/Story/0,,1844021,00.html
Israel não respondeu a ataque algum, o link acima é para a notícia do The Guardian onde uma jornalista veterana informa que o próximo é o Iran, faltam 2 anos de AIPAC nominando o governo bush nos EUA……vai vir mais bala , mais bomba, mais morte e lógico mais mentira da mídia vendida do Brasil….
Walid,
Obrigada por defender as mulheres.
Você é um gentleman e Homem.
Mas eu nem sei do que você está falando por que não vi o desrespeito.
Não dá para ler tudo. Eu trabalho com textos faz muito tempo.
Meu olho é bastante treinado para só prestar atenção no que interessa.
Acho que vou a um oftalmologista e perguntar se existe algum tipo de “censor óptico de lixo de texto”.
E Walid,
Deixa o Faraó pra lá. Acho que ele já se arrependeu, viu?
Errata.
Cristina,
Você também, aí nos astros, manda bem, estrelada e solar.
E solidária.
Valeu Alba.
Cuidado que tem terrorista virtual por aqui atacando mulheres.
E invocando valores ocidentais.
É o fim da picada.
Em tempo:
Quando o censor falha eu já tenho o controle de não ligar.
Tem gente de tudo que é tipo no mundo.
Como a gente viu hoje tem até quem goste de um copinho de sangue humano.
Será?
Eu acho que talvez ele bem inconsciente de seus atos, pensamentos e palavras.
Pessoas inconscientes são muito perigosas.
Mas vá lá, que eu sou amigo da irmã dele.
Mas machismo, porquismo e chauvinismo, não dá.
É muito terrorismo num blog só!
“Particularmente” eu prefiro um Campari.
Paula, perdi o texto e o contexto.
Campari?
Ah, já li o texto. O Mobuto. Pois é!
Vou virar franco-atirador ……..de Blog….não sei usar nem um 38!
Gostei do Pax e do que refutou ele, o Fernando creio, embora acho que o Pax distribue porrada imerecida no Bush, foge da racionalidade aí ;do Fuccs e de um outro que deu um depoimento à favor de Israel. Não vou falar do Elias porque ele foi muito sucinto , não que tenha falado algo errado……..não nesta lista! :o)
Abs.
Walid, “paladino”
Deixa o faraó pra lá. Grosseria desnecessária por parte dele. Absolutamente desncessária.
Fora isso você é mais honesto quando se comporta como o bobo da corte. Ou quando procura diariamente tentar ofender a Clara…
Segue em frente…
Ah! Eu vi agora o Faraó.
Eu não entendo este pessoal que empobrece e tem de mudar de um bairro nobre para a periferia e aturar o choque cultural, ou seja os Zé Manés.
Com o tempo, sem que eles percebam, acabam adquirindo a cultura Zé Mané mas não percebem.
Só o nick: “Faraó”… aí tem… Freud explica.
BTW, permitam-me, quer dizer “By The Way” em linguagem internética!
Abs.
Eu tenho um Index
1? lugar: o Inominável
2? lugar: Clara Prester a virar gema
3? lugar: em aberto
O Faraó escorregou, mas eu sou amigo da irmã dele.
Agora com quem é desonesto, hipócrito e me ataca eu desconsidero e ridicularizo.
E minha broca com a Clara não é por ser mulher, é por ser indecentemente hipócrita, arrogante e desonesta, igual ao inominável.
Delsio,
Obrigado pela menção.
E cráu no inominável e na Clara Prestes a virar Gema.
Prá quem num sabe a Clara pediu pra eu pedir desculpas formais a todo o povo judeu.
E bem que a Andrea avisou que ela perecurando alguém para puxar os cabelos.
Mas a Clara Prestes a virar Gema se escafedeu, para o bem do Blog, mas tem um inominável que não larga, o cara gruda que nem Alien.
Walid,
Pelo visto, antes de tudo, a honestidade é antes de tudo escrever post e mais posts ofensivos e depois tacar a culpa no Lexotan. :-)
Adorável.
BTW, continuo esperando suas respostas ao invés de ofensas. :-)
O Faraó é gente boa e escorregou.
Mas o inominável é um embuste, um pústula, um arrogante, eleito, que nunca mamou em peito, que descende da nobreza de Portugá, que tem pai que foi cindecurado pelo guvreno do Brasil.
Putz, e o Hez. não acerta um míssel na cabeça do cara.
Delsio,
Obrigada. Nem fazia idéia do que fosse. :-)
André, lá na Carta capital da semana passada, aquela história da trípilce fronteira é confirmada. E também diz que o ataque à Amia, em Buenos Aires, partiu do Hizbollah.
O Nasrallah é uma gracinha comparado com o inominável.
Putz, o inominável serve para poodle dp Nazrallah.
Ô Poodle, vai comer tua ração.
Sabe como é né, entendi, quem nunca come mel, quando come se lambuza né?
Alba,
Acho que mais do que paranóia é um pouco de bom senso. Como disse antes infelizmente no Brasil dá para se lavar dinheiro com uma grande facilidade. Ainda que eu não ache que os brimos em Foz tenham algo contra o Brasil.
Como citei antes, depois que os EUA foram ao Irã do Kohmehini, para laver dinheiro que financiaria os Contras, porque tão dificil imaginar usar um lugar com forte comércio, contrabando, drogas, etc?
Ainda bem que a Carta Capital é que disse, se fosse a Veja, eu ainda estaria classificado como traidor. :-P
Putz,
Com Inominável
Com Clara
Israel não precisa de inimigos.
?ta amigo da onça, sô.
Duas caras, agente duplo, cocô, escória, filho do Hitler.
Carp Walid, não quero dizer que o mundo árabe não precise de ajuda. Só que a ajuda que ele precisa *não* é um Plano Marshall. Esse é o meu ponto.
O Plano Marshall foi um plano de *reconstrução da economia*, feito para uma Europa pós-guerra que tinha um problema *econômico*. Os problemas no mundo árabe não são econômicos - o petróleo supre muito bem esta parte - e sim de outra ordem. Ou de muitas outras ordens.
Ao invés de me dar lições de moral, leia um pouquinho mais sobre o Plano Marshall e tente apreder alguma coisa. http://en.wikipedia.org/wiki/Marshall_plan é um bom ponto inicial.
vocês precisam de uma dose de “noção de realidadex”….
Fernando, fiô. Tô contigo e não abro.
O problema do mundo não são os árabes.
O problema do mundo é o inominável.
Já ouviu falar de vira-casaca?
Já ouviu de traíra?
Já ouviu falar de sucuri?
Já ouviu falar de espião?
Já ouviu falar de agente duplo?
Já ouvir falar de cocô?
Pois é, é o inominável.
A estória dele está registrada no livro FOR YOUR GOOD.
Leia e tente dar lição pro inominável.
Ele precisa bem mais que eu.
Golpe baixo atrás de Golpe baixo.
Chestertom, como é que ocê não tem vergonha de ter um inominável na comunidade?
O cara depõe contra ocês, fio de deus.
O ômi parece um fanático islâmico desferindo golpizinho.
terorismo virtual de israelense!
Putz!
Em Português!
Ensina
Meu amigo, não consigo seguir a sua linha de raciocínio. Após você se desintoxicar poderemos conversar melhor.
Já entendi Fernando: você é o poodle do poodle do Nazrallah!
Que Deus te ajude e mude a sua sina.
Vou! Fui!
vai comer a bióloga, Walid.
André,
É verdade quanto à lavagem de dinheiro. Nada mais fácil. Ainda mais com a corrupção comendo solta em todo o Brasil.
Já pensou se fosse a Veja? (rindo)
…
Vou mesmo!
Que depois desse cocô de poodle de Nazrallah, ?bom mesmo é um banho quente, um cafuné e o amor da amada.
