Pedro Doria | Weblog

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Antes de mudar de assunto, duas coisas.

July 13th, 2006 · · 348 Comentários

Bombardear o Aeroporto de Beirute, como Israel está fazendo, não tem nada de producente. Está impondo estragos e dor a quem não tem nada a ver com isto. Está enfraquecendo o governo e, portanto, fortalecendo o Hezbollah.

Dois, o professor blogueiro Juan Cole tem razão:

A culpa é dos que rejeitaram a paz nos dois lados. O Processo de Paz de Oslo poderia ter evitado toda esta violência, como o premiê israelense Yitzhak Rabin percebia. Mas, no lado israelense, o Likud, partido de Bibi Netanyahy e Ariel Sharon e Ehud Olmert forçaram seu descarrilamento. No lado palestino, o Hamas o rejeitou. Se tivesse havido um processo de paz, os prisioneiros teriam sido libertados em troca do fim das hostilidades e não haveria qualquer motivação para a captura de soldados israelenses.

A chance existiu. E passou.

Tags: Israel e Palestina · Oriente Médio

348 Comentários até agora ↓




  • 1 Elias // 13/July/2006 às 16:20

    É como diz o professor blogueiro: se tivesse acontecido um processo de paz, não haveria a guerra.

    O conselheiro Acácio concordaria plenamente.

    Acrescento: se a Itália não houvesse vencido nos penaltis, a vitória seria inescapavelmente da França. Sei que o futebol é uma caixinha de surpresa mas, se o jogo não terminar empatado, é certo que um dos dois times vencerá.

  • 2 Fernando // 13/July/2006 às 16:34

    O Juan Cole é aquele “especialista” que achava que o Zarqawi nem existia e era uma invenção americana. Daí pode se tirar o quanto ele realmente conhece do Oriente Médio.

    Se o Juan Cole acha uma coisa, é grande a chance de ser outra.

  • 3 Fernando // 13/July/2006 às 16:35

    Por sinal, se o plano do Hezbollah é realmente levar os soldados sequestrados para o Irã, então é óbvio que o aeroporto tem que ser bloqueado por Israel.

  • 4 O Espezinhador // 13/July/2006 às 17:23

    Depois que Rabin foi assassinado por um extremista judeu, a crença no processo de paz só cresceu. E “melhor”, Igal Amir entregou de presente um mártir judeu para a causa.
    Depois de Rabin, Netaniahu foi eleito. Era um direitista e que duvidava do plano de paz. Mesmo assim a coisa foi adiante.
    Netaniahu saiu e foi sucedido pelo esquerdista Ehud Barak. Barak deu prosseguimento aos planos e ofereceu 98% dos territórios pretendidos pelos palestinos.
    Barak caiu e Sharon foi eleito.
    Por que será que, de uma hora para outra, o eleitorado israelense saltou da esquerda para a direita?
    Será que foi pelo fato de que em 2000 estourou a nova intifada?
    “Ah, mas Sharon ‘provocou’ a nova intifada quando caminhou no alto do Monte do Templo!”, dirão alguns.
    Mas será que sabem que a visita de Sharon havia sido autorizada pela AP e que haviam guardas palestinos fazendo a escolta de Sharon?
    O que o Pedro e o Juan Cole estão esquecendo é que a tal da “nova intifada” rebentou quando Arafat quis. Aliás, é mais do que sabido que Arafat só estava esperando um pretexto para detonar a crise. Inclusive, ele tentou fazer isso antes, quando Israel iniciou obras no subterrâneo do Kotel, para a abertura de um pequeno túnel arqueológico.
    Então todo esse processo de sabotagem não nasceu em 2000. Já estava presente, de forma embrionária desde o início.
    O que a direita israelense fez foi duvidar da viabilidade e das boas intenç?es de Arafat. Na época eu era “de esquerda” e acreditava em Arafat e Rabin. Hoje eu vejo que a direita tinha razão.
    O único direitista que pode realmente ser culpado de ter feito algo para sabotar a paz foi o idiota do Ygal Amir. Mas Ygal Amir não era um político. Era um idiota.

  • 5 chesterton // 13/July/2006 às 17:26

    O Hezbolinha só vai parar de incomodar quando for eliminado fisicamene.

  • 6 Elias // 13/July/2006 às 17:30

    Do lado palestino, não foi só o Hamas quem não aceitou o processo de paz. A OLP também jamais o aceitou (ou, no mínimo, a maior parte das organizaç?es que comp?em a OLP — Fatah incluso — jamais aceitou o processo de paz).

    Arafat tinha um discurso para agradar seu público externo, e uma prática diferente, para acochambrar as muitas facç?es belicosas que ele nominalmente liderava. Todos sabem que daí veio a desmoralização que amargou no fim de seus dias.

    E, queiramos ou não, gostemos ou não, é quase certo que a maioria da população palestina também não aceita o processo de paz. Pelo menos, não da forma como ele até aqui tem sido proposto e, eventualmente, conduzido. Tanto que jamais negou apoio às organizaç?es que, abertamente, rejeitam o processo de paz.

    A paz possível naquela região terá de ser uma paz imposta, armada, desconfiada, sofrida, ressentida e, por tudo isso, precária. Se der pra segurar por uns 10 ou 15 anos, aí sim, talvez seja possível falar noutra linguagem.

    A condição para isto é que o Estado Palestino seja imediatamente criado.

    É uma demência tratar com a Autoridade Palestina e com o “braço armado” do Fatah, do Hamas e sei lá de quem mais, como se cada um desses grupos detivesse direitos separados de representação do povo palestino.

    Que os palestinos tenham seu próprio Estado e que este tenha os governos que o povo quiser constituir, do modo que quiser e puder constituir.

    E que, juntos, povo, Estado e governo, respondam solidariamente pelos atos de seus nacionais e pelos mandos e desmandos de seus governantes.

    É assim com todo o mundo. Não há porque ser diferente com eles.

    Um bom começo seria a ONU fixar um prazo para que a Autoridade Palestina proclame a fundação do Estado Palestino. É um absurdo que se cntinue compactuando com a irresponsável e criminosa procrastinação dessa providência.

    Findo esse prazo, Israel estaria desobrigado de continuar realizando as tarefas de Estado que hoje realiza, e que vai da emissão de dinheiro à identificação civil.

    Assim, obrigados a andar com suas próprias pernas, talvez os palestinos comecem a perceber que está neles mesmos a origem de boa parte de sua infelicidade, que é muita, sem evidentemente, minimizar a responsabilidade que Israel tem nisso tudo, que não é menor.

  • 7 leonel de souza // 13/July/2006 às 17:39

    O problema no Oriente Médio é um só, os árabes nunca aceitarão o estado de Israel, toda encrenca foi em razão de terem criado um país para os judeus após a segunda guerra mundial.

  • 8 leonel de souza // 13/July/2006 às 17:41

    O apocalipse naquela região é uma questão de tempo, os judeus vencerão.

  • 9 Ccello // 13/July/2006 às 18:04

    Curioso. Os “experts” acadêmicos sempre enxergam o LIKUD sabotando OSLO, mas nunca dão destaque ao fato de que o Herzbolla deseja a extinção dos judeus. Verdade seja dita: Há um ódio ao LIKUD pelo simples fato de ser um partido de direita.

  • 10 Andre Fucs // 13/July/2006 às 18:41

    Pedrim,

    Teu blogge tá furado. Olha o histórico dos acordos de paz entre Israel e países vizinhos, especialmente envolvendo devolução de terras e você vai ver que o governo estava na mão da direita. Isso aqui é tão sabido que é coringa em discussão política de mesa de bar. :-)

    Abração

  • 11 C.Korn // 13/July/2006 às 18:44

    A culpa seria dos dois lados ????
    A imprensa sempre joga a culpa no lado israelense … já parece conspiração. Foguetes e homens bomba, todo terrorismo, a política do não reconhecimento de Israel, os petro-dolares financiando o armamento de grupos terroristas - todo isto é ignorado ou transformado em “luta pela liberdade”. Terroristas são chamados de “militantes” etc … Na maioria das escolas palestinas o Estado de Israel nem aparece no mapa …
    A culpa é de dois lados ? A retirada unilateral da I.D.F. (Forças da Defesa de Israel) tanto do Libano em 2000, como agora de Gaza somente teve como resultado o aumento da força de grupos como Hetzbollah e Hamas, financiados pelo Irã, pela Siria e grupos influentes na Arábia Saudita …
    A culpa é dos dois lados ???
    Desde 1948 UM lado nega a paz - e o outro deseja a paz, mas tem o direito de se defender … isto é a verdade clara e cristalina …

  • 12 chesterton // 13/July/2006 às 18:48

    quando israel está envolvida no assunto, é a cabecinha de porongo do pd que fica furada….

  • 13 Spinoza // 13/July/2006 às 18:55

    Essa direiteca com alinhamento católico-republicano-olavista-israelense-misógino não tem um pingo de criatividade? Mudem o disco uma ou outra vez, crianças, nem que seja numa só dessas características. Yawn.

  • 14 Mr X // 13/July/2006 às 19:17

    Ei Spinoza, mude o disco voce, que fala o que nao sabe e quer catalogar com cliches o que nao entende. Direiteca? Catolico? Republicano? Olavista? Israelense? Misogino? Nao sou nada disso. E ai? Ah desculpe, confundi muito sua cabecinha.

  • 15 Fernando // 13/July/2006 às 19:32

    O Hezbollah não tem nada a ver com a questão palestina. O Hezbollah foi fundado pelo Irã, é mantido pelo Irã, e só faz ou deixa de fazer o que o Irã quer.

    O que estamos vendo hoje é o início de uma guerra entre Israel e Irã, que no momento está usando como tropa o Hezbollah. O que resta saber é até onde o Irã vai escalar o conflito quando Israel terminar de massacrar o Hezbollah.

  • 16 Mr X // 13/July/2006 às 19:54

    Fernando,
    e se o Ira JA TIVER armas nucleares e estiver usando tudo isso como pretexto para eventualmente solta-las em Israel?
    Por que se nao, bem, nada disto parece fazer muito sentido, salvo os iranianos acharem que podem vencer Israel numa guerra convencional (ou semi-convencional, via proxys terroristas). O negocio é esperar que o Amadinehjad seja doido mas nao louco, ou vice-versa.

