Dia Mundial dos Refugiados
Nosso vizinho, a Colômbia, detém o triste – e pouco conhecido - recorde de ser o país do hemisfério ocidental com o maior número de “deslocados internos”, como são chamados aqueles obrigados a deixar as regiões onde viviam originalmente por diversas razões, mas que não chegam a cruzar a fronteira com outro país. São entre dois e três milhões de pessoas, aproximadamente 5% da população total, que vivem em uma espécie de limbo, sem casas, sem direitos, sem futuro.
Mais no Tordesilhas.
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O Tordesilhas cobre melhor a América do Sul do que qualquer jornal brasileiro.
Primeiro esta “notícia” dos refugiados ,Leila, eu li na Veja de 7 de Junho. Então a cobertura não é tão ruim assim por parte da imprensa constituída.
E a nóta no Tordesilhas fala de que o governo colombiano só aceita a cifra de 1,5 milhão quando vemos no site da ACNUR que o desplaziados estão na casa do 2,5 milh?es! A ACNUR trabalha sem vasos comuncantes com o governo?! Por que suprimir 1 milhão quando o número deve alocar recursos para atender este plus à mais! Quem vai querer perder dinheiro?!
Abs.
A Acnur não trabalha com os dados da Acnur
“Plus a mais” foi ruim!
Abs.
influencia da galisteu
Olá, Pedro, obrigado por ajudar a chamar a atencao para este tema. Com relacao aos deslocados colombianos, cerca de 1,5 milhao estao oficialmente registrados junto aos orgaos do governo responsáveis pelo assunto. Mas estes números sao de fato contestados pelas ONGs e agencias humanitárias que trabalham com estas populacoes. O problema é que uma parte significatica dos deslocados nao se registra por temer ser atacados, estigmatizados ou até “redeslocados” para áreas diferentes de onde estao. Como a Acnur é um orgao independente do governo realiza suas próprias investigacoes independentes e respalda os números dados pelas ONGs e Agencias Humanitárias. Anda assim se consideramos os números oficiais do governo colombiano, 1,5 milhao de pessoas representa algo em torno de 3,5% da populacao do país, o que é de qualquer maneira uma porcentagem extraordinária de pessoas deslocadas pelo conflito interno.
Eu estive visitando a comunidade de Riosucio, no departamento de Cauca, um dos mais duramente atingidos pela guerra suja travada entre pára-militares e guerrilha. Conversei com diversas pessoas, a maioria de origem afro-colombiana, que foram obrigadas a fugir de suas terras devido a ameacas de ambas as partes em conflito. O drama humano é indescritível nao apenas pelo impacto econômico e patrimonial que estas pessoas sofrem, mas principalmente no plano psicológico. Nao há uma só pessoa que nao tenha perdido um membro da família assassinado na luta entre páras, guerrilheiros e agentes do exército. Pior: veem que a nova tática destes grupos é recrutar de maneira forcada criancas (meninos e meninas) para se transformarem em soldados mirins (na verdade bucha de canhao). Enfim, esta é uma história para outro texto que estou preparando.
Um abraco,
Renato
O país com mais ” refugiados internos” é a China, aonde algo entre 100 a 150 milh?es de pessoas ( chineses ) desafiaram a lei e foram morar nas cidades proibidas ( todas ) para os nascidos no interior miserável.
Essa situação é única no mundo:
“imigrantes ilegais” nativos.
Mas como a China fica para lá de tordesilhas….ninguém sabe, nem liga.
abs,
ma
http://markhumphrys.com/communism.html
Pode até ser, mas deram uma lição na política de segurança pública nas grandes cidades. Hoje em dia dá pra andar na maioria delas na boa, sem problemas, o que era impossível há pouco tempo atrás.
Mas não se pode passar de um certo raio, pro interior… aí o bicho pega.
E, quer saber, se contarmos todos os brasileiros que hoje vivem refugiados atrás de grades, com carros blindados e morrendo de medo, a conta pende pro lado de cá, infelizmente. Aqui não tem guerrilha e milícia, mas tem Comando Vermelho, PCC e Políticos do Congresso Nacional, três facç?es criminosas altamente perigosas.
A Colombia durante o governo Uribe reduziu a taxa de mortalidade pela metade. E n?s?
Fazendo o cálculo, deve ter mais do que um milhão e meio de cariocas que vivem fora do Rio, mortos de saudade, mas sem voltar por causa da decadência econômica e da violência. Eu, por exemplo.
Os brazucas “deslocados internos” aqui no Reino seguramente são de maior número do que os da Colômbia.
Fala sério!
Humm, fiz um post na mesma linha, só que muito mais superficial, curto e lincado.
É verdade , vendo por esse lado de refugiados internos econômicos São Paulo por exemplo não quebrou porque é muito resistente! Uns 40% da população não nasceu no estado. Vieram se refugiar da carestia econômica dos seus estados ou países limítrofes!
Abs.
“Deslocados internos” é um termo bastante dúbio, pois o deslocamento pode ocorrer por conta do progresso e não da carestia. Acredito ser o caso de São Paulo, sua riqueza atraiu trabalhadores de todas as regi?es do país. Atualmente, há paulistanos que se deslocam para fugir da violência. Mas acho que não se deve falar de refugiados nestes casos, para mim o termo só é apropriado quando a população é “expulsa” do local por uma razão qualquer, e não encontra um lugar que as receba. É o caso de quem foge da guerrilha na Colômbia, ou dos refugiados da seca nordestina.
Boa Liliane, esta foi na veia. Tá no hora de olhar para o nosso quintal. Falar de problemas alem de nossas fronteiras é c|ômodo e confortável, pois justifica nossa inação. Se é para arrumar o mundo, vamos começar pelo Brasil.