Ah, minha amada, estou indo para você!
CAfuné, cafuné, cafuné, cafuné.
Até passou a reiva.
Nada como o amor.
Só o amor constrói.
Obrigado Chest,
beijim para você.
Num mi diga que o avô da Clara Prestes esconde o Prestes da puliça e você esconde o inominável?
Chest, sai dessa fiô.
?, muitos beijinhos com carinho para você viu, benzinho.
E num é que a bióloga chegou na hora certa!
Meu amor chegou!
Ô trem bom!
Chest, brigadú viu.
Mais beijim prá você.
Alba,
Aí acho que iam cancelar minha cidadania brasileira! :-)
Quanto a lavagem de dinheiro a formula que vale no brasil é a mesma que vale para N outros países. Quem costuma ser usuário dos mecanismos de lavagem de dinheiro?
Políticos, Sonegadores e Criminosos
Combinação para não deixar nenhum país de fora….
O HEZBOLLAH CRESCE
Em fevereiro passado, 29% dos libaneses o apoiavam. Hoje são 87%, explica Riad Younes, que acaba de fugir da guerra. Ouça trechos da entrevista
Por Mino Carta
Nascido no Líbano, no Brasil há 30 anos, desde os 15 anos de idade, Riad Younes não pode ser apresentado apenas como médico. Doutor, professor universitário, cientista. Editor de nove livros médicos e um para leigos (O Câncer). Autor de 91 trabalhos publicados em revistas nacionais e estrangeiras, já recebeu oito prêmios de excelência científica. Criador de procedimento em caso de acidente, aplicado em todo mundo. Com a família, visitava o Líbano em julho passado, quando foi surpreendido pelo ataque israelense. CartaCapital publicou o candente depoimento de sua fuga para a Jordânia na edição 403.
A verdade crua e nua….
?, antes de ir,
Retiro meus comentérios ofensivos ao Inominável.
Peço desculpas formais ao povo judeu.
Vou tomar lexotan, macieira, prozac e coquetel molotov.
Desculpa aí viu, inominável.
Fica com bronca não tá.
Desculpá.
O presidentes Bush, Tony Blayr, Primeiro Minístro de Israel e outros patifes tem a audácia de culpar o Hesbola por toda a desgraça no Líbano, e ainda de serem terroristas. Claro, o Hesbola, se bobear, também é culpado pelo buraco na camada de ozônio e pela extinção dos dinossauros. Falta mais do que uma pitada de auto-crítica aos Judeus ou Israelenses. Assassinar e massacrar um país inteiro pode aos olhos dos Judeus e Israelenses ser moralmente defensável. Afinal, Israel ocupa a Cisjordânia e precisa segundo os Israelenses se defender dos tais terroristas que eles mesmos criaram e alimentaram. Mas ninguém merece morrer em picadinho, perna pra cá, intestinos pra lá, só porque mora no Líbano ou na Palestina. Assim como a mulher mais feia, chata, histérica e imbecil do mundo não merece levar porrada do marido. Quem culpa a vítima pela porrada tem um parafuso a menos. Quem acha que matar um país inteiro é ‘auto-defesa’ não tem direito de pregar moralidades. Querem construir o estado de Israel sobre os cadaveres dos verdadeiros donos de toda aquela região e que foram estúpidamente e covardemente roubados, massacrados, marginalizados e taxados como terroristas. A ironia é que os safados, os verdadeiros terroristas acusam suas vítimas fatais de serem terroristas.
Lexotan, Macieira, prozac e coquetel molotov. Viuge!
Bia,
Voltei só para deixar registrado uma boa noite para você.
Você é muito linda, viu?
Beijim para você.
Amanhã volto aqui para deixar mais um alô prá ti.
E volto também prá dizer que a Clara Fucs é uma vagabunda!
Esse Chesterton é um tremendo de um amante de terroristas Judeus. O Líbano não vai respirar poeira atômica do Irã, o Líbano já esta respirando é muita radiação das bombas de Israel, vindas dos EUA e que contem grande quantidade de uranio enriquecido, logo logo os Libaneses vão começar a morrer de todos os tipos de cãncer, seus filhinhos vão começar a nascer com 30 cabeças, com leocemia e com todo tipo das piores mazelas que o satanaz possa oferecer as suas vítimas.
Volto de novo prá me descurpá.
Desculpe aí viu.
Clarinha Geminha Fucizinha?
Esta coisa de ovo, gema e fucs dá fio, viu.
Cuidado!
Ói o bebê de Rosemary!
Ói o Bebê de Rosemary aí gente!
Nasceu o fío do terrorismo virtual!
É o bebê de Rosemary
Cruza de Clara Gema com fuc fuc fuc fuc fuc
Gotôso né?
Oi bebê!
?i o titio Walid aqui ó!
Viuge, que é um bebê elefante!
é o bebê de Rosemary!
Foi parido em cima de munição!
Foi concebido na munição!.
Ai, que medo, socorro, me tira daqui!
Fuc Fuc Fuc blog blog blog
PEÇO DESCULPAS FORMAIS A TODO O POVO JUDEU!
DESCULPA POVO JUDEU!
EU NUM DIVIA DE TER COLOCADO
A CLARA
E O
FUCS
NO INDEX>
ME DESCULPEM TÀ!
BEIJOS PRÀ TODOS
EU AMO VOC?S
VOC?S SÂO A LUZ DO MUNDO
A LUZ NA QUAL TODAS AS OUTRAS NAÇÔES DEVEM SE ESPELHAR
PARA MUDAR E MELHORAR
E CURAR O MUNDO.
TIKUN OLAM!
TIKUN OLAM!
NESTE MOMENTO ME COLOCO DE JOELHOS, E EMOCIONADO,
ME RENDO À TEOLOGIA DO JUDA?SMO>
TIKUN OLAM!
ANDR? FUCS
ME PERDOE MEU AMIGO
DE HOJE EM DIANTE
APRENDEREI DE TI
TEUS ENSINAMENTOS
TUA SABEDORIA
TUA RET?RICA
RECONHECEREI TEUS ARGUMENTOS
E RESPEITAREI A CLARA
ANDR?,
SOU SEU FÂ.
BEIJOS PARA VOC?
COM AMOR
WALID, TEU SERVO
VOLTO AMANHÃ PARA APRENDER MAIS CONTIGO.
MEU IRMÃO
MEU AMIGO DE F?
CAMARADA.
EU TE AMO E TE RESPEITO MUITO.
E TAMB?M O TEU POVO.
OBRIGADO POR ENSINAR TANTO
BEIJOS
E PARTO
JÀ SENTINDO SAUDADES
lesado….
É um bom discurso. Todos entendem porquê as estratégias dos exércitos regulares falham ao enfrentar a estratégia terrorista. Faltou dar uma dica de que outra estratégia poderia ser utilizada, sem que virassem todos terroristas ou entregassem de vez o poder a estes grupos assassinos.
Plano Marshall? Ajuda econômica só funciona DEPOIS que o inimigo foi derrotado, para que ele se recupere, na esperança de que não volte a pecar. Na Europa deu certo durante algum tempo, agora parece que os europeus estão esquecidos do que as ideologias fizeram àquele continente.
Dar dinheiro a terroristas só fará com que aumentem seu poder de destruição.
Os atentados frustrados na Inglaterra só demonstram a disposição do terror em matar civis, SEMPRE CIVIS.
O objetivo do terror islâmico é a destruição de Israel e a instituição de um novo califado. Isto está provado, não é desculpa esfarrapada. Eles repetem o discuros da destruição de Israel desde antes de sua existência, não cederam um milímetro em suas intenções até agora. E o projeto político de unificar os Estados árabes/muçulmanos existe há muito.