  • 17 Mr X // 13/July/2006 às 20:15

    So agora fui ler, o comentario do Elias é impagavel! :-) Realmente, assim é facil “ter razao”.
    p.s. O Oriente Medio é tambem uma caixinha de surpresas?

  • 18 Dr. Strangelove // 13/July/2006 às 21:09

    Que se explodam todos, que se fodam todos os filhos da puta: Israel, Síria, Iran, Líbano - tudo!

    Quero ver bomba atômica rolando! Só assim o resto do mundo terá paz; quando todos os crápulas forem pulverizados da regiao - todos!

  • 19 Fernando // 13/July/2006 às 21:10

    Mr X, acho que o Irã não tem as armas nucleares ainda. E com 130 mil soldados americanos estacionados no meio do caminho, eles não vão atacar diretamente Israel.

    O objetivo do Irã parece ser a liderança do mundo mulçumano, firmando-se como a principal potência anti-Israel e lider do movimento islamista. O Irã criou toda a crise, sabotando o acordo sendo costurado pelo Egito para a troca de prisioneiros com o Hamas (http://www.andnetwork.com/index?service=direct/0/Home/recent.fullStory&sp=l44387), e ordenando o ataque do Hezbollah, como acusa a Arábia Saudita (http://today.reuters.com/news/newsArticle.aspx?type=newsOne&storyID=2006-07-13T220037Z_01_L13880815_RTRUKOC_0_US-MIDEAST-LEBANON-SAUDI.xml). Está claro que este não é um conflito entre Israel e os árabes, e sim entre Israel e o Irã.

    Como vai terminar? Eu não sei. Neste momento tudo pode acontecer.

  • 20 Dominus // 13/July/2006 às 21:25

    Realmente, realmente! Escrito está: JAMAIS HAVERÀ PAZ. Paz somente após o reinado teocentrico. Antes, estas coisas deverão passar. Haverá uma grande guerra. Israel será vencedora, no vale Armagedon. O anti-cristo reinará por 7 anos, até o estabelecimento do governo teocentrico, por mil anos. E isto é BIBLIA, camaradas. Não sei por que ficam ainda se iludindo de que um dia, haverá paz naquela região.

  • 21 Andre Fucs // 13/July/2006 às 21:27

    “Por que se nao, bem, nada disto parece fazer muito sentido”

    A curto prazo parece não fazer sentido. A longo prazo é muito astuto por parte dos persas. :-)

    Se daqui a 50, 70, 100 anos o petroleo acabar, as doutrinas militares terão que sofrer uma mudança muito forte, assim como ocorreu no “fim da guerra de trincheira”.

    Se você parar para pensar, essa situação tem menos de 100 anos e não se resolveu. Quanto mais próximo se fica, maior torna-se a pressão iraniana. Em uma guerra convencional guerras são muito custosas em termos de vidas e deslocamento. Com isso ter vizinhos hostis não é nem um pouco saudável. Por essa e por outras que é muito perigoso o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã. Não pelo fato deles poderem usá-las agora, mas pelo impacto disso na balança daqui há alguns anos.

  • 22 Fernando // 13/July/2006 às 21:32

    Noticias dispersas que ajudam a entender o que está acontecendo:

    - Egito culpa “forças ocultas” por sabotar o acordo já costurado entre Hamas e Israel para a libertação do soldado israelense sequestrado em Gaza. Embaixador egípcio dá a entender que se trata da Síria e do Irã.

    - Arábia Saudita culpa o Hezbollah e o Irã pela crise no Líbano.

    - O Hezbollah lança foguetes de médio alcance contra Haifa. Os foguetes eram de fabricação iraniana.

    - Países árabes prop?e resolução no conselho de segurança da ONU condenando o ataque israelense a Gaza. Nenhuma resolução é feita pelos árabes sobre o ataque ao Líbano.

    - Irã diz que ataque à Síria seria retaliado como ataque ao mundo mulçumano.

    - Governo do Líbano diz que não controla Hezbollah.

    Alguém ainda acha que a guerra é entre Israel e os árabes, ou está claro que o que está acontecendo é entre Israel e o Irã?

  • 23 Fernando // 13/July/2006 às 21:40

    Mr. X, qualquer ataque direto do Irã contra Israel teria que passar por cima de 130 mil soldados e boa parte da Força Aérea americana estacionados no Iraque. Chance de isso acontecer, na minha opinião: zero.

    O Irã pode chutar o pau da barraca é declarando o bloqueio do golfo pérsico e parando o petróleo por lá. Esta seria a escalação máxima possível, se o Hezbollah for realmente surrado por Israel no Líbano.

  • 24 Blergh // 13/July/2006 às 21:57

    Vou tomar uma cerveja.

    Desde que me entendi por gente, o médio Oriente se estapeia - cansei de ver estas guerras pela televisao, desde os meus 4 ou 5 anos de idade.

    Que se matem, pois. Nada do que discurtirmos aqui mudará a sede de sangue desses monstros. Só posso lamentar pelos inocentes que tombam ali. Deus ou Alah, tenha piedade desses inocentes, vitimas da insanidade de seus lideres.

    Vou ensinar meu filho a nunca colocar o pé nessas terras malditas. Já basta a violencia de São Paulo.

  • 25 Shirlei Horta // 13/July/2006 às 22:05

    Ô Pedê, o Ryff trocou você por um clipe. Eu vim pegar a minha parte.

  • 26 chesterton // 13/July/2006 às 23:09

    mr x, o elias realmente acertou o tom, está ficando esperto.

  • 27 num _to_intendeno // 13/July/2006 às 23:38

    num tô intendeno , meeesmo… tem um monte de gente falando de esquerda e direita, mas afinal, esquerda ou direita dos palestinos que nem Estado (ainda) são, ou dos judeus?!

  • 28 Outra opinião // 13/July/2006 às 23:45

    Olha, alguém pode me esclarecer porque os soldados de Israel foram ’sequestrados’, e não ‘capturados’, ‘presos’, ou coisa semelhante (em contraparte Israel nunca ’sequestra’ os ‘terroristas’, mas os ‘captura’). e aproveitando, alguém pode tb me explicar pq não é terrorismo matar a população civil do Líbano e destruir sua infra-estrutura? É porque o agente dessa covardia usa uniforme militar mais parecido com os dos países do ocidente e atira mísseis de avião?

  • 29 duda // 13/July/2006 às 23:52

    Resgate do soldado Ryan ?
    se engana que eu gosto :-))
    Esse filme eu jah vi antes foi Hollywood que produziu este filme, não ?
    Saudades de Ytzak, pelo menos tentou mas foi morto por quem mesmo ?

  • 30 Branco // 13/July/2006 às 23:57

    Gostaria de um dia ler uma explicação pausível para a criação do estado de israel.
    Aquelas terras são árabes e a bíblia não tem efeito de documento.
    A única alternativa racional é o desmantelamento do estado judeu. Voltem todos p/ seus respectivos países, Poloneses, Russos, Alemães…

  • 31 duda // 13/July/2006 às 23:58

    A justificativa (???????) para bombardear o aeroporto do Libano era chegada de armas,well:
    de onde vem as armas de Israel ?
    quem tem armas nucleares na região ?

    Não vamos nem falar quem são os grandes produtores de armas sugiro
    http://www.sipri.se

  • 32 henrique // 14/July/2006 às 0:05

    Ei Branco, veja de onde veio a sua família e volte voce também para lá.

  • 33 henrique // 14/July/2006 às 0:09

    Penso que Israel, com os bombardeios a aeroportos e etc, deve deixar bem claro agora o preço que se paga quem ousar atacar ou dar guarita aos agressores.
    Chega de tentar dialogar com os grupos terroristas. A conversa agora é com o governo do país.

  • 34 chesterton // 14/July/2006 às 0:26

    as virgens do céu vão ficar muito ocupadas….

  • 35 Branco // 14/July/2006 às 0:43

    henrique
    Ainda não consegui a explicação.
    Aliás, gostaria também, se alguém pudesse me informar, quem é o maior produtor de armas da região???

  • 36 chesterton // 14/July/2006 às 1:19

    israel fabrica avi?es, equipamentos médicos de primeira linha, tec nologia de ponta em informática, tem partidos politicos que respeitam o resultado das eleiç?es…e fabrica armas para defender isto tudo.
    branco, deixe de ter 15 anos de idade rapidamente.

  • 37 duda // 14/July/2006 às 1:32

    quer dizer que Israel e outros paises envolvidos no conflito fabricam suas proprias armas ?
    Se engana que eu gosto :-))

  • 38 je suis // 14/July/2006 às 2:14

    Judeusada:
    Aprenderam a lição com o adolfinho, hein…exterminar é fácil. Contudo, com tanta câmera de televisão rolaNDO, tal extermínio não pode ser nos moldes dos campos de extermínio nazis. Sabra e chatila também não serve mais, tá todo mundo vendo. Então, o newgócio É FAZER AOS POUCOS, matando de fome, economicamente. Olhe, meu sangue é judeu, mas odeio religião e hipocrisia. Só o amor (mas não o da religião, falo do genuíno amor de um ser humano por outro) salva.

  • 39 chesterton // 14/July/2006 às 2:17

    não todas, ms tanto que acaba exportando.
    Não sou judeu, sou católico.

  • 40 srta,julia // 14/July/2006 às 2:34

    o q me deixa incomodada é q olho pra israel,depois,pro líbano e imediatamente veojo o irã,veja só
    mas bem que podiam mandar o pcc inteiro pra israel dar um jeito
    que coisa

  • 41 duda // 14/July/2006 às 3:55

    Israel respeita o resultado das eleiç?es assim como os EUA também respeitamânão eh mesmo ?