Cara Liliane e Caro Chesterton
Fui lesado…André Fucs e Clara insistentemente me caluniam.
Lavantam contra mim falso testumunho.
Debaixo das barbas de todos que aqui comparecem.
É muita maldade junta.
É maldade profissional e corporativista.
E com revezamento, qual fosse corrida com estafeta.
Nada posso contra as acusações que se levantam contra mim, se não negá-las com veemência.
Nego as acusações que me atribuem.
Mas não adianta.
Insistem emme acusar.
Falseam e difamam meu nome.
É muita maldade.
Já não posso mais suportar.
Assim,
de simples e humilde participante de blog, insistem em me transformar em monstro.
Querem parir um monstro e eliminar o bom Walid.
Mas será em vão.
Walid ressurge,
meio abatido, atingido, cansado e se sentindo usado, caluniado e acusado.
E retoma a sua defesa.
Contra as calúnias de Clara e de Fucs.
Walid,
Bom dia! Acabei de acordar - li todos os comentários… Pero que pasó, hombre de diós? Como você mesmo recomendou: piedade, piedade com o não-embalsamado Faraó. É um pobre coitado. Fazer o quê?
Mas terrorismo virtual não tem qualquer efeito sobre moizinha não. Papai e mamãe ensinaram bem: já driblamos mais de um ditador… “que la tortilla se vuelva…”
Entonces, mira: eles no pasaran!
nós, passarinho …
E Walid,
Obrigada “pelo pedaço de poema de Drummond”.
Alba, obrigada pela lembrança. Alcatrazes é um arquipélago que fica bem em frente a minha casa onde a Marinha faz exercícios de tiro, o chão da casa treme com o barulho do canhão. O Greenpeace já fez manifestações de protestos, a Justiça mandou parar os exercícios, mas o treinamento continua. A Marinha continua dando tiros em Alcatrazes. O ser humano não muda, ele treina a destruição num paraíso ecológico.
Achei um absurdo Israel jogar bombas de avião em cima dos libaneses, e quando terroristas árabes atacam de aviões como vingança, judeus e americanos choram seus mortos, se fazendo de vítima. O ataque dos israelenses ao Líbano é muito mais covarde que o 11 de setembro. Feriu civis propositadamente e não foi ação de um árabe maluquinho como Osama bin Laden, foi ação de um Estado, foi uma ação racional e pensada por um grupo de homens que controlam um país, foi uma ação política. Israel não perdeu. Israel errou os alvos, só acertou crianças e inocentes.
Cristina:
De fato, o terrorismo de Estado de Israel não foi a ação de um “árabe maluquinho como Osama bin Laden”…
Foi a ação de um chefe de Estado, que declarou que Israel está dando um exemplo para o mundo “civilizado” - leia-se, o mundo “ocidental”. Foi a ação de um Estado “democrático”.
Dá o que pensar…
Bia e Cris :
Tivemos um final de semana infernal por aqui. Incêndios florestais criminosos ameaçam a todo o instante as reservas de pinus que são o sustento de no minímo 3000 pessoas.
Como devemos agir com os criminosos??
Que importa para nós hoje, se estas terras foram roubadas a 300 ou 100 anos de índios ou colonos?
Eu, minha família e mais 2000 pessoas vivemos - e bem - aqui hoje. Construímos nossas casas e estamos criando nossos filhos.
Pessoalmente dei ordens ao pessoal da segurança para impedir a qualquer custo(!!!) que pessoas ponham fogo nas florestas.
Reação com força desmedida??
Não. É fogo contra fogo. que nós temos condições de responder com mais força eles sabiam. Então porque nos incomodam??
Sem entrar no mérito das leis (não fomos nós que as fizemos), temos o direito e a obrigação de defender nossos intereses.
Em escala menor, é o Líbano
rEaL:
“Que importa para nós hoje, se estas terras foram roubadas a 300 ou 100 anos de índios ou colonos?”.
Pode não importar para você (o que não chega a me surpreender… rs); mas desconfio que importa - e muito - aos povos indígenas que continuam exigindo a demarcação de suas terras…
Quanto ao incêndio, é uma lástima.
Sorte aí no combate aos criminosos. Mas dentro das leis… viu? Nada de agir como um “bárbaro”…
bia :
Eu sou como cães boxers - pareço assutador e brabo, mas não é assim.
É claro que importa de quem estas e todas as terras do mundo foram tomadas, mas “propriedade é um roubo”, pois sempre alguem tomou de alguem em alguma época.
A questão é : Até onde os ocupantes atuais - nós aqui no Vale do Ribeira ou os Israelenses e Libaneses - podem ir para defender ou proteger as terras que ocupam ?
É difícil não ser passional.
Quando é com outros, tendemos a minimizar, romantizar ou justificar a opção pacífica - ás vêzes eu tasco posts do tipo “deixa disso, vamos ser amigos” - mas quando as formigas picam, a reação natural é um tapa esmagador.
Como reagir ? Dar a outra face ? Olho por Olho ?
Procurem o filme ” A fera da guerra”.
rEaL,
Hum… melhorou um pouquinho…
Juro que achei que a emenda fosse sair pior que o soneto… Mas bom, seus argumentos de “metamorfose ambulante” são sempre… como diria… não sei. Faltou adjetivos. Agora tô no trampo. Mais tarde discutiremos, viste?
E olha, rEaLzito, eu sei que você não é assustador e brabo. Caso fosse, não estaria dans mon coeur… Sacou-lhe?
Como eu disse, é platônico, mas é amor
Terrorismo atua para combater ocupação de terras.
Pape, assim como Chomsky, diz que as reivindicações das organizações terroristas deveriam ser levadas a sério.
As reinvindicações são relacionadas com a desocupação de terras.
Israel e EUA continuarão sendo alvos enquanto houver ocupação.
Por que a política internacional não presta atenção nas reivindicações das organizações terroristas?
Walid:
Organização terrorista não tem face. Estão sempre encapuzados.
Organização terrorista reivindica com sangue de inocentes.
Atender a uma única reivindicação é validar os métodos de reivindicar.
Para a política internacional, ceder a atos de violência não é negociar, é acovardar-se
O IRA (Irlanda) aprendeu depois de muito tempo. O ETA tambem.
Não nego que atos terroristas são úteis até um determinado momento. Depois passam a ser um estorvo às negociações.
Caramba… ler 240 posts equivale a ler um livro. Bom, a registrar, apenas q Israel perdeu. Sei que tem mta gente q vai dizer que estou comemorando. Não estou.
A fantástica máquina de guerra israeli, coisa de 50 bilhôes de dólares (em minha opinião, a melhor do Ocidente) deu co?os burros n?água, gloriosamente. Destruiu o Líbano, mas não alcançou o objetivo político. Mas uma pergunta - qual era o objetivo político a ser buscado com a guerra? “Destruir o Hizb’Allah”, segundo eu li, 35 dias atrás. Mas isso não é objetivo político.Isso é simples aplicação de força. E aplicação de força burra. Pq não conseguiriam parar os FROGs que choviam sobre Israel. “Isolar a Síria” - tamb li isso. Mas como assim? Isolada, a Síria já está, desde o ano passado. E foi uma grossa burrice isolar a Síria - eles agora estão como unha e carne com o Irã, continuam exercendo o mesmo papel no Líbano q exerciam antes sem o ônus de manter 25000 soldados lá. Até o “drink tank” do Cristopher Hitchens reconhece isso (qdo está sóbrio - qdo está lubrificado, afirma que o Hizb?Allah é “odiado” no Líbano…) . São mto bem representados pela ala militar do “Partido de Deus”: onze mil combatentes determinados, mto bem treinados e comandados. Alguém duvida? Peço desculpas ao André Fucs e ao Gabriel, mas foi emocionante acompanhar a coisa toda - lembrou o Vietnam, ou David contra Golias (coisa de que os judeus deveriam entender). Os caras não paravam de se deslocar, mantiveram (sei lá como) suas linhas de suprimento e não pararam de atacar. E o papo dos “escudos humanos” - foi uma boa desculpa pra bombardear civis, mas até faz algum sentido: guerrilha sempre agiu assim, mto antes de Mao ter inventado a teoria do “peixe dentro da água”.
(BTW - como gosta o Délsio - não acho q tenham acontecido “crimes de guerra”, pois não se comprova intenção sistemática dos planejadores israelis de atentar contra os usos e costumes tácita e sentatamente aceitos para a guerra. A HRW observa a coisa por outro ângulo, justo, mas que não pode ser aceito por Estados.)
Pois é. Política. Alguém achou q poderia obter vantagem pura sem fazer política. E fazer política é chamar a Síria pra participar das negociações. Pq o Nasrhallah é um fanfarrão, mas sabe mto bem q depende da Síria. Se desobedecer, fica sem munição. É simples assim. E já foi o tempo q IAF podia bombardear quem bem entendesse, assim, bombardear o território sírio, nem pensar. Uma guerra generalizada, envolvendo o Iran, nem pensar. Assim, resta a política. Pena que levou tanto tempo pra que descobrissem isso.
Bom, mas são só minhas opiniões.
Hum, BTW again…
A região não precisa de Plano Marshall - os islãmicos tem dinheiro mais que suficiente pra reconstruir três ou quatro Líbanos. Arábia Saudita e Líbia certamente estão loucos - por motivos diferentes, mas estão - prá botar dinheiro lá.
Deixem pois os EUA fora dessa. Seria mais produtivo se fizessem o papel de árbitro, e mantivessem Israel nos eixos. Bom, mas aí já é outra história.
hei, bitt,
bem-vindo.
eu confesso que tenho uma tendência inelutável a torcer pelos mais fracos…
deve ser meu complexo de vira-latas
Ninguém sai negociando de cara, diante de um seqüestro.
Acho que o “plano mais sofisticado” dos militares israelenses mencionado pelo PD — e que o governo não acatou — envolvia a exploração política das divergências internas no Líbano.
As milícias sunitas e cristãs, na prática, se desarmaram, ao concordar em fundir suas tropas nas forças armadas libanesas, obedecendo à Resolução 1559 da ONU.
O Hezbollah não obedeceu a resolução, permaneceu armado e, por isto, muito mais forte e independente que os rivais (e agora, também ficou muito mais forte politicamente).
Creio que o plano dos militares israelenses passava pelo fornecimento de armas para os grupos rivais do Hezbollah, e pelo fomento de choques internos no Líbano.
As ações militares propriamente ditas, tal como sugeridas por eles, possivelmente se limitariam ao sul do Líbano. Teriam caráter localizado e não recorreriam tão intensivamente a bombardeios aéreos.
Se o trabalho com os grupos rivais do Hezbollah desse certo, aos poucos seria montada uma pinça em torno do sul do Líbano, sem a sangueira e o sacrifício de civis que acabou acontecendo.
O governo israelense optou pelos bombardeios, provavelmente optando pela alternativa em que as baixas para o seu lado são menores.
Só que, com isso, acabou unindo todos os libaneses contra Israel. A julgar pelo passado, essa união não vai durar muito, mas hoje é inegável que existe.
Nos anos 80, os EUA interromperam a venda de armas de fragmentação a Israel, após a divulgação das mortes de civis libaneses na invasão israelense do sul do país, em 1982. O veto foi suspenso no fim do governo Reagan (1981-1989), e munições de fragmentação voltaram a ser comercializadas.
- Pedaço de Matéria do New York Times, traduzida na Folha de sábado, 12 de agosto, com o Título:
ISRAEL PEDE QUE EUA APRESSEM ENTREGA DE FOGUETES COM MUNIÇÂO DE FRAGMENTAÇÃO.
Walid - Vc sabe o que são armas de fragmentação? Vc sabe se elas são ou não banidas pela Convenção de Genebra?
As orivas do Hezbollah não são de fragmentação?
Porque só acusa Israel?
Porque dois pesos e duas medidas?
Pablo, eu não sei.
Explica para a gente.
Eu não estou acusando não.
Eu não defendo o Hez, não viu, Pablo.
É só para ter mais assunto.
O que você acha do que o Pape diz?
Sobre terrorismo e altruísmo:
Robert Pape
É professor da Universidade de Chicago.
Ele põe abaixo toda a argumentação ‘ocidental’ de que o terrorismo tem origens no fanatismo religioso.
Ver artigo da Folha de São Paulo de ontem, no Caderno Mundo.
Pape analisou 315 ataques suicidas ocorridos entre 1980 e 2003 e defende que:
1 - o terrorismo é secular
2- está relacionado com as ocupações de forças estrangeiras
Segundo Pape, a melhor forma de combater o terrorismo é a retirada das tropas israelense do Líbano e das americanas do Iraque e do Afeganistão.
Afirma que os palestinos continuam atacando Israel após a desocupação de Gaza somente porque ainda há ocupação israelense na Cisjordânia.
Pape não acredita que os ataques à instituições judaicas fora do Líbano e de Israel sejam obra do Hez.
(Alba, vale a pena conferir esta informação, só para ver que não há unanimidade)
Ele também não vê nenhuma ligação dos ataques à Argentina com o Hez.
Desde o fim da 2? guerra, até 1980 não havia ocorrido nenhum ataque suicida no mundo.
São anos e anos sem ataques suicidas.
Nos período estudado por Pape, as maiores ações suicidas não foram praticadas por muçulmanos.
O grupo que mais cometeu ataques no período estudado por Pape foi uma organização:
1) hindu
2) secular
? um grupo do Sri LAnka, separatista e marxista.
O nome do grupo é TIGRES TÂMEIS.
Mesmo em grupos muçulmanos como o Hez, é mais comum não religiosos cometerem os ataques do que religiosos, pois as motivações são seculares (desocupação de território).
De acordo com Pape, há três tipos de lógica nos ataques suicidas:
1) estratégico
2) social
3) individual
Segundo Pape, e já citado neste blog, suicidas não são loucos. São altruístas.
Ainda segundo Pape, EUA deveria sair o quanto antes do Iraque e Afeganistão, e então os ataques a alvos americanos se reduziriam em quase 100%.
Pape lembra que, no 11 de setembro, havia tropas americanas na Arábia Saudita.
Outro ponto ressaltado por Pape é que desde que Israel desocupou o Líbano, em 2000, até o início do atual massacre no Líbano, os ataques do Hez. mataram 11 israelenses, todos soldados, nas fazendas de Sheeba, que é área ainda ocupada por Israel.
Antes da desocupação, porém, nos anos 90, o Hez. matou 700 israelenses.
Portanto, para Pape, a melhor estatégia para Israel garantir sua segurança é desocupar o Líbano o quanto antes.
Pape é autor do Livro:
‘Dying to Win’ - The Strategic Logic of Suicide Terrorism.
Inté
Comentário de Walid ? 14/08/2006 @ 9:51 am
Se a inteligência militar israeli pretendia armar grupos sunis e cristãos contra o Partido de Allah, então mereceria se promovida à burrice militar. Foi exatamente isso que Sharon e Eitan pretenderam fazer, durante a ocupação do?sul do Líbano e, na época, deu no que deu. Se não funcionou na época - inclusive a situação criou o background para o surgimento do Hizb?Allah -, por que haveria de funcionar agora?