  • 42 duda // 14/July/2006 às 4:25

    De la guerre perpétuelle

    Par Ignacio Ramonet

    ? History is again on the move (1). ?
    ARNOLD J. TOYNBEE
    On sent bien, dans cette affaire d?Irak, que quelque chose de fondamental est en train de se jouer. Des clignotants s?allument partout, l?ensemble de l?architecture internationale craque, l?ONU est écartelée, l?Union européenne divisée, l?OTAN fracturée… Persuadées que la machine à produire des tragédies s?est remise en marche, dix millions de personnes ont protesté dans les rues des villes du monde le 15 février 2003. Elles refusent de voir revenir la brutalité de la politique internationale, avec ses violences extrêmes, ses passions et ses haines.

    Ces craintes collectives s?expriment sous forme d?angoissantes interrogations : pourquoi cette guerre contre l?Irak ? Pourquoi maintenant ? Quels véritables desseins poursuivent les Etats-Unis ? Pourquoi la France et l?Allemagne s?y opposent-elles avec tant d?énergie ? En quoi ce conflit est-il révélateur d?une nouvelle donne en mati?re de politique étrang?re ? Quels changements annonce-t-il dans les grands équilibres du monde ?

    Trop de gens pensent que les vraies raisons de cette guerre demeurent énigmatiques. Avec la meilleure des volontés, ceux qui examinent les arguments avancés par Washington restent sceptiques. Les autorités américaines ne sont pas parvenues à convaincre que cette guerre est nécessaire. Et leur insistance à marteler de pi?tres justifications rend l?opinion internationale plus dubitative.

    Quels en sont les arguments officiels ? Au nombre de sept, ils ont été énoncés dans le rapport ? Une décennie de mensonge et de défi ?, présenté par le président George W. Bush devant le Conseil de sécurité de l?ONU le 12 septembre 2002. Ce texte de vingt-deux pages rappelle les trois reproches principaux : Bagdad n?aurait pas respecté seize résolutions des Nations unies ; l?Irak détiendrait ou chercherait à posséder des armes de destruction massive (nucléaires, biologiques, chimiques) et des missiles balistiques ; enfin, il se serait rendu coupable de violations des droits humains (tortures, viols, exécutions sommaires).

    Les quatre autres accusations concernent : le terrorisme (2) (Bagdad abriterait des organisations palestiniennes et remettrait 25 000 dollars à la famille de chacun des auteurs d?attentats-suicides contre Isra?l) ; les prisonniers de guerre (dont un pilote américain) ; les biens confisqués lors de l?invasion du Kowe?t (des oeuvres d?art et du matériel militaire) ; le détournement du programme ? Pétrole contre nourriture ?.

    Tous ces reproches ont conduit le Conseil de sécurité de l?ONU à voter, à l?unanimité, le 8 novembre 2002, la résolution 1441, qui institue ? un régime d?inspection renforcé dans le but de parachever de façon compl?te et vérifiée le processus de désarmement ?.

    Ces arguments sont-ils à tel point effrayants que tous les pays devraient considérer l?Irak comme le probl?me numéro un du monde ? Font-ils de l?Irak la plus terrible menace pesant sur l?humanité ? Justifient-ils en définitive une guerre de grande envergure ?

    A ces trois questions, les Etats-Unis et quelques-uns de leurs amis (Royaume-Uni, Australie, Espagne…) répondent par l?affirmative. Sans attendre le feu vert d?une quelconque instance internationale, les autorités de Washington (et de Londres) ont dépêché aux fronti?res de l?Irak une redoutable force militaire d?environ 200 000 hommes, dotée d?une colossale puissance de destruction.

    En revanche, à ces mêmes questions, d?autres pays occidentaux (la France, l?Allemagne, la Belgique…) et une importante partie de l?opinion mondiale répondent par un triple ? non ?. Ils reconnaissent la gravité des reproches, mais jugent que l?on pourrait exprimer ces mêmes accusations - non-respect des résolutions de l?ONU, violations des droits de la personne et possession d?armes de destruction massive - à l?égard d?autres Etats du monde, à commencer par le Pakistan et Isra?l, proches alliés des Etats-Unis, contre lesquels nul ne songe à déclarer une guerre. Ils observent aussi que, sur bien d?autres dictatures amies des Etats-Unis - Arabie saoudite, Egypte (3), Tunisie, Pakistan, Turkménistan, Ouzbékistan, Guinée équatoriale, etc. - qui piétinent les droits humains, Washington garde le silence.

    D?autre part, ils estiment que, soumis depuis douze ans à un embargo dévastateur, à une limitation de sa souveraineté aérienne et à une surveillance permanente, le régime irakien ne semble pas constituer une menace imminente pour ses voisins.

    Enfin, à propos de l?interminable recherche d?armes introuvables, beaucoup sont tentés de penser, comme Confucius, qu?? on ne peut pas attraper un chat noir dans une pi?ce obscure, surtout s?il n?y a pas de chat ?. Ils consid?rent que les inspecteurs de la Commission de contrôle, de vérification et d?inspection des Nations unies (Cocovinu (4)), conduite par le diplomate suédois Hans Blix, et ceux de l?Agence internationale de l?énergie atomique (AIEA), dirigée par l?expert égyptien Mohamed ElBaradei, font des progr?s constants dont attestent les rapports présentés devant le Conseil de sécurité, et que cela devrait permettre d?atteindre le but recherché - le désarmement de l?Irak - sans avoir recours à la guerre.

    Pour avoir fait sien ce raisonnement de bon sens et avoir su fermement l?exprimer par la voix de son ministre des affaires étrang?res, M. Dominique de Villepin, dans l?enceinte des Nations unies, le président français, M. Jacques Chirac, incarne, aux yeux de ceux qui à travers le monde s?opposent à cette guerre, la résistance face à la prépondérance américaine. Ce costume est sans doute un peu large, mais il est indéniable que le président de la République française a gagné en quelques semaines une popularité internationale que peu de dirigeants français ont connue avant lui. Comme le personnage du général della Rovere dans le cél?bre film de Roberto Rossellini (5), M. Chirac s?est peut-être retrouvé par hasard dans ce rôle de résistant, mais force est de constater qu?il en assume la mission.

    De son côté, l?administration américaine ne parvient toujours pas à convaincre que cette guerre se justifie. Elle reste exposée au veto français et a subi, coup sur coup, deux désastres diplomatiques au Conseil de sécurité : le 4 février d?abord, avec le flop de la présentation des ? preuves ? contre l?Irak par M. Colin Powell ; le 14 février ensuite, avec la présentation des rapports plutôt positifs des inspecteurs, au cours de laquelle M. Blix n?a pas hésité à affirmer que plusieurs des ? preuves ? contre Bagdad présentées par M. Powell étaient ? sans fondement ?. Ce même jour, M. de Villepin a également soutenu : ? Il y a dix jours, M. Powell a évoqué des liens supposés entre Al-Qaida et le régime de Bagdad. En l?état actuel de nos recherches et informations menées en liaison avec nos alliés, rien ne nous permet d?établir de tels liens. ?

    Or l?établissement de liens entre le réseau de M. Ben Laden et le régime de M. Saddam Hussein est décisif pour légitimer ce conflit. En particulier aux yeux de l?opinion publique américaine, qui demeure choquée par les odieux attentats du 11 septembre 2001.

    C?est parce que aucun argument vérifiable ne semble fonder cette guerre que tant de citoyens se mobilisent partout contre elle. Et qu?il est impossible de ne pas s?interroger sur les véritables motivations des Etats-Unis. A l?évidence, celles-ci sont, au moins, au nombre de trois.

    Il y a, en premier lieu, la préoccupation, devenue obsessionnelle depuis le 11 septembre 2001, d?éviter toute jonction entre un ? Etat voyou ? et le ? terrorisme international ?. D?s 1997, M. William Cohen, secrétaire à la défense du président Clinton, déclarait : ? Nous faisons face à la possibilité que des acteurs régionaux, des armées de troisi?me type, des groupes terroristes et même des sectes religieuses cherchent à obtenir un pouvoir disproportionné, par l?acquisition et l?utilisation d?armes de destruction massive (6). ? Dans un communiqué diffusé le 11 janvier 1999, M. Ben Laden admettait que cette possibilité était bien réelle : ? Je ne consid?re pas comme un crime de chercher à acquérir des armes nucléaires, chimiques et biologiques (7). ? Et M. George W. Bush a reconnu que cette éventualité le hantait : ? Notre crainte, c?est que les terroristes trouvent un Etat hors la loi qui pourrait leur procurer de la technologie pour tuer (8). ?

    Cet ? Etat hors la loi ?, dans l?esprit du président des Etats-Unis, n?est autre que l?Irak. D?o? la théorie de la ? guerre préventive ?, définie le 20 septembre 2002 (9), et que M. James Woolsey, ancien directeur de la CIA, a résumée de la mani?re suivante : ? La nouvelle doctrine née de cette bataille asymétrique contre la terreur est celle de la “dissuasion avancée” ou de la “guerre préventive”. Puisque les terroristes ont toujours l?avantage d?attaquer en secret n?importe quand et n?importe o?, la seule défense consiste à les cueillir maintenant, o? qu?ils se trouvent, avant qu?ils puissent être en mesure de monter leur coup (10). ? Bien entendu, aucune autorisation des Nations unies ne sera demandée.

    La deuxi?me motivation, non avouée, est le contrôle du golfe Arabo-Persique et de ses ressources en hydrocarbures. Plus des deux tiers des réserves mondiales connues de pétrole se trouvent concentrés sous le sol de quelques Etats situés en bordure du Golfe : Iran, Irak, Kowe?t, Arabie saoudite, Qatar et Emirats arabes unis. Pour les pays développés, et surtout pour les Etats-Unis, grands dilapidateurs d?énergies, cette région joue un rôle capital et détient l?une des clés fondamentales de leur croissance et de leur mode de vie.

    Toute intervention contre des pays du Golfe est donc considérée comme une menace pour les ? intérêts vitaux ? des Etats-Unis. D?s 1980, dans son discours sur l?état de l?Union, le président James Carter, Prix Nobel de la paix 2002, définissait la doctrine américaine pour cette région : ? Toute tentative, de la part de n?importe quelle puissance étrang?re, de prendre le contrôle de la région du golfe Persique sera considérée comme une attaque contre les intérêts vitaux des Etats-Unis d?Amérique. Et cette attaque sera repoussée par tous les moyens nécessaires, y compris la force militaire (11). ?