Pra quem perguntou, munição de fragmentação é um tipo de carga béliga que, ao atingir o alvo, lança pelotas de metal, cujo tamanho varia de algo semelhante à uma bilha até uma bola de tênis. Qdo a munição principal explode, as pelotas, feitas de uma liga de aço, são lançadas em grande velocidade, em todas as direções. Essa coisa é ótima pra provocar terror, mas é inócua contra soldados treinados. É provável que os Kassam do Hizb?Allah tivessem as ogivas de guerra recheadas com algum tipo de “schrapnell” (como esse troço é chamado), mas com uma ressalva: o Qassam é um “free rocket over ground” (FROG), não dirigido. Mexer no peso do projetil significa alterar, para menos, o alcance, e diminuir a estabilidade em vôo. Não creio q eles tenham mexido neles, pq o valor militar do Qassam, lançado individualmente, é mínimo, e o objetivo era mm provocar terror. Quer dizer, um Qassam de 110 mm tem o alcance de uns 8 km. E ele tem mesmo de ser pequeno, para ser facilmente escondido, transportado e lançado.
Que eu saiba, munição de fragmentação só é vedada (e não proibida) pela Convenção de Genebra em certas situações. Acho que o q a notícia q alguém reproduziu aí em cima refere-se à artefatos de submunição, que é outra coisa - esse sim mortífero em qq situação.
Bitt,
Valeu pelas informações.
1 - O Hezbollah usou fartamente mísseis municiados com ’schrapnell’ contra Israel, agora em julho.
Seu objetivo não era atingir soldados, e sim a população civil. As esferas metálicas são lançadas a grande velocidade até 100 metros de distância.
Quem quiser ver os efeitos disso é só dar uma olhada no blog “Terra Estranha”, da jornalista Daniela Kresch. Lá tem pelo menos uma foto de prédios atingidos.
Os efeitos pretendidos pelo Hezbollah não foram alcançados, principalmente porque Israel está mantendo quase 1 milhão de habitantes enfurnados em abrigos. No lado libanês, a insuficiência ou a precariedade dos abrigos deixou a população civil mais vulnerável. Daí porque as baixas civis foram em número bem mais elevado.
2 - O Hezbollah foi armado também para aumentar seu cacife na disputa interna de poder, no Líbano. Essa a razão pela qual ele se recusou ter sua força de combate assimilada pelas forças armadas libanesas.
Os grupos rivais, que concordaram com a assimilação (no quadro da Resolução 1559), hoje avaliam que têm motivos para se arrepender de ter feito isso, porque estão em desvantagem no xadrez que será jogado para definir a nova correlação de forças que se estabelecerá, quando a poeira baixar.
Não é tão estranho nem tão burro assim, fornecer algum tipo de apoio aos rivais do Hezbollah. Não só poderia ter acontecido antes de julho, como poderá acontecer, depois de agosto.
Tudo dependerá do desenho da disputa interna. Se for no pau, será um outro tabuleiro.
Bitt,
Acho que apesar de interessante a estratégia do Hezbollah ainda é vulnerável a ocupação por terra, coisa que no final das contas só ocorreu mesmo nos últimos dias. A estratégia maluca de ir a Bin Jbeil e voltar a cada dois ou três dias, estava claramente buscando mais limitar as perdas do que obter vantagens estratégicas. O mesmo sobre algumas antenas de comunicação do sul que só foram destruídas semana passada. Conflito estranho.
O que é certo é que vai dar um quiprocó master no establishment de defesa. Isso vai. :-)
Bia et. al.
O Rio de Janeiro continua lindo !!!! (escrevendo no aeroporto esperando meu voo de volta a Miami). Amanha volto a participar deste nosso vicio.
E o PD, sera que vai visitar a Bia em Paris ?
IMHO eu diria que Nasrallah iria obedecer ,sim, uma pressão acordada pela Síria, mas de fachada, para inglês ver.
Ainda, IMHO, o tal do Plano Marchal já havia sido detonado , sem shrspnells antes pelo Fernando, ABDV!!!
:o)
Ps: ABDV é um novo termo que cunho/ou plagio aqui. Quer dizer A Bem Da Verdade!!
Abs.
Shrapnell eu quis dizer. Creio que não precisa de pluralização com “s”. Pode ser traduzito diratamente por “fragmentos”
:o)
Não, não é “aparecido” da minha parte . O Google me avisou!
E não querendo ser cheio de mãos e dedos como o Walid , e já sendo, será que o Bitt vai conseguir trazer de volta níveis mais interessantes de debate ao Weblog?! Por que tá difícil! Não , não é por causa da minha ausência não!……:o)
IKWIMP!
:o)
Esta eu inventei agora!
Delsio,
Eu sei que foi sem querer, mas você chamou o Fernando de terrorista.
Os foquetes q estavam atingindo o norte de Israel não eram Qassam, mas BM21, um equipamento de fabricação soviética, de 122 mm, com alcance de 25 km. É um preciosismo? Não, pois o Qassam é uma versão piorada de um FROG soviético da 2a GM. Se tinha cabeça de combate de fragmentação, ela provavelmente vinha com ele. O fato é que, pelo tamanho do território israelense, a posse pelo Hizb?Allah dessas coisas altera o equiíbrio estratégico da região. E pela primeira vez, desde 1973, uma quantidade grande de israelis tiveram suas vidas mto alteradas, tendo de passar mto tempo em abrigos anti-aéreos.
Bem, pode até ser que Israel pretenda, ou pretendesse, armar milícias sunis ou cristãs. Esse tipo de atitude se justificaria caso Israel pretendesse reocupar o Sul do Líbano, o que me pareceria a atitude mais razoável, dentro dessa insensatez toda. Mas me parece que, diante da reação da população libanesa, do mundo árabe e do mundo em geral, uma ocupação tornou-se contraproducente.
Li ontem um texto de Seymour Hersh que me mandaram pela Rede que dizia q os americanos pretendiam usar essa operação como uma espécie de laboratório para um ataque ao Iran.
http://www.newyorker.com/fact/content/articles/060821fa_fact
O que me pareceu é que Hersh estava falando de outra coisa. Mas, pensando bem, faz sentido. Desde meados dos anos 90, os EUA parecem acreditar que uma guerra pode ser resolvida via emprego de poder aéreo maciço, como aconteceu por exemplo na Sérvia. Os israelis, ao q parece, esperavam alcançar os mms resultados.
Eis o q diz o comandante das operações aéreas no Kosovo:
‘If it?s true that the Israeli campaign is based on the American approach in Kosovo, then it missed the point. Ours was to use force to obtain a diplomatic objective?it was not about killing people.’
No fim quem ganha guerras é o soldado de infantaria. Eu pessoalment, não entendo como Israel deixou escapar esse ponto. Eles parecem não ter planejado nada para além dos bombardeios. Nos últimos dez dias, parece que recuperam o juízo e estavam botando a infantaria no xóu.
Os americanos normalmente são incrivelmente covardes, coletivamente - isso desde a 2a GM. Gostam de ganhar mas não gostam de pagar o preço. Nas últimas três décadas, desde o Vietnam, essa coisa parece ter piorado. Mas pode-se dizer mta coisa dos israelis, mns q eles sejam covardes, coletiva e individualmente. Infelizmente, dessa vez parece que deu tudo errado. Os informantes de Hersh estão dizendo claramente - But the thought behind that plan was that Israel would defeat Hezbollah, not lose to it’.
Não se vence guerra sem matar gente.
Eu ia dizer (mas apertei o lugar errado…)
Não se vence guerra sem matar gente, é correto. Até o chesterton tem razão qdo diz isso. Mas, para além, não se vence guerra sem planejar a dita. E não se ganha guerra sem fazer política. Não com o inimigo, claro - ninguém esperava (nem eu, acreditem alguns dos postantes ou não…) que Israel negociasse com o Hizb`Allah ou com a Síria. Mas negociar com o resto do mundo seria tvz… digamos… uma atitude precavida. A atitude prepotente tomada com relação às potências européias é, digamos, idiota.
Delsio, obrigado pela gentileza. Schrapnell é o nome de um general, acho q inglês, que inventou um tipo de projetil que explodia no ar e lançava “balins” na cabeça de quem estivesse embaixo. O termo correto seria este - “balim”, uma pequena pelota de metal.
Por sinal - por onde anda o último bastião da defesa retórica do Ocidente e da superioridade moral das nações anglófonas… o Mr X? :c)
Está na mochila do PD.
Bitt,
Gostei muito das suas informações. Você disse: “Hum, BTW again?
A região não precisa de Plano Marshall - os islãmicos tem dinheiro mais que suficiente pra reconstruir três ou quatro Líbanos. Arábia Saudita e Líbia certamente estão loucos - por motivos diferentes, mas estão - prá botar dinheiro lá.”
Poderia, por favor, me explicar esse ponto?
Bitt,
Por que não houve crimes de guerra, conforme você afirmou acima? Entendo que você afirma que não era intenção do governo israelense sacrificar civis além do necessário (se é que entendi). Mas a ausência de intenção deixa de tipificar crime?
No domingo passado, o Demetrio Magnoli publicou um longo artigo no caderno Aliás, no Estadão, historiando essas questões militares e diz mais ou menos o seguinte: desde os bombardeios da 2GM, os objetivos militares como fábricas e pontes necessariamente incluíam a perda de vidas em áreas fortemente populadas.
Essa estratégia passou a ser utilizada desde então na maioria dos conflitos - o que de certa forma, validaria o discurso israelense sobre o Hez utilizar escudos humanos.
Veja bem, pessoalmente eu não concordo com isso, principalmente com a segunda parte. Só gostaria de saber se isso procede.
Você parece entender muito de questões militares.
Obrigada
Cris,
Somos praticamente vizinhas. Moro em Itanháem, no litoral sul! :)
Alba,
A sua dúvida quanto à qualificação do crime de guerra é a minha também. Segundo os juristas, a definição do ato dá margem a muita interpretação: “É uma definição jurídica que supõe a consideração de numerosos elementos concretos: não é porque há mortes de civis que há necessariamente crimes de guerra”. O critério que a Human Rights Watch parece levar em consideração é a “ausência repetida de distinção entre combatentes e civis”, estabelecida pela convenção de Genebra. Não sei, Albinha, mas pelo que entendi, a qualificação de “crime de guerra” está sujeita à muita interpretação; os critérios são subjetivos também neste caso. A questão talvez seja questionar justamente quem define o que e com que objetivos. Mas Bitt pode explicar melhor isso pra gente.
Vi seu meil! Luzes!!!
Alba - Há uma básica diferença. Na Segunda Guerra, havia bombardeios em cidades inteiras. O mais famoso foi o bombardeio de Dresden na Alemanha foi o mais famoso por suas consequências terríveis. Acontece que na Segunda Guerra, os bombardeios eram realizados de grande altitude e eram muito imprecisos, necessitando de grandes formações e o bombardeio de uma área muito grande para atingir o objetivo.
Atualmente o que se diz de bombardeio cirúrgico garante que o alvo será atingido com grande margem de acerto, acima de 80%.
Infelizmente bombas não fazem curvas. Então quando inteligência militar identifica um alvo - um prédio usado como bunker, um terraço utilizado como plataforma de disparo de foguetes - ela passa a informação e esse alvo é destruido.
Onde ocorrem os crimes de guerra? Do lado israelense seriam eliminar alvos puramente civís. Isso está passível de erro, nenhuma informação de inteligência é 100% segura.
Eu não acho que isso tenha acontecido, pois Israel não atacou civis deliberadamente. Se tivesse feito seriam dezenas de milhares de mortos.
Um dos itens referente a crimes de guerra diz sobre “diferenciação entre civis e militares”. E isso não apenas indicado na vestimenta de um combatente, mas também em suas instalações.
O Hezbollah faz isso. Não identifica seus combatentes através de uniformes e suas instalações estão em prédios civis ainda habitados.
Pablo,
segundo as normas aceitas internacionalmente, desde os anos 20, caso haja dúvida sobre a distinção entre “alvo militar” e “alvo civil”, deve-se evitar o ataque ou moderar ao máximo o uso de força. Na 2a GM, como o bombardeio aéreo era uma novidade, essa determinação foi melada primeiro pelos alemães e depois pelos ingleses, que inventaram os bombardeios noturnos indiscriminados. A alegação de que haviam alvos militares em meio às cidades alemãs, era parcialmente verdade, no início, depois virou uma balela, pq os alemães tiraram tudo o que podiam das cidades. O curioso é que, depois da guerra, os militares alemãesque planejaram os raids à Rottendam, Conventry e Londres não foram julgados. Esses bombardeios foram colocados todos como de responsabilidade da liderança nazista.
E essa foi a principal característica do julgamento de crimes de guerra da 2a GM - arrisco dizer que 99,9% dos imputados estava do lado perdedor. Existem registos mto interessantes sobre julgamentos principalmente de n.americanos que cometeram estupro (uns 100 casos - a se acreditar nos registros, esse era o crime mais comum cometido pelos soldados aliados em campanha). O historiador Stephen Ambrose registra diversos massacres de prisioneiros, mas existem registros de apenas dois ou três julgamentos. Mas crimes contra aglomerações civis, não tenho informação.
No caso atual, é claro q, em certos momentos, observa-se - e a liderança israeli não esconde isso - intenção de punir o governo libanês e, por extensão, a população do Líbano, por terem tolerado e até colaborado com o Hizb’Allah. O descaso, no início das operações, com a população civil é descarado, e só diminuiu depois q Condi Rice teve um piti ao saber da explosão de um abrigo cheio de civis. E diminuiu mesmo - o número de mortos civis, nas últimas duas semanas, caiu em 70 por cento.
O que poderia tipificar “intenção criminosa” por parte da liderança israeli foi não ter determinado claramente q, após os primeiros ataques, fosse feito um “alto” para que a população civil abandonasse as cidades. A própria imprensa israeli cobrou isso, e é um dos artigos da carta de Genebra. IDF afirmava, e com certa razão, que a guerrilha poderia usar os altos para consolidar posições de defesa, e tal. O que tamb é verdade, mas seria o ônus de ser o lado mais forte e, principalmente, assumir ares de “superioridade moral”. Devido justamente a isto, e já que a lambança foi geral, é possível a suprema corte deles abrir um inquérito e tal. Já aconteceu antes. E nunca dá em nada.
Ou seja - eu, como já fiquei cínico tem mto tempo, acho que, como todas as outras, a questão “crimes de guerra” é política. E politicamente será encarada.
Albinha,
Taí: como disse o Bitt, “crime de guerra” é uma questão política e “politicamente será encarada”. A lei tá sujeita a múltiplas interpretações e os critérios são subjetivos.
Pois bem: Bush & Blair apoiaram Israel, e a União Europeia consentiu, mais ou menos a contragosto - resumo da ópera: o “Ocidente” aprovou o massacre. Agora quem vai julgar Israel responsável?
Também acho que o relatório da HRW não vai adiantar grandes coisas. Mas bom, fica ao menos um registro pra história. Talvez sirva algum dia, ou não, sei lá.
Bia,
Hoje no Estadão (e deve estar no Globo também) o Jabor, por quem não morro de amores, publicou um pretenso discurso do Bin Laden aos seus fiéis.