    Contrôlée par les Britanniques depuis la fin de la premi?re guerre mondiale et le démant?lement de l?Empire ottoman, la région du Golfe a vu grandir l?influence américaine depuis 1945. Deux importants pays échappent toutefois à la mainmise de Washington : l?Iran, depuis la révolution islamique de 1979, et l?Irak, depuis l?invasion du Kowe?t, en 1990. L?Arabie saoudite est elle-même devenue suspecte depuis les attentats du 11 septembre 2001 en raison de ses liens avec l?islamisme militant et de l?aide financi?re qu?auraient apportée des Saoudiens au réseau Al-Qaida. Washington consid?re qu?il ne peut se permettre de perdre un troisi?me pion sur l?échiquier du Golfe, et encore moins de l?importance de l?Arabie saoudite. D?o? la tentation d?occuper, sous de faux prétextes, l?Irak, et de reprendre le contrôle de la région.

    Au-delà des difficultés militaires, l?administration par des forces d?occupation américaines d?un Irak délivré de M. Saddam Hussein ne sera pas facile. Du temps o? il était lucide, M. Colin Powell en mesurait l?inextricable difficulté : ? Nous avions beau mépriser Saddam pour ce qu?il avait fait, les Etats-Unis n?avaient aucune envie de détruire son pays. Au cours des dix derni?res années, c?est l?Iran, et non l?Irak, qui avait été notre grand rival dans le Moyen-Orient. Nous voulions que l?Irak continue de faire contrepoids à l?Iran. L?Arabie saoudite ne voulait pas que les chiites prennent le pouvoir dans le sud de l?Irak. Les Turcs ne voulaient pas non plus qu?au nord les Kurdes fassent sécession avec le reste de l?Irak. (…) Les Etats arabes ne voulaient pas que l?Irak soit envahi et démantelé. (…) Un Irak divisé en factions sunnite, chiite et kurde ne contribuerait pas à la stabilité que nous voulions au Moyen-Orient. Le seul moyen d?éviter cela aurait été de conquérir et d?occuper cette lointaine nation de vingt millions d?habitants. Je ne pense pas que c?est ce que les Américains souhaitaient (12). ? C?est pourtant ce que souhaite aujourd?hui le président Bush…

    La troisi?me motivation non avouée de cette guerre, c?est d?affirmer l?hégémonie des Etats-Unis sur le monde. L?équipe d?idéologues qui entoure M. George W. Bush (MM. Cheney, Rumsfeld, Wolfowitz, Perle, etc.) a théorisé depuis longtemps cette montée vers la puissance impériale des Etats-Unis (lire ? Métamorphoses d?une politique impériale ?). Ils étaient déjà là, dans les années 1980, autour du président Bush p?re. C?était la fin de la guerre froide et, à l?inverse de la plupart des strat?ges qui prônaient un allégement de l?instrument militaire, eux encourageaient la réorganisation des forces armées et le recours à outrance aux nouvelles technologies dans le but de restituer à la guerre son caract?re d?instrument de politique étrang?re.

    A l?époque, raconte un témoin, ? le syndrome du Vietnam était encore vivace. Les militaires ne voulaient recourir à la force que si tout le monde était d?accord. Les conditions posées requéraient pratiquement un référendum national avant qu?on puisse employer la force. Aucune déclaration de guerre n?était possible sans un événement catalyseur tel que Pearl Harbor (13) ?. Pourtant, cette équipe de faucons, avec l?aide déjà du général Colin Powell, parvint à mettre sur pied, en décembre 1989, sans l?accord du Congr?s ni celui des Nations unies, l?invasion du Panama (plus de mille morts) et le renversement du général Noriega.

    Ces mêmes hommes ont ensuite conduit la guerre du Golfe, au cours de laquelle les forces armées des Etats-Unis effectu?rent une démonstration de surpuissance militaire qui stupéfia le monde.

    Revenus au pouvoir en janvier 2001, ces idéologues ont considéré les attentats du 11 septembre comme l?? événement catalyseur ? attendu depuis longtemps. Rien désormais ne semble les freiner. Au moyen du Patriot Act, ils ont doté les pouvoirs publics d?un instrument liberticide redoutable ; ils ont promis d?? exterminer les terroristes ?, proposé la théorie de la ? guerre globale contre le terrorisme international ?, conquis l?Afghanistan, renversé le régime des talibans et projeté des forces de combat en Colombie, Géorgie, Philippines… Ils ont ensuite défini la doctrine de la ? guerre préventive ? et justifié, à base de propagande et d?intox, cette guerre contre l?Irak.

    Ils acceptent que Washington se concentre sur les vrais lieux de pouvoir à l?heure de la globalisation libérale : G7, FMI, OMC, Banque mondiale… Mais ils souhaitent extraire peu à peu les Etats-Unis du cadre politique multilatéral. C?est pourquoi ils ont poussé le président Bush à dénoncer le protocole de Kyoto sur les effets de serre, le traité ABM sur les missiles balistiques, le traité instituant une Cour pénale internationale, le traité sur les mines antipersonnel, le protocole sur les armes biologiques, l?accord sur les armes de petit calibre, le traité sur l?interdiction totale des armes nucléaires, et même les conventions de Gen?ve sur les prisonniers de guerre pour ce qui concerne les détenus du bagne de Guantanamo. Le prochain pas serait le refus de l?arbitrage du Conseil de sécurité. Ce qui menacerait de mort le syst?me des Nations unies.

    Pi?ce par pi?ce, au nom de grands idéaux - la liberté, la démocratie, le libre-échange, la civilisation -, ces idéologues proc?dent ainsi à la transformation des Etats-Unis en Etat militaire de nouveau type. Et renouent avec l?ambition de tous les empires : redessiner le monde, retracer les fronti?res, policer les populations.

    Les colonialistes d?antan n?agissaient pas autrement. Ils ? pensaient - rappelle l?historien Douglas Porch - que la diffusion du com-merce, du christianisme, de la science et de l?efficacité de l?administration de l?Occident repousserait les bornes de la civilisation et réduirait les zones de conflit. Gr?ce à l?impérialisme, la pauvreté se changerait en prospérité, le sauvage retrouverait le salut, la superstition deviendrait lumi?re, et l?ordre serait instauré là o? jadis régnaient seules la confusion et la barbarie (14) ?.

    Pour éviter cette affligeante dérive, la France et l?Allemagne, au nom d?une certaine idée de l?Union européenne (15), ont choisi de faire contrepoids - non hostile - aux Etats-Unis au sein de l?ONU. ? Nous sommes convaincus - a affirmé M. de Villepin - qu?il faut un monde multipolaire et qu?une puissance seule ne peut pas assurer l?ordre du monde (16). ?

    L?esquisse d?un nouveau monde ainsi se dessine. Dans lequel un second pôle de pouvoir pourrait être constitué soit par l?Union européenne si elle sait se rassembler, soit par une alliance inédite Paris- Berlin-Moscou, ou encore par d?autres configurations variables (Brésil - Afrique du Sud - Inde - Mexique). L?initiative franco-allemande constitue une démarche historique qui sort enfin l?Europe de soixante ans de peurs et lui permet de redécouvrir la volonté politique. Une démarche si audacieuse qu?elle a révélé, par contraste, l?attitude pusillanime de certains pays européens (Royaume-Uni, Espagne, Italie, Pologne…) trop longtemps vassalisés.

    Les Etats-Unis commençaient à s?installer dans le confort d?un monde unipolaire dominé par la force de leur instrument militaire. La guerre contre l?Irak devait servir à affirmer leur nouveau pouvoir impérial. La France et l?Allemagne sont venues leur rappeler qu?en mati?re de puissance quatre facteurs sont décisifs : la politique, l?idéologie, l?économie et le militaire. La globalisation a pu faire croire que seules l?idéologie (libérale) et l?économie constituaient des facteurs fondamentaux. Et que les deux autres (politique et militaire) étaient devenus secondaires. C?était une erreur.

    Dans la nouvelle réorganisation du monde qui commence, les Etats-Unis misent désormais sur le militaire (et le médiatique). La France et l?Allemagne, en revanche, sur le politique. Pour affronter les probl?mes qui accablent l?humanité, celles-ci parient sur la paix perpétuelle. Le président Bush et son entourage sur la guerre perpétuelle…

    Ignacio Ramonet.

  • 43 Mr X // 14/July/2006 às 8:52

    Le grand putaquepariu, agora até artigo pseudointelectual em frances! O duda, te controla!

  • 44 O Espezinhador // 14/July/2006 às 9:28

    Ô Duda, poupe o seu francês, rapaz! Vai estudar História, vai estudar sobre Israel e deixe de pagar mico.
    Já ouviu falar em Tanques Merkava? Metralhadoras UZI? Você acha que elas são fabricadas aonde? No Brasil?
    Ah, mas os fuzís Kalashnikov e os mísseis Katiusha que os palestinos usam? Vêm de onde? São fabricados por quem?
    Vai ver que são feitos das pedras que eles tacam nos israelenses, né?

  • 45 Fernando // 14/July/2006 às 9:46

    Era só o que faltava - colocar a culpa no fabricante da arma! É da mesma escola que queria nos tirar o direito de ter armas que foi surrada no referendo?

    A pressão agora está toda sobre a Síria.

  • 46 Orlando // 14/July/2006 às 10:02

    A farsa - Laerte Braga - http://WWW.Fazendomedia.com.br

    Passados os momentos iniciais da ação do estado terrorista de Israel contra palestinos na Faixa de Gaza, pouco ou quase nada se fala sobre o assunto. A mídia já tem novos fatos. Agress?es a palestinos acontecem todos os dias, fica repetitivo. Morte de idosos, mulheres e crianças é fato corriqueiro. Setenta civis já morreram nos ataques terroristas de Israel na Faixa de Gaza.

    A região de Gaza, como lembrou em 2004 Ernesto Germano Pares, “produz tomates, verduras, azeitonas, frutas cítricas e flores! Só para a Arábia Saudita, antes do início das atuais disputas, eram exportadas diariamente 40.000 caixas de tomates. Os camponeses palestinos da região mantinham uma produção anual de 65 milh?es de flores que eram exportadas para a Inglaterra, Holanda Alemanha e Estados Unidos. Um milhão de flores, anualmente, eram vendidas para o mercado israelense!”

    A razão do milagre? O próprio Ernesto explica: “De acordo com um relatório preparado pelo Serviço Geológico do Governo dos Estados Unidos, em 1998, mais de um quinto de toda a água consumida na região é proveniente do subsolo, de um imenso aqüífero que compensa as poucas chuvas. Mas esta imensa riqueza, desde o reinício das hostilidades em 1997, passou a ser administrada e controlada pela Mekorot, empresa israelense de águas”.

    A empresa reduziu o abastecimento a palestinos, ampliou esse abastecimento a israelenses.

    O controle da água é tão importante quanto o petróleo ali. A quebra de qualquer possibilidade de construção de um Estado Palestino em bases sólidas e que permitam bem estar e progresso aos seus cidadãos, esses os objetivos reais do Estado terrorista de Israel.

    Por trás da versão divulgada pelo governo terrorista de Tel Aviv, um suposto seqüestro de um soldado de Israel por grupos palestinos está a posse da água. É o mesmo Ernesto Pares quem lembra que a operação se chama “chuva de verão” e, sistematicamente, desde o início das disputas por Gaza, todo verão, Israel ataca sob os mais variados pretextos.

    Palestinos, sejam idosos, mulheres e crianças, além de serem assassinados por soldados terroristas de Israel, são presos e jogados em pris?es sórdidas onde a tortura é regra geral.

    O contrário, numa guerra, é “seqüestro”.

    É possível que o editor do “Jornal Nacional”, por exemplo, o robô William Bonner, nas tais reuni?es de pauta para montagem das ediç?es de cada dia, tenha dito que os Homer Simpson não agüentam mais “esse negócio de Israel versus Palestina”.

    Aí entra a cabeçada de Zidane no italiano e, em seguida, são convocados especialistas para analisar o gesto do argelino/francês.

    O que está acontecendo em Gaza é a barbárie do terrorismo de Israel no massacre sistemático de um povo e sob pretextos falsos, mentirosos, enquanto se apossam das riquezas naturais que não lhes pertence.

    É o tal negócio do povo superior. Israelenses e norte-americanos se acham os escolhidos para controlar o mundo, quer dizer, os “negócios”.

    O resto… Quem morre são palestinos, iraquianos, afegãos, colombianos, povos africanos, gente “inferior”, tudo em nome da democracia.

    O governo da Palestina foi eleito pelo voto direto de seus cidadãos e mais de 50% dos cidadãos de Israel, ao contrário dos terroristas de Tel Aviv, se manifestaram a favor das negociaç?es de paz.

    É puro terror de mercado, de “negócios”, a ação de Israel em Gaza.

  • 47 O Espezinhador // 14/July/2006 às 10:04

    “Suposto” seqüestro??? Essa comunalha cada dia se supera em falar asneiras!!!

  • 48 J???? ??nd // 14/July/2006 às 10:06

    -= hmm… alguém andou assistindo o Senhor das Armas, acredito.

    Well… Fatah, Hezbollah, Jihad, Likud, Intifada…

    Não há como negar que os oponentes sabem escolher nomes de impacto.

    E pensar que a nova gíria em SP é “Marcolar”, em referência aos recentes acontecimentos.

  • 49 O Espezinhador // 14/July/2006 às 10:06

    A região de Gaza, como lembrou em 2004 Ernesto Germano Pares, “produz tomates, verduras, azeitonas, frutas cítricas e flores! Só para a Arábia Saudita, antes do início das atuais disputas, eram exportadas diariamente 40.000 caixas de tomates…
    Ué, mas em 2004 Gaza era de Israel!!! Como será que anda a produção das terras de Gaza hoje em dia, depois que Israel saiu de lá e os palestinos tranformaram tudo em bases de lançamentos de mísseis Kassan???

  • 50 O Espezinhador // 14/July/2006 às 10:09

    O que está acontecendo em Gaza é a barbárie do terrorismo de Israel no massacre sistemático de um povo e sob pretextos falsos, mentirosos, enquanto se apossam das riquezas naturais que não lhes pertence…
    Pretextos falsos?” Ah, esse tal de Laerte Braga agora tá querendo dizer que nunca caiu um míssel Kassan em Israel? Ilan Halimi nunca foi seqüestrado, os mísseis são truques de Hollywood e Gaza continua produzindo flores e frutas como no tempo em que era de Israel? Sei…
    Só faltou dizer que o Holocausto nunca existiu para termos completo um texto nazi-revisionista!

  • 51 J???? ??nd // 14/July/2006 às 10:11

    -= ok, falando sério agora :

    Quando há territórios, riquezas e políticos envolvidos… não há lado inocente.

    Uma questão de simples observação do cenário como um todo.

  • 52 O Espezinhador // 14/July/2006 às 10:13

    Editorial da Folha de S Paulo, 13/07/2006

    Frente libanesa

    O QUE de pior poderia ocorrer no conflito israelo-palestino aconteceu. Forças israelenses lançaram-se em incurs?es no Líbano, abrindo nova frente de batalha. Há informaç?es de que o governo do premiê Ehud Olmert está concentrando tropas na fronteira norte de Israel, no que pode ser o prelúdio de uma grande ofensiva contra o Hizbollah, milícia xiita que controla o sul do Líbano e que deflagrou a atual escalada ao matar, ontem, oito soldados israelenses e seqüestrar outros dois.
    A crise emerge quando as tropas do Estado judeu já realizavam expediç?es punitivas em Gaza para pressionar terroristas do Hamas a libertar um cabo israelense seqüestrado há 19 dias.
    Não há justificativa para o ato do Hizbollah. O grupo, que integra a coalizão de governo do Líbano, precisa decidir se quer permanecer uma congregação de arruaceiros terroristas ou se pretende mesmo converter-se num partido político, hipótese em que precisa aceitar responsabilidades e acatar políticas de Estado.
    O seqüestro dos soldados israelenses é desastroso para o Líbano. O país corre o sério risco de voltar a ser ocupado por tropas de Israel. Na melhor das hipóteses, terá sua recém-reconstruída infra-estrutura no sul danificada pelos ataques israelenses.
    Freqüentemente, a culpa pelo impasse no Oriente Médio pode ser atribuída a Israel, que costuma atuar com mão pesada, fazendo a população civil pagar por aç?es de grupos terroristas. Desta feita, porém, não há como exigir do Estado judeu que deixe de responder ao seqüestro de soldados que patrulham suas fronteiras. O Hizbollah deu a Ehud Olmert um “casus belli” real.
    Mais uma vez, os radicais do Oriente Médio conseguem fazer sua agenda de violência prevalecer sobre a esmagadora maioria de israelenses, palestinos e libaneses, que quer viver em paz.

  • 53 O Espezinhador // 14/July/2006 às 10:24

    Antes que o Duda ou o Antônio Augusto tragam novos delírios para cá, vou fazer um resuminho do dia de ontem aqui em Israel:

    Cerca de 90 mísseis Katiusha, de fabricação soviética, caíram ontem em território israelense, todos lançados do Líbano pelo Hezbollah. Foram atingidas as cidades de Haifa, Tzfat, Carmel, Rosh Pinah, Rosh Hanikrat, entre outras. Naharia passou o dia sem energia elétrica. As linhas de trem do Norte foram paradas. 115 feridos em Tzfat e Naharia. Uma cidadã israelense nascida na Argentina morreu, atingida por um foguete. Os bosques de Ar Meirom estão em chamas. É verão em Israel e não chove nem uma gota durante meses. Israel é o país que mais desenvolve programas de reflorestamento no mundo. Só quem vive aqui sabe o valor que damos a cada árvore. Milhares delas já foram queimadas. Habitantes de várias cidades passaram a noite em bunkeres e quartos selados, sob o temor do uso de armas químicas.
    A reação israelense matou cerca de 50 pessoas no Líbano, a imensa maioria membros da Hezbollah. Qualquer um dos atentados diários que a Al Qaeda pratica no Iraque mata muito mais que isso.

  • 54 Orlando // 14/July/2006 às 10:33

    Assassinos unidos

    “Enquanto muitos países condenam o que ele chamou de “desastre humano” causado pelas aç?es militares israelenses, os Estados Unidos têm o poder de vetar qualquer resolução que possa ser considerada injusta, ou seja, que não considere a ação de grupos militantes.

    Na quinta-feira, os americanos vetaram uma resolução que condenava a incursão militar de Israel na Faixa de Gaza, alegando que a decisão não era equilibrada.”

    BBC Brasil

  • 55 O Espezinhador // 14/July/2006 às 10:42

    Conheça os jovens soldados assassinados pelo terrorismo palestino e libanês nesta semana:
    http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1150885988039&pagename=JPost%2FJPArticle%2FShowFull

  • 56 O Espezinhador // 14/July/2006 às 10:54

    Hezbollah Missile Attacks Kill Two, Injure at Least 90 in Northern Israel

    Missile from Lebanon Hits Israeli City of Haifa

    More than 60 Katyusha rockets have been fired into Israel since Hezbollah guerrillas in Lebanon began cross-border attacks Wednesday that also killed two Israelis Thursday and wounded at least 90 others.[1]

    Hezbollah guerrillas began shelling northern Israel early Wednesday morning, kidnapping two Israeli soldiers and killing three as they patrolled the Israeli side of the internationally recognized border. Four more Israeli soldiers were killed later in the day when they entered Lebanon to try to search for the abducted men and their tank hit a land mine. An eighth soldier died later Wednesday during a search-and-rescue operation in ensuing clashes with Hezbollah.