Por um lado, repete o que alguns de nós dizem sobre Israel ter caído numa arapuca ao atacar o Líbano. Por outro, achei um texto infeliz porque valida aquele medo do terrorismo islâmico, do choque de civilizações e essas coisas.
Mas não responde às questões que pelo menos você, a Paula, o Walid e eu temos postado nesse espaço - como um Estado nacional pode se comportar como se comportou.
E acho que tanto você como o Bitt têm absoluta razão quanto ao julgamento dos crimes de guerra. No cenário atual, simplesmente….não haverá.
Alba:
Do que é composto um estado nacional?
De pessoas como eu ou você.
O fato de constituirem um país não muda as características humanas, muito pelo contrário.
Crimes de guerra ? O que é crime de guerra ? Uso de força excessiva ? retaliação indiscriminada ? civis mortos ?
São 6 bilhões de seres humanos. Não existe um único lugar desabitado ( talvez nosso congresso em época de eleições) onde um obus ou katiusha possa cair sem matar ou ferir um inocente.
Ademais, o tribunal tem que ser muito grande para caberem todos os acusados e não vamos distinguí-los: EUA, Síria, Irã, Israel, CE, Rezbolá, Hamas. Todos estariam lá e quem, quem poderá julgá-los? Quem julga os juízes ?
“Jus in bello” não existe. É uma contradição em termos.
Em qualquer guerra, o vencedor escreve a história. ( Caxias é herói ou bandido?).
Lembre-se de Nuremberg: Hiroshima ficou de fora, Dresden tambem.
Não existem inocentes, não existem culpados. As vítimas são vítimas, não importa se usavam quipás ou turbantes.
Albinha,
Na minha modestíssima opinião, quanto ao Jabor acho que tudo nele é “pretenso” e pura “pretensão”. Pena um cineasta brasileiro ter virado… deixa pra lá.
A questão é essa mesmo: como um Estado nacional “democrático” pode se comportar como se comportou - e pior - com o aval de outros Estados nacionais “democráticos”. Isso é tétrico.
Parece que nada mais se interpõe aos interesses dos EUA. A ONU… uma piada, infelizmente. E esse é o tal “Ocidente” em mais uma missão “civilizatória” …
Quem é o próximo?
Bia :
Estou em plena crise dicotômica ou neste caso, monotômica.
Voce e Alba querem por que querem tornar um dos lados da guerra melhor ou menos pior que o outro por que ?
Qual a exata diferença entre Israel e o Resbolá ? ou entre EUA e Síria ?
Não existem diferenças.
Isarel é um país ? não pode reagir ?( sim de forma violenta, é claro.)
Neste caso não existe bom ou mau. Não tem dicotomia. não tem o “lado certo” ou o “lado errado”. Só tem um lado e é o lado da guerra. Vale o ditado :
Quando um não quer, dois não brigam.
Ah…
A insustentável leveza da leviandade em suas infinitas metamorfoses intangíveis… Albinha, essa eu declino.
De agora em diante, rEaL é todo seu.
Até amor tem limite - ainda que platônico e virtual. Para o azar do ReAlzito, hoje acordei absolutamente dicotômica e maniqueísta. Sem qualquer nuance. Circuncisfláutica e plúmbea.
Acabo de rasgar o contrato.
Bia :
Era tudinho mintirinha !!! brincaderinha !!
Nada do que eu afirmei era verdade!!
Eu tava zoando !! sou pluritômico, multi colorido e poliqueista !!
Junte os pedaços do contrato ! eu pago o durex prá colá tudo!!!
Na me dê para a Alba!! Fica comigo !!!
Eu volto a tomar prozac com lexotan e vinho kosher ou araq !!!
Não vá embora !! Não antes de explicar o que diabos é “circuncisfláutica”. Se for coisa de circuncisão eu tô fora !!!
Tudo, pelo controle do PETROLEO E O GAS produzido na regiao.
O Putin da Russia tá putinho, e já está se aliando a Chaves.
Bia - Os mesmo que julgarão o Hezbollah pelos foguetes lançados em Israel. Ou seja, ninguém.
A exposição do bitt foi muito interessante.
realIDADE
embora vc tenha razão em alguns pontos, tá equivocado qto a Nurembergue. O tribunal Internacional foi estabelecido pelas potências aliadas contra crimes específicos da liderança alemã, representando o Estado nazista. ?ão houve questionamento qto a isso. E ainda bem que não houve, pq não existe paralelo, se pensarmos bem, entre o período nazista e qualquer outro.
Pode-se dizer qq coisa de, por exemplo, Israel: q oprime os palestinos, que tem um programa hegemônico, etc, etc; pode-se questionar os iranianos, que são fanáticos, que negam o direito de existir à outros grupos, e tal. Mas, se no caso de Israel, os palestinos se submeterem ao programa hegemonista dos sionistas, serão deixados em paz; se concordarem com a existência do Estado judeu nos termos sionistas, são capazes até mesmo de obterem a cidadania deste Estado; no caso do Iran, se os judeus repentinamente se converterem ao islâmismo shi?ia, e passarem a rezar cinco vzs por dia e concordar com a linhagem do profeta Maomé segundo descrita no Livro Verde, serão calorosamente aceitos na comunidade do Coração. A retaliação e a morte, em ambos os casos, cai apenas sobre aqueles q não aceitam os programas das comunidades nacionais ou ideológicas. Caso aceitem, terão possibilidade inclusive de ser entronizados como cidadãos (como é o caso dos drusos, em Israel, e dos armênios, na Turquia). No caso dos nazistas, não tinha jeito - se vc não fosse reconhecido como da comunidade, seu destino era a morte, imediata ou programada. E o reconhecimento, qdo acontecia, não partia de vc, mas de um árbitro que partia do pressuposto q vc devia se submeter e morrer.
Nenhum Estado, nos últimos 300 anos, colocou o assassinio em massa do diferente dentro de um programa político. A idéia dos nazistas era simplesmente despovoar a Europa Oriental, mantendo apenas certas reservas de m?o de obra que durassem em torno de um século, até que certas comunidades vistas como aparentadas (mas não iguais) aos germânicos - como os lituanos, estonianos e rutenos) pudessem chegar a se reproduzir para gerar trabalhadores agrícolas em grande quantidade.
Especular sobre o mundo com os nazistas presentes produz uma espécie de pesadelo wagneriano (vc já prestou atenção num negócio chamado “O anel dos nibelungos”?). Por isso, acho que qualquer comparação entre seja lá o que for e os nazistas é descabida. Até posso entender q mentes mns informadas ou levadas por certa distorção ideológica inventem algo chamado “islãmismo fascista”, o que é uma paradoxo, mas no proselitismo vale tudo. Mas fazer comparação objetiva com o Estado nazista, não é só bobagem - é irracional.
Pode-se debater coisas como Hiroshima, mas não se pode negar que existem justificativas pelo mns razoáveis para o uso da arma; pode-se discutir Dresden, Hamburgo, Tóquio, Nagata, mas temos de reconhecer q, no momento em q a guerra acabou, acabou o morticínio. Um mundo com a presença dos nazistas certamente não teria paz nem Guerra Fria.
Imagino que se alguém arrancar um acordo entre Israel e o mundo islâmico, os dois lados conviverão, embora duvido que cheguem a confiar um nos outro. Não existe nenhuma proposta de extermínio de um pelo outro - existe por certas facções islãmicas, a negativa do direito de existência do Estado judeu, e entre os judeus, a negação da autonomia plena dos palestinos. Mas isso aí é outra história.
Atenção pessoal, briga no post netos da macaca: jsa versus izaq bast.
Bitt,
Você é imprescindível a este Blog.
Nunca de deixe de aparecer.
Real,
Continuo te amando e acho que você colocou questões interessantes.