    Also on Thursday, a rocket hit the center of the port city of Haifa, Israel?s third-largest city. There were no injuries. At a press conference hosted by The Israel Project, Israel?s Ambassador to the United States Daniel Ayalon said, “This is a serious, serious escalation.” When asked if Israel were officially at war, Ayalon replied, “Yes.”

    Four Katyusha rockets fell on the northern Israeli town of Nahariya, killing a 40-year-old woman while she sat on the balcony of her home. Dozens of other people were injured from shrapnel and nine were treated for shock.

    Katyusha rockets also landed in Tzfat, a town about 13 miles from the Lebanese border, hitting Tzfat?s immigration center and the city?s old marketplace. In the attack, a 70-year-old woman died of her wounds after being taken to the hospital and at least 17 people were wounded.

    Additionally, 28 people were wounded when Katyusha rockets landed in the northern Israeli towns of Karmiel, Hatzor and Majd el-Kurum. The blasts were heard in the Northern city of Karmiel.

    Two Katyusha rockets landed near Kibbutz Hagoshrim in the Upper Gallilee. No wounded were reported but residents felt buildings shake from the impact.

    Katyushas fell in other locations in the north including Kfar Nasi and Kibbutz Mahanayim. These areas signify an increase in range of the rockets to 12-16 miles. Hezbollah has claimed that for the first time they are using ?Thunder 1? rockets, which have a longer range than Katyusha rockets. The Israeli government is now working under the assumption that Hezbollah will use long-range rockets and the Israel Defense Forces (IDF) will consider sending ground troops into Lebanon if they deem it necessary.

    Several Katyusha rockets landed on an Israel Defense Forces base located on Mount Meron. No injury or damage has been reported.

    The Western Galilee has been shelled with mortars. No injuries or damage have been reported.

    In response to attacks on populated areas, Israel threatened to strike at Hezbollah offices in Beirut and the Israel Air Force (IAF) has flown over the area. Hezbollah threatened that if Israel attacks Beirut, it will target Haifa.

    The IDF have confirmed it launched an air strike on the Beirut airport, causing it to close. The IDF stated that the airport is “a central hub for the transfer of weapons and supplies to the Hezbollah terrorist organization.”

    Hezbollah has stated its demands for the return of the kidnapped soldiers including the release of Lebanese militant Samir Kuntar. In 1979, Kuntar and his gang broke into the apartment of Smadar and Danny Haran in Nahariya. They kidnapped Danny and his 4-year-old child Anat and took the two to the beach, where they bashed Anat?s head against the rocks and shot her father as he watched. Meanwhile, Smadar, who hid in a loft in the apartment covering her 2-year-old child Yael?s mouth to avoid detection, discovered that she had smothered her child to death.

    Kuntar was supposed to be released as part two of the three-part prisoner exchange in 2004 for businessman Elhanan Tannenbaum and the bodies of St.-Sgts. Benny Avraham, Omar Sawayid, and Adi Avitan, but Israel would not release prisoners with “blood on their hands.”[15]The IDF ordered residents living in communities up to 15 kilometers from the Lebanese border to take shelter in local bunkers and the Nahariya hospital is on high alert. The municipality of Kiryat Shmona, a town in northern Israel, said that approximately 200 families had left the city in the wake of the rocket fire.

    On Wednesday, Hezbollah guerrillas attacked IDF positions and Israeli communities along the Northern border, killing eight soldiers and kidnapping two IDF reserve soldiers. Today, IDF Chief of Staff Lt.-Gen. Dan Halutz confirmed that the two soldiers are alive and released their names: Ehud Goldwasser, 31, of Nahariya and Eldad Regev, 26, of Kiryat Motzkin.

  • 57 chesterton // 14/July/2006 às 11:29

    Espezinhador, o PD, enquanto agente de difusão da ideologia inominavel, não está preocupado com o fato de os palestinos simplesmente NÃO DESEJAREM a paz com Israel. Querem destruir Israel e assinam acordos de cessar fogo apenas para terem tempo de reagrupar suas forças.
    por isso, desta gente, você nunca erá uma análise dos FATOS, nem perca tempo, sempre haverá distorç?es para supostamente confirmarem suas idéias.

  • 58 Pablo Vilarnovo // 14/July/2006 às 11:43

    O bombardeio ao aeroporto é militarmente lógico. O Hezbollah recebe grande quantidade de armas pela via aérea. Armas essas transportadas, principalmente, do Irã. O bombardeio do aeroporto, junto ao bloqueio naval, visas justamente a fechar essas portas de entrada.

  • 59 Pedro Doria // 14/July/2006 às 11:46

    Chesterton: você viaja.

    Orlando: bicho, ninguém quer Gaza, não. Aquilo Israel larga feliz, não serve para nada. O caso da Cisjordânia é mais complicado, lá tem boa terra de fato. Gaza? Isto é piada. Sem a alta tecnologia israelense, aquilo não tinha água nenhuma — e a produção é cara, subsidiada pelo Estado.

    O Elias tem razão num ponto: os palestinos têm autorização de criar seu Estado. Não criaram ainda porque não querem arcar com as responsabilidades.

  • 60 Pablo Vilarnovo // 14/July/2006 às 11:47

    Ih, o Laerte já é velho conhecido do yahoogroups…

    Seus textos possuem uma lógica que ninguém ainda entendeu. Por exemplo, ele afirmou que o exército boliviano não ocupou as refinarias da Patrobrás.

    Laerte é um velho comuna com a visão particular do seu mundo…

    E o pior é que existe pessoas que ainda repassam o que ele escreve… Ainda bem que estamos numa democracia… já se fosse no comunismo…

  • 61 Pedro Doria // 14/July/2006 às 11:53

    A língua corrente aqui, senhores, é o português. Vamos cortar no inglês e no francês, ok? Nem todos dominam uma ou outra, a maioria não domina ambas, portanto é uma questão de cordialidade.

  • 62 Pax // 14/July/2006 às 12:00

    OK Mr PD, you won,
    Je suis d?accord !!

  • 63 Pax // 14/July/2006 às 12:02

    Olvidé los mios abrazos para usted !

  • 64 Mr X // 14/July/2006 às 12:02

    Que tristeza, o velho sonho socialista de 68, reduzido a torcer por terroristas religiosos…

  • 65 Pax // 14/July/2006 às 12:03

    e a pancadaria corre solta… lá no médio oriente e aqui no mérdio Brasil.

    lá todos se acham com razão,

    aqui todos sabem que não tem razão, mas que o jogo é esse mesmo.

    C?est la vie !

  • 66 Pablo Vilarnovo // 14/July/2006 às 12:07

    Acho que os maiores perdedores são o povo comum da Palestina e de Israel.
    O povo palestino é durante anos, fomentado pela guerra contra Israel. Por vários motivos: religiosos, políticos, ideológicos e financeiros.

    Hoje o que interessa para o Hamas são os milh?es em ajuda internacional, devidamente roubados pela corrupção do governo palestino. Exemplos desse tipo, a ?frica está cheia.

    O Hezbollah quer manter seu prestígio e a razão da sua própria existência. Então criaram sua guerra particular. Ou seja, mais milh?es em armas e dinheiro vivo do Irã.

    Por outro lado, os Israelenses vão reagir energicamente a qualquer provocação. É a melhor execução daquele ditado que diz que não se leva faca para briga de pistola.

  • 67 Pax // 14/July/2006 às 12:08

    Mas, como hoje é sexta feira, vou comer o meu rodízio na Porcão do Aterro do Flamengo. Quem quiser me encontrar estarei com camisa do Che e boné do MST.

    Até lá que tá na moda ser chato por aqui, então, tô nessa.

  • 68 Orlando // 14/July/2006 às 12:19

    Pedro Doria
    Pode ser que você tenha razão, mas a imprensa trás tantas vers?es diferentes e antagônicas que não conseguimos ver as raz?es verdadeiras desta loucura que é o Oriente Médio.
    Aqui mesmo, neste espaço, o Espezinhador transcreve (o dia inteiro! será que é pago pelo Governo de Israel?) matérias bem tendenciosas, não contribuindo em nada para que possamos entendero que lá acontece.
    Sempre, de qualquer lado, aparecem distorç?es, mentiras, exageros, omiss?es, de tal maneira que não consigo fazer uma avaliação correta, mas de qualquer modo, esta guerra, como qualquer outra, é um absurdo. Estamos no século XXI e o homem continua um animal pré-histórico.

  • 69 O Espezinhador // 14/July/2006 às 12:31

    Orlando, eu sou pago pelo governo de Israel sim.

    Mas sou pago de formas diferentes. Por exemplo, aqui meus impostos viram serviços de saúde e educação de primeiríssima qualidade. Logo, o governo me paga, dando hospital de graça e escola de graça para meus filhos.

    O governo me paga, quando me permite viver numa cidade grande com qualidade de vida, criminalidade zero, ruas limpas e arborizadas, estradas boas, ruas asfaltadas como um tapete…

    Sim, Orlando. eu sou corrompido pelo ouro sionista!

  • 70 O Espezinhador // 14/July/2006 às 12:37

    Agora, deixando de lado os meus trinta dinheiros sionistas, vamos ao que interessa?
    O que você nos trouxe de informaç?es não-tendenciosas, não-mentirosa, não-exagerada e não-omissa que tenha ajudado muito no debate? Você trouxe um texto de um tal de Laerte não-sei-o-quê cheio de delírios, onde o autor simplesmente nega o seqüestro de soldados, chama Israel de “terrorista”, e eu que sou tendencioso e não ajudo no debate? Ah, e você ainda aventa a possibilidade de eu ser uma espécie de agente do Mossad, fazendo gracinha e dizendo que eu devo ser pago pra ficar aqui…
    Por que ao invés de tentar desqualificar seus oponentes você não busca pelo menos umas fontes de informação mais isentas e menos panfletárias, heim? Medo de que digam que você é pago pelo Commintern ou pela Quarta Internacional???

  • 71 O Espezinhador // 14/July/2006 às 12:41

    Pablo, terrorismo é business. Iasser Arafat morreu bilionário. Sempre que aparece alguém aqui chorando lágrimas de crocodilo pela penúria dos palestinos eu recomendo verificar como vive Suha Arafat em Paris. Da mesma maneira que tá cheio de ONG proxenetando os miseráveis do Brasil, os grupos terroristas árabes se apoderam dos recursos que os trouxas da União Européia e dos EUA lhes enviam para manter o povão na miséria, fomentar mais ódio e lhes comprar a gratidão com ajudinhas chinfrins, ao modo e estilo dos traficantes dos morros cariocas.

  • 72 O Espezinhador // 14/July/2006 às 12:46

    Pedro, você tem razão. Tanto que quando Israel devolveu o Sinai para o Egito, em 1982, a Faixa de Gaza ia no pacote. Mas Sadat simplesmente falou que não receberia nenhum centímetro de terra do Sinai se Gaza viesse junto. O que é muito “curioso”, porque Gaza foi anexada junto com o Sinai, sempre foi terra egípcia e nem estava incluída no plano de partilha da Palestina de 1947. Quer dizer, aquilo lá nunca foi nem de Israel e muito menos da Palestina!
    A Faixa de Gaza virou um Cavalo de Tróia. É um pedacinho de terra ressecado, espremido entre o deserto e o mar e que só conseguiu produzir alguma coisa enquanto Israel esteve por lá. Assim que Israel desocupou Gaza e foi embora, onde antes haviam estufas de cultivo de flores agora existem bases de lançamento de mísseis Kassam.

  • 73 O Espezinhador // 14/July/2006 às 12:46

    Chesterton, menos, meu amigo. Menos…

  • 74 Euzinha // 14/July/2006 às 12:50

    “Mais, não tem nada não, só tá começando fim-de-semana, o meu descanso e a curtição…”

    Essa e outras guerras são vão acabar no dia do Juízo Final, pq. a falta de juízo do ser humano não tem conserto.

    A vida vai seguindo seu curso, cada um com seu destino. Sou só uma expectadora do que acontece por lá…tenho compaixão por todos.

    Obrigada PD por sua educação em bom e claro português, minha única língua (mas nela, sou boa prá caralh…!!!!)

    Não ficarei na engorda este final-de-semana, comendo e comendo (well, bem..eh…assim…assim…melhor não continuar…) Pretendo celebrar a vida, que é muito curta. O tempo anda passando muito rápido…

    Aos que morrem e sofrem, meu respeito.

  • 75 O Espezinhador // 14/July/2006 às 12:50

    Ah, Pedro, e espanhol, pode? Espanhol acho que ninguém vai ter dificuldade de entender,e eu tô com um texto em espanhol aqui que é muito bom.
    Se bem que 90% do que falo aqui é em bom português e tem gente que continua sem entender…

  • 76 Orlando // 14/July/2006 às 13:04

    Espezinhador:
    Acho legal que você viva num país que te dê toda esta cobertura social e acho uma pena que nós, aqui, não tenhamos nenhuma.
    Quando copio um artigo como o desse tal de Laerte, que também não sei quem é, o faço apenas para mostrar que papel aceita tudo, inclusive opini?es diferentes das tuas e que estamos à mercê de informaç?es desencontradas, de uma guerra de informaç?es.
    Não sou anti nada, apenas radicalmente contra a guerra e principalmente o assassinato de civis, cometidos por qualquer força armada legal ou não. Não suporto ataques a populaç?es indefesas como fazem os homens bombas, ou estes grupos islâmicos e não suporto também as aç?es bélicas e igualmente assassinas do exército israelense, e não vejo como é possível você passar o dia todo tentando justificar isso. Não existe explicação plausível e a posição que todos nós deveríamos tomar é denunciar e não aceitar passivamente este absurdo.

  • 77 Observador // 14/July/2006 às 13:15

    hum, Pilatos tambem lavou as mãos

  • 78 O Espezinhador // 14/July/2006 às 13:34

    Orlando:
    Minha recomendação é que antes de simplesmente copiar e colar um artigo que você o leia antes e verifique se o que está escrito é verdade.
    Assim, a impressão que fica é a de que você vê um texto qualquer e diz: “Ah, esse aqui é anti-Israel, então tá com a razão!”
    A questão não é ser anti-Israel ou anti-palestinos. É ver quem está com mais raz?es, onde o conflito começou, por que chegou aonde chegou…
    Ser anti-Israel apenas por ser anti-Israel é fácil. Basta mentir, como faz o Laerte. É o que fazem os militantes neo-nazistas, por exemplo.
    O tempo todo, eu estou aqui trazendo informaç?es facilmente comprováveis com um pouquinho de pesquisa histórica. Quando eu falo, por exemplo, das conex?es entre o nascimento do nacionalismo palestino e o nazismo, eu não o faço sem antes pesquisar em várias fontes e ver se a história é “quente”.
    É muito fácil “ganhar” uma discussão. Começa quando se entra nela exatamente com este objetivo, o de “ganhar”, e não o de aprender, que deveria ser o fito de todo o debate.
    “Ganhar” é fácil. Quando se cria todo um universo paralelo de falsos dados e falsas informaç?es, ou quando só se lê o que lhe interessa (como faz o Antônio Augusto, por exemplo), aí é moleza “ganhar” um debate. Mas aprender que é bem nem você e nem seu “inimigo” poderão.
    Acho ótimo que haja pessoas como você, que se preocupam com o sofrimento da população palestina. Acredite, eu também me preocupo. Ou será que você acha mesmo que eu quero que se matem todos, que se exterminem todos?
    Você acha que eu não me compadeço da família líbano-brasileira que morreu inteirinha ontem? Eram inocentes, estavam de férias e voltariam para o Brasil dentro de duas semanas. Morreram quando Israel atingiu sem querer o seu edifício. É claro que eu lamento essas mortes! Eram inocentes, nada tinham com isso! Ainda mais as crianças!
    Mas eu também tenho pena das centenas de crianças e adultos israelenses que também morreram sem terem nada com isso. As vidas de todos eles valem a mesma coisa para mim. E não valem nada para os terroristas.
    Então vamos abrir mais as cabeças e compreender que os “malvados” não são tão malvados assim, e que os “bonzinhos” também não são tão bonzinhos assim. Não existe herói e vilão nessa história. Existe é História nessa história, e conhece-la adequadamente é o primeiro passo para uma boa compreensão desse mundinho louco que que vivemos.

  • 79 träsel // 14/July/2006 às 13:49

    CHESTERTON: a quantos palestinos você perguntou se desejam ou não a paz?

    ficamos combinados assim: palestinos que matam civis israelenses, já israelenses matando civis libaneses estão atuando em legítima defesa.

    aí vão dizer que os israelenses têm direito de revidar, porque foram provocados e estão defendendo seu país.

    o problema dessa lógica é que israel foi criado artificialmente pela ONU após a segunda guerra e os palestinos também podem argumentar que estão defendendo sua terra.

    e aí? sei não, a mim parece que os dois lados têm culpa mesmo.

  • 80 träsel // 14/July/2006 às 13:49

    ERRATA: ficamos combinados assim: palestinos que matam civis israelenses SÃO TERRORISTAS, já israelenses matando civis libaneses estão atuando em legítima defesa.

  • 81 O Espezinhador // 14/July/2006 às 13:52

    Träsel, no mesmo momento em que Israel era criado “artificialmente” pela ONU, o estado palestino também poderia ter sido criado, sabia disso? Pois é, mas não foi. Sabe por quê? Porque eles preferiram tentar “jogar os judeus no mar” e pegar tudo.
    Se o estado palestino tivesse sido criado em 1948, será que ele seria “artificial” também, cara mia?

  • 82 Gabriel // 14/July/2006 às 14:02

    Estou gostando de ver.

    Victor: bom. Eu entendia tuas reacoes belicosas logo quando voce comecou a postar aqui. Mas achava indelicado e contraproducente. Tuas postagens estao ficando melhores.

    Orlando: Papel aceita tudo. Gostaria de ver os debates aqui melhorando de nivel, sem aquele papo de “Israel come criancinhas palestinas” e Urban Legends afins.
    O uso dessas historias malucas (teve o Ernesto no post anterior, que eu me recuso a entrar de novo, que fez uso e abuso desse besteirol produzido pelos palestinos) so tem a piorar a situacao. Se o mundo soubesse como as coisas REALMENTE funcionam por aqui, acredito que a paz viria mais rapido.

    Querem fazer a boa acao de hoje? Discutam a vontade, nao creio que nem ISrael nem o mundo arabe esteja com a razao nessa historia. Mas perpetuar historias malucas e sem sentido vai fazer bem nenhum.

    Pedro: Nao tenho certeza que o fim da historia foi com o fim de Oslo. Nao tenho certeza nem que Oslo funcionaria.

  • 83 duda // 14/July/2006 às 14:05

    Isso soh estah ocorrendo devido a INVASÃO ao Iraque ?? (atente para a interregação)
    A questão não eh culpar (eta palavrinha) o fabricante de armas eh apenas esclarecer a quem interessa o chamado war bussiness, quem fornece para quem .
    Vai estudar sobre Israel ? eu prefiro dar uma lida no http://www.sipri.se. Jah aprendi ser inutil carregar uma bandeira que jah veio pronta,tem muita gente levantando bandeira por aih e quando se mistura com religião então …

  • 84 O Espezinhador // 14/July/2006 às 14:14

    Gabriel, tenho um terrível defeito: odeio gente burra. Mas quando há chance de debater sem burrices e preconceitos, eu até que sou bonzinho… :-P
    Sou bonzinho também quando reconheço que há boa vontade no debatedor, mesmo que estejamos defendendo conceitos opostos. Pela primeira vez estou vendo essa tendência suplantar a dos mal intensionados de plantão. O Orlando parece estar se abrindo ao diálogo e o Ernesto, quando baixa a guarda, também. Então tem papo.
    Agora, sem citar os (óbvios) nomes dos incorrigíveis, ah, com esses eu não tenho peheaps não!

  • 85 Chesterton // 14/July/2006 às 14:25

    É simples, esquerdalha, estamos em guerra e nosso lado vai vencer.

  • 86 Mr X // 14/July/2006 às 14:44

    “o problema dessa lógica é que israel foi criado artificialmente pela ONU” (trasel)

    Tambem a Palestina arabe foi criada “artificialmente” pela ONU no mesmo periodo, pena que os palestinos (na epoca nao se chamavam assim) nao aceitaram.

    E o Hezbollah e o Hamas querem o fim das “medidas extremas” de Israel? Que liberem os soldados raptados apos INVASAO DO TERRITORIO ISRAELENSE, oras. Mas nao, esta é uma guerra entre Ira e Israel, so que o Ira nao quer dar as caras por ora.

  • 87 Mr X // 14/July/2006 às 14:46

    Alias, todos os paises sao criados “artificialmente”, ate agora nao vi um unico pais “natural”.

  • 88 duda // 14/July/2006 às 14:51

    Esquerdalha ?
    Nosso lado ?
    me parece simplista e não simples

  • 89 Delsio // 14/July/2006 às 14:52

    Chesterton aí os caras vem de “direiteca” mais outros trocentos adjetivos que não levam a nada. Pelo contrário, apequenam o pensamento de quem digladia adjetivamente.

    Estou de plantão, só passei para ler o fuzuê aqui! :o)

    Ô vício!!!!

    Abs.

    Abs.

  • 90 Elias // 14/July/2006 às 14:52

    Ao que parece, o governo israelense quer fazer com que os libaneses paguem o mais caro possível pela ação do Hezbollah.

    Os ataques israelenses estão destruindo pontes, aeroportos, fábricas, etc. Os objetivos não são militares, porque o Líbano não constitui ameaça militar a Israel. Tudo faz crer que o propósito é econômico. Mais uma semana nesse rítmo, a infraestrutura econômica do Líbano vai virar pó. Literalmente.

    Uma ponte que é destruída em alguns minutos de bombardeio leva mais de 2 anos pra ser reconstruída. Os estragos causados pelos ataques de 2 semanas não serão saneados em menos de 5 anos.

    Pode ser que isto isole politicamente o Hezbollah. Pode ser que o Líbano se canse de pagar pelas aç?es desse grupo, e se volte contra ele, como a Jordânia fez com os palestinos.

    Pode ser, mas eu duvido.

    Mais razoável é acreditar que o sentimento anti-Israel no Líbano vai aumentar. E isto soa como música aos ouvidos do Hezbollah. Neste momento, é possível que centenas de jovens libaneses estejam se oferecendo para integrar as fleiras do grupo. Por essa ótica, quanto maior o “sucesso” dos ataques israelenses, maior a vitória política do Hezbollah.

    Sei não… A conduta do governo israelense está me parecendo uma “Lei de Newton depravada”, com uma reação absolutamente desproporcional à ação que lhe deu causa.

    Não vai dar certo.

  • 91 O Espezinhador // 14/July/2006 às 15:05

    Sobre o efeito propagandístico, realmente, eu concordo com o Elias. Vai ser difícil convencer um libanês comum da justiça da reação israelense quando é no bairro dele que caem as pontes.
    Mas a grande questão é aquela velha pergunta: “O que fazer?”
    Deixar que o causus belli criado pelo Hezbollah seja rebaixado a um crimezinho comum e “aceitável” e negociar com os terroristas?
    Trocar dezenas de terroristas presos pelos soldados, sem nenhuma garantia, e mostrar para todos os outros grupos terroristas que o seqüestro de israelenses é um bom negócio?
    Pular o Líbano e atacar a Síria?
    Ou pular Líbano e Síria e atacar logo o Irã?

  • 92 Elias // 14/July/2006 às 15:33

    Acontece, Victor, que o problema do terrorismo é mais político do que militar.

    Nenhum grupo terrorista tem a pretensão de vencer militarmente seus inimigos. Se tivesse cacife pra isso, não recorreria ao terrorismo…

    Daí porque o combate ao terrorismo deve ser feito com a mão no porrete e a cabeça na política.

    O terrorista deve ser caçado como animal, mas só será derrotado se for cercado politicamente.

    Realizar aç?es militares que, no frigir dos ovos, fortalecem politicamente o grupo terrorista, equivale a disparar contra a própria cabeça.

    A bem da verdade, isso é fazer exatamente o que o grupo terrorista quer que se faça.

    Sei que dar porrada no Líbano é uma tentação irresistível. Afinal, o país não tem como nem com quê reagir…

    A meu pensar, o governo israelense está assumindo um comportamento arrogante. Deliberadamente arrogante. No fundo, está tentando esconder a incapacidade de elaborar uma estratégia eficaz para lidar com a questão dos seqüestros dos soldados.

  • 93 O Espezinhador // 14/July/2006 às 15:41

    Eu continuo sem saber que outra estratégia poderia ser tomada nesse caso…

  • 94 leonel de souza // 14/July/2006 às 15:43

    Pais criado artificialmente, essa é pra entrar na história, Israel é um pais artificial, esse é o problema, muçulmanos jamais aceitarão um estado judeu, sempre haverá conflitos na região, não adianta, acordos de paz que são feitas na região são temporários.

  • 95 Orlando // 14/July/2006 às 16:12

    Vejam o artigo e imaginem se estas crianças não serão no futuro anti-sionistas. As lembranças das “férias” na terra dos pais as colocarão contra Israel de imediato e a situação futura continuará complicada e sem perspectiva de paz.

    ” Mundo

    14 de julho de 2006 - 15:26
    Brasileiros que estão no Líbano querem fugir, “mas não há como”

    Segundo agente de turismo do Paraná que vendeu passagens para moradores da cidade, atravessar estrada que leva a Damasco pode representar risco de vida
    José Antonio Pedriali, Especial para o Estado

    FOZ DO IGUAÇU - “Todos querem sair do Líbano, mas não há como”, afirma Zaki Moussa, libanês naturalizado brasileiro, cuja agência de viagens Summer Tour, em Foz do Iguaçu, vendeu passagens para pelo menos 300 dos 500 moradores da cidade que estão passando férias no país do Oriente Médio.

    A maior parte dos turistas são crianças. Passar as férias do meio do ano no Líbano é um costume dos moradores da cidade que têm origem libanesa.

    Os ataques israelenses destruíram a pista de pouso do aeroporto de Beirute, o único capacitado para vôos internacionais no país, e as vias de acesso do sul à capital estão bloqueadas.

    A maioria dos brasileiros residentes em Foz que viajou para o Líbano está hospedada no sul do país. Na quarta-feira à noite (madrugada de quinta no Líbano), uma família de moradores da cidade, que estavam em férias em Srifa, sul do Líbano, morreu atingida por mísseis disparados por avi?es israelenses. Akil Merhei, sua mulher, Ahlam Jabir Melei, e os dois filhos do casal, Fatima, de 4 anos, e Ali, de 8, foram sepultados na quinta-feira, em Srifa.

    Cerca de 500 libaneses e descendentes que vivem em Foz participaram na noite de quinta-feira de uma cerimônia religiosa em homenagem aos amigos mortos na mesquita Osmar ibn-al Khatab.

    Segundo Zaki, a única alternativa para a saída dos estrangeiros é por Damasco, mas chegar lá é o primeiro obstáculo. “A estrada também já foi atingida pelas bombas israelenses, e passar por ela é um grande risco”, observa. “Todos os que querem deixar o Líbano pela estrada de Damasco correm risco de vida, mas é preciso enfrentar este risco”, completou.

    Levar os brasileiros do sul do Líbano para Damasco é uma missão que Moussa atribuiu ao irmão, Saade, dono de uma agência de viagens no Vale do Bekaa, no Líbano, próximo a fronteira com a Síria. “Está demorando de 10 a 16 horas para chegar ao aeroporto de Damasco”, disse Saade em entrevista telefônica ao Estado. “Se você quer sair, as forças de segurança libanesas não se responsabilizam por ninguém”, completou.

    Já uma rota de fuga pelo Chipre, no Mediterrâneo, esbarra num obstáculo: os navios de guerra israelenses, que bloqueiam o acesso marítimo ao Líbano.”

  • 96 O Espezinhador // 14/July/2006 às 16:20

    Orlanddo, será que a família de todos os soldados seqüestrados têm algum motivo para amar os palestinos depois disso?
    Veja a notícia que acabou de ser publicada no Jerusalem Post: Avó e neto mortos por um míssel em Meron. Será que a família deles vai “entender”?
    http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1150886000391&pagename=JPost%2FJPArticle%2FShowFull

  • 97 andrea // 14/July/2006 às 16:23

    nossa cada vez mais eu gosto dos comentários do elias…
    agora só uma coisinha, elias e pd, como funcionaria um estado palestino com aquela muralha toda e as cercas e a divisão do território, a dificuldade para ir e vir…se fosse realmente formado o país palestino, essas coisas deixariam de existir?…
    estou perguntando na boa, pelo que eu tenho lido, a vida dos palestinos já era muito difícil antes mesmo de toda essa escalada da violência e a maior parte da dificuldade vinha das autoridades de israel…

  • 98 Orlando // 14/July/2006 às 16:31

    Espezinhador
    Só estou tentando mostrar que esta guerra é absurda e infinda se não forem tomadas medidas de ambos os lados para a construção de uma paz duradoura. Não estou desprezando o sofrimento dos israelenses, apenas indignado com a incapacidade do ser humano de aceitar as diferenças culturais e étnicas e com a imobilidade dos “líderes” políticos mundiais, que não apresentam propostas para a solução do conflito. Como você sabe, pois é brasileiro, nós somos um povo multi-étnico, pois, gente de todo lugar veio para cá e contribuiu para a formação de nosso povo e cultura, apesar dos grandes problemas econômicos e de distribuição de renda que temos. De qualquer modo, aprendemos a conviver com as diferenças e as acho muito positivas - se fossemos todos iguais a vida seria um marasmo.
    É óbvio que a família desses que morreram com um míssel não poderão entender e aí reside o problema e a continuidade do conflito.

  • 99 O Espezinhador // 14/July/2006 às 16:41

    Exatamente, Orlando. E é exatamente isso o que eu também estou dizendo. Essa situação tem que acabar, e já! Mas para que ela acabe, é necessário que