“Especular sobre o mundo com os nazistas presentes produz uma espécie de pesadelo wagneriano (vc já prestou atenção num negócio chamado “O anel dos nibelungos”?). Por isso, acho que qualquer comparação entre seja lá o que for e os nazistas é descabida. Até posso entender q mentes mns informadas ou levadas por certa distorção ideológica inventem algo chamado “islãmismo fascista”, o que é uma paradoxo, mas no proselitismo vale tudo. Mas fazer comparação objetiva com o Estado nazista, não é só bobagem - é irracional.”
Bitt,
Assino embaixo
“A idéia dos nazistas era simplesmente despovoar a Europa Oriental, mantendo apenas certas reservas de m?o de obra que durassem em torno de um século, até que certas comunidades vistas como aparentadas (mas não iguais) aos germânicos - como os lituanos, estonianos e rutenos) pudessem chegar a se reproduzir para gerar trabalhadores agrícolas em grande quantidade.”
Socorro!!!
Mais esta?
É mais doido do que eu pensava.
Bitt :
A paz romana baseava-se no argumento de que só existiria a paz quando todos os inimigos fossem destruídos ou então tão severamente atingidos que deixariam de lutar. Dresden, Hamburgo e Hiroshima e Nagasaki são a prática da coisa.
Quanto aos planos de eugenia dos Nazistas, nós polacos sentimos de perto, mas não creio que tais planos chegassem ao ponto que você citou. Na verdade acredito que eles pretendiam terem as “sub-raças” trabalhando para os “arianos”.
Ademais, nas circunstâncias da Alemanha dos anos 30 e 40, um estado policial, dominante e absoluto era a única solução possível. Não estou aqui justificando os atos criminosos dos Nazistas antes e durante a 2a. Guerra, mas é inegável que se eliminarmos a questão racial dos atos nazistas, a Alemanha deu um salto enorme nos anos pré-guerra.
Não !! Não sou nazista, mas alguns fatos econômicos alemães e europeus da época demonstram isso claramente .
realIDADE
Talv eu não tenha entendido direito, mas me parece que vc considera q “alguns fatos econômicos alemães e europeus da época demonstram isso claramente”.
Demonstram claramente o quê? O “milagre econômico” nazista baseou-se na construção de obras de infra-estrutura (a rede de auto-estradas e algumas represas enormes) e no rearmamento. Do ponto de vista objetivo, foi mto mns eficaz do que o n.americano, por exemplo. Não vou discutir essa questão porq não discuto esse tipo de coisa.
Os projetos nazistas de “engenharia racial” (conceito q nada tem com o de eugenia, pois e infinitamente mais perverso) estão bem descritos em três livros: o do pp Hitler (o pior deles), o de Rosemberg (o melhor, no sentido de escrito com algum critério) e o menos conhecido (”Sangue e solo”, do ideólogo racista Walter Darreh). Os nazistas começaram a por esse projeto em prática ainda em 1941, qdo da invasão da Rússia. E começaram a deslocar populações inteiras, obra de um departamento de nome RuSHA (Rasse u. Siedlung Hauptamt - Departamento de Raça e Recolonização), ligado ao Ministério do Interior, comandado por Wilhem Frick. Se vc acha que eles não pretendiam exterminar populações, eles exterminaram sim - algo em torno de um milhão e meio de pessoas, (não apenas judeus, mas inclusive 500000 poloneses) em áreas que foram “repovoadas” com alemães raciais extraídos da Hungria, Iugoslávia e Eslováquia. Esse grupo, em torno de 600000 pessoas, deveria constituir a primeira fase de um núcleo de fazendeiros arianos que, por volta de 1949 deveria alcançar 3 milhões de indivíduos, e dominaria uma população “arianizada” de letões, lituanos, estonianos e rutenos. A história dessa população deslocada é uma das grandes tragédias da guerra, porq foram duplamente vitimas: a maioria foi deslocada à força pelo RuSHA e pelo Departamento de Assuntos Raciais da SS, e depois da guerra acabaram se tornando párias expatriados e a a maioria se viu em campos de trabalhos forçados dos russos. Muitos órfãos desse grupo (e de mtos outros) acabaram indo parar na Austrália e na Nova Zelândia. O delírio dos caras era de tal forma que, em fevereiro de 1945, os russos encontraram, na Eslováquia, um trem abandonado com 1800 alemães raciais q estavam sendo levados para a Polônia para “se estabelecerem em novos lares”. Como a Polônia já estava sendo atravessada pelo Exército Vermelho, os burocratas responsáveis pelo negócio ficaram esperando instruções sobre o q fazer.
Bitt,
Espantoso! Eu pensei que sabia alguma coisa sobre o massacre étnico da 2a.GM, mas você sabe muito mais!
O Walid tem absoluta razão: você é imprescindível a este blog! Plís, não nos abandone…
E aproveito: porque vc não discute o milagre econômico alemão pré-guerra? Eu gostaria muito de saber mais. Já vi filmes nazistas, que se utilizavam de cenas de “As Vinhas da Ira” do John Ford, pra esculhambar os EUA, justamente na época do New Deal. Qual o paralelo, plís?
Albinha,
O Bitt e o Elias são muito feras.
Bitt,
E aí? Quais foram as instruções? O que aconteceu com os 1800 alemães raciais?
Vitória do Hezbollah? Mais de mil mortos. Sei. Aliás tem sido sempre assim, todo conflito no Oriente Médio acaba com perda de territórios para os israelenses.
Alguém pode me explicar a quem pertencia os territórios hoje indicados como pátria palestina ( faixa de Gaza, Cisjordânia e metade oriental de Jerusalém) antes de 1967? Por que não há sequer um arremedo de democracia em algum estado árabe? Como se explica o massacre mútuo entre sunitas e xiitas no Iraque? Culpa dos americanos? E o setembro negro foi culpa de Israel?Como se explica a enorme miséria dos palestinos e em menor grau de outros estados árabes? Cadê o plano Marshall dos produtores de petróleo para seus irmãos? Cadê a união dos estados árabes? A lista é longa, paro por aqui.
Este é o resumo da ópera. Espero explicações convincentes. Duvido.
O plano Marshal foi uma injeção de capital em sociedades que já tinham instituições sólidas, um nivel educacional relativamente alto, e uma economia moderna antes da guerra. O problema dos paises em questão era a destruição física, e isso com dinheiro se resolve.
Paises como o Afeganistão (ou a palestina, em menor grau) nunca tiveram instituições sólidas, um estado de direito minimamente funcional ou qualquer historico de uma economia moderna. Em um caso desses, dinheiro é bom, mas nem de longe é suficiente. O Afeganistão (assim como o Iraque, ou a Palestina) precisa passar por um complexo, longo e provavelmente dolorido processo de construção nacional, cujo sucesso depende muito mais de fatores internos do que externos (embora comunidade internacional possa ajudar de forma efetiva), e o esforço pode caminhar na direção certa (e.g. Camboja, Bosnia, Moçambique), ou a coisa pode não ir para frente, apesar de todos os esforços (e.g. Haiti, Kosovo).
O Libano é um caso limite, com instituições frageis mais funcionais, nivel educacional razoavel e uma economia bem desenvolvida. Vide prex a bem sucedida reconstrução após a guerra civil. Por outro lado, a idêntidade nacional é algo problemática, com o poder divido extritamente por linhas sectárias, e um governo engessado pela necessidade de agir de forma consensual para não atiçar os inúmeros conflitos dormentes.
o dinheiro dado ao Iraque já supera o dado a Alemanha no final da segunda guerra, corrigindo a inflação!
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eueoçwrtt
lol
xD
mas é bom retornarmos ao passado e lembrar q tudo isso é culpa do capitalismo do